<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395</id><updated>2011-09-17T18:59:09.576+01:00</updated><title type='text'>Isa Mestre- Enfim Livres para voar...</title><subtitle type='html'>HAVERÁ SEMPRE PALAVRAS QUANDO TUDO ACABAR.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>127</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-2743872238231969959</id><published>2011-09-17T18:58:00.000+01:00</published><updated>2011-09-17T18:59:09.586+01:00</updated><title type='text'>analogia do sorriso</title><content type='html'>A mulher senta-se. Não sorri. Sabe, afinal que os sorrisos atrapalham sempre um bocadinho. Apercebe-se que ninguém à sua volta sorriu. Sente-se feliz por não ter sorrido. Por momentos tem a sensação de que se sorrisse seria vista como algo ridículo. E se há coisa que tem medo é de ser vista como tal.&lt;br /&gt;Sento-me também. Não na mesma mesa, mas no mesmo palco. Também eu com medo de ser visto como algo ridículo. Venho sozinho. Pergunto-me se haverá no mundo alguma fórmula capaz de anular o factor pergunta. Anular de uma vez por todas a velha que se senta diante de mim a conjecturar se sou paneleiro ou se me morreu a mulher. &lt;br /&gt;Visto-me de preto. Um ponto a favor do luto. Se calhar até tem pena de mim. &lt;br /&gt;Nem uma coisa nem outra. Sou alérgico à mentira. Sou alérgico, portanto, a casamentos.&lt;br /&gt;Os outros menos alérgicos que eu, mais enérgicos na farsa, mais poderosos na personagem que vestem para se esquecerem de quem são. Não que eu não me esqueça também por vezes. Mas não sou tão bom actor. &lt;br /&gt;A minha mãe pergunta-me, &lt;br /&gt;- és feliz?&lt;br /&gt;E eu penso que a felicidade é apenas a mulher que se senta sem sorrir com medo que o seu sorriso possa parecer ridículo.&lt;br /&gt;É isso a felicidade. A ilusão de sermos perfeitos aos olhos dos outros. &lt;br /&gt;Respondo-lhe que sim. Ainda que nunca consiga pôr os lençóis direitos quando faço a cama, ainda que me sente sozinho, ainda que me sinta pressionado pelos olhos de qualquer uma mulher a encontrar um destino. Mesmo que eu não queira tê-lo, mesmo que ele não me faça falta nenhuma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-2743872238231969959?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/2743872238231969959/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=2743872238231969959' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/2743872238231969959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/2743872238231969959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2011/09/analogia-do-sorriso.html' title='analogia do sorriso'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-3294923194232571309</id><published>2011-09-03T00:31:00.001+01:00</published><updated>2011-09-03T00:31:20.103+01:00</updated><title type='text'>persona</title><content type='html'>Ela tinha um sorriso. Não como o teu. O dela mais ficcionado, menos certo, não erraria se dissesse menos encantador. Porque com ela eu não tinha de ter medo de dizer, &lt;br /&gt;-gosto de ti,&lt;br /&gt;Como tenho contigo, quando fico preso ao ridículo de não saber sequer ser eu. &lt;br /&gt;No papel os verbos pareceram-me fáceis, suaves, ternos, aqui menos maduros, incoerentes, apressados.&lt;br /&gt;Perdemo-nos por momentos em conversas banais. Dizes qualquer coisa sobre a vida. Depois ficas em silêncio, como se todas as memórias fossem de repente um carrossel que a razão quer mas não consegue parar. &lt;br /&gt;Com ela seria fácil. Bastaria mudá-la de cenário, disfarçá-la por meio de uma dúzia de frases bonitas que nos fazem esquecer quase tudo. Contigo não. A vida diferente dos livros. Sem analepses nem prolepses. Sempre no mesmo lugar, mesmo que te doa, mesmo que não saibas para onde fugir, mesmo que te sobrem sentimentos e te faltem palavras. Na vida uma coisa de cada vez. &lt;br /&gt;Como naquele dia em que não soubeste como lidar com o vazio. &lt;br /&gt;Uma coisa de cada vez. &lt;br /&gt;O vazio é hoje o mesmo. Deixámos de nos questionar sobre isso. Julgamos conhecer-nos melhor, e quanto mais nos conhecemos menos partilhamos. &lt;br /&gt;Por isso te escrevo. Para partilhar. &lt;br /&gt;Ela tinha um sorriso. Não como o teu, mas feito a partir do teu. E a verdade é que quando te vejo, vejo-a também a ela, porque são a mesma, porque estão exactamente no mesmo lugar. És no fundo a realidade da minha ficção e todos os dias agradeço a Deus por isso. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-3294923194232571309?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/3294923194232571309/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=3294923194232571309' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/3294923194232571309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/3294923194232571309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2011/09/persona.html' title='persona'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-4753969870107576844</id><published>2011-07-23T01:17:00.001+01:00</published><updated>2011-07-23T01:17:49.668+01:00</updated><title type='text'>Eco</title><content type='html'>Eu queria ler-te Lobo Antunes antes de dizer-te qualquer outra coisa. Queria entrar e ler. Alheio a tudo e a todos. Mesmo que me chamassem louco, mesmo que me pusessem porta fora. Eu queria que se fizesse silêncio e que as pessoas que te olhavam com ar de pena por momentos se suspendessem no pensamento ridículo de ver-me por ali. &lt;br /&gt;Eu queria que as pessoas me olhassem perplexas enquanto sem usar quaisquer palavras diriam, &lt;br /&gt;- o joão, &lt;br /&gt;E o nome soar-te-ia estranho, como se fingisses nunca ter-me conhecido. Mas eu não me importaria. Nunca me fez confusão a ausência com que nos entregamos ao mundo. &lt;br /&gt;Tu ficarias séria. E essa seriedade far-me-ia acreditar que nada mudou. Não que eu tenha vindo por mais alguma razão. Como te disse, queria apenas ler-te Lobo Antunes. Sim, quem sabe devolver-te um pouco à realidade, desanestesiar-te desse aglomerado de gente que te rodeia com o pensamento cego que, mais dia, menos dia, vais morrer. &lt;br /&gt;Ignorando que morremos todos um bocadinho. &lt;br /&gt;Não te faria perguntas. De que nos servem as perguntas senão para nos inquietar o pensamento? &lt;br /&gt;Depois de ler, ficaria em silêncio. E mesmo que não tivesses ouvido nada respiraríamos os dois a doçura cruel de cada palavra. Cada parágrafo derramado sobre a tua pele, um tratamento urgente para o amor (ou quem sabe para a falta dele). &lt;br /&gt;Confesso que talvez sentisse a tua mão carinhosamente pousada sobre o meu cabelo. A saudade do tempo em que tudo era perfeito – se é que os amantes não baniram já a perfeição do dicionário do amor. &lt;br /&gt;Não tenhas medo. Se eu viesse não falaria sobre o passado. Ignoraríamos que existe futuro. Fechados na esfera da nossa solidão olharíamos apenas o presente, como se o hoje fosse um retrato adulterado do que foi o ontem, ou do que virá a ser o amanhã. &lt;br /&gt;Não te preocupes. Não precisarias de fingir. Seríamos afinal os mesmos. &lt;br /&gt;Trago a folha na mão. Os dedos tremem-me. O texto não. Continua firme, ávido para que os meus olhos se fixem nele, sem me distrair, sem me arrepender, sem dar um passo atrás. Pergunto-te, &lt;br /&gt;Posso entrar?&lt;br /&gt;E a minha voz faz eco na sala. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-4753969870107576844?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/4753969870107576844/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=4753969870107576844' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/4753969870107576844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/4753969870107576844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2011/07/eco.html' title='Eco'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-5525031823494492533</id><published>2011-07-05T15:49:00.003+01:00</published><updated>2011-07-05T15:52:03.535+01:00</updated><title type='text'>Apresentação de "Amar em Círculo", de Isa Mestre</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-bj4SSMPZARU/ThMlCq9jO4I/AAAAAAAAAHE/lahbgKm16kI/s1600/Capa.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 269px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-bj4SSMPZARU/ThMlCq9jO4I/AAAAAAAAAHE/lahbgKm16kI/s400/Capa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5625881087338298242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A apresentação do meu romance, &lt;em&gt;Amar em Círculo&lt;/em&gt;, será dia &lt;strong&gt;8 de Julho &lt;/strong&gt;(próxima sexta-feira) na Biblioteca Municipal de Faro, pelas &lt;strong&gt;18h00. &lt;/strong&gt;A apresentação estará a cargo do Elos Clube de Faro e&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;o livro será apresentado por Dina Ferreira. Recordo-vos que para além da edição em papel o livro vem acompanhado de um &lt;em&gt;audiobook&lt;/em&gt; lido por Afonso Dias. Conto com todos vocês em mais um dia importante como este!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-5525031823494492533?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/5525031823494492533/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=5525031823494492533' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/5525031823494492533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/5525031823494492533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2011/07/apresentacao-de-amar-em-circulo-de-isa.html' title='Apresentação de &quot;Amar em Círculo&quot;, de Isa Mestre'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-bj4SSMPZARU/ThMlCq9jO4I/AAAAAAAAAHE/lahbgKm16kI/s72-c/Capa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-6216610414148361598</id><published>2011-01-24T22:11:00.000Z</published><updated>2011-01-24T22:12:26.561Z</updated><title type='text'>[cinco e vinte]</title><content type='html'>Normalmente não desisto das pessoas. Acredito em segundas chances. Sei que não se pode fazer tudo bem à primeira. Sei que nem tudo se deixa fazer bem à primeira.&lt;br /&gt;Confesso que ainda cheguei a acreditar em ti, que não quis desistir logo. Depois veio o medo e com ele a raiva. O facto de não puderes olhar para ti fez com que tivesse medo que também eu, um dia, não conseguisse olhar para mim.&lt;br /&gt;Tu ainda não sabes mas tens medo. E continuas com medo de ter medo mesmo quando já o tens.&lt;br /&gt;Olhas-me. Procuras sempre as palavras que doem mais.&lt;br /&gt;Não te contentas em ficar por ali naquela demonstração oca de insensibilidade.&lt;br /&gt;Eu vim. Os outros ficaram. Já não acreditam em ti. Há muito que disseram adeus às segundas chances. Mas eu vim. E é precisamente por isso que me odeias. Porque não me deixo comer pelo medo, porque as palavras que te assustam não me fazem frente.&lt;br /&gt;Para dizer a verdade gostava de puder gostar de ti. Gostar de ti com a mesma sinceridade com que gosto daqueles que não viram as costas à luta, dos que não são cobardes.&lt;br /&gt;Dizes-me qualquer coisa sobre a pressão e eu penso como será dizer-te que quando me falas é como se te visses.&lt;br /&gt;Nua. No meu olhar, na minha crítica, na mais simples observação.&lt;br /&gt;Eu sei que tens frio. Porque as minhas palavras te despem e a ausência de outras te tornam cada vez mais só.&lt;br /&gt;Não tenho pena de ti.&lt;br /&gt;Repito. Não tenho pena de ti. Tenho vergonha de já não puder ou já não conseguir acreditar naquilo que és.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-6216610414148361598?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/6216610414148361598/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=6216610414148361598' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/6216610414148361598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/6216610414148361598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2011/01/cinco-e-vinte.html' title='[cinco e vinte]'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-4081888671027247315</id><published>2010-06-10T23:15:00.002+01:00</published><updated>2010-06-10T23:16:19.132+01:00</updated><title type='text'>Saber que voltas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nada me entretém. Quis distrair-me de ti e acabei por distrair-me de mim.&lt;br /&gt;Telefonaste e não atendi. Partira. Para qualquer um outro lugar. Não perguntaste se voltava. Não interessa.&lt;br /&gt;E eu estava mesmo ali. Mas apesar de tudo partira. O meu lado B, a minha cassete estragada, aquilo a que odiosamente chamavas o meu outro eu.&lt;br /&gt;Ser capaz de partir é maior e mais forte do que ter vontade de voltar. Mas tu não entendes. Ainda não podes entender.&lt;br /&gt;Quero-te bem. E por isso não te ralho. Seria incapaz de ralhar-te.&lt;br /&gt;Não sei ainda se posso duvidar da certeza, se posso adormecer sóbrio e confiante nos lençóis da tua ausência. Não sei.&lt;br /&gt;Ligo a televisão. Quero distrair-me com qualquer porcaria que me atirem para os olhos. Por momentos peço ao ecrã que me cegue, que me cegue para não mais poder ver o vazio, que me cegue para não mais saber dessa cama vazia, dessa poltrona desocupada, desse candeeiro desligado. Cega-me. Cega-me de uma vez para que a luz da tua ausência não volte a ferir-me os olhos.&lt;br /&gt;E se puderes telefona. Quero perguntar-te se voltas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-4081888671027247315?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/4081888671027247315/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=4081888671027247315' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/4081888671027247315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/4081888671027247315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2010/06/saber-que-voltas.html' title='Saber que voltas'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-8251518699160779922</id><published>2010-06-10T00:59:00.000+01:00</published><updated>2010-06-10T01:00:11.941+01:00</updated><title type='text'>Angústia</title><content type='html'>Tudo me lembra de ti. É nesse momento que tenho a absoluta certeza que querer esquecer é a maior garantia de recordar. Recordar para sempre. E eu que queria adormecer por uns tempos, de repente, aqui, perdida, inerte, novamente imbuída em pensamentos. Tão inútil como todos nós. &lt;br /&gt;E as minhas mãos, meu amor, são apenas as minhas mãos. Não servem para salvar vidas nem para acolher esperanças. As minhas mãos, meu amor, às vezes são apenas dois becos rumo ao medo, de encontro à solidão. &lt;br /&gt;Mas tu nunca me perguntas se tenho medo. &lt;br /&gt;E eu tenho. Tenho tantas vezes. &lt;br /&gt;Olhas-me apenas. Queres dizer-me que posso chorar, que não devo envergonhar-me. Mas não dizes. Não dizes nada. &lt;br /&gt;Sentas-te e colocas as mãos sobre a face. Choras. &lt;br /&gt;Pergunto-te se podemos chorar os dois. &lt;br /&gt;Acenas afirmativamente e em segundos lá estamos os dois abraçados no nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-8251518699160779922?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/8251518699160779922/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=8251518699160779922' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/8251518699160779922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/8251518699160779922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2010/06/angustia.html' title='Angústia'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-6464949487567528268</id><published>2010-06-08T00:16:00.001+01:00</published><updated>2010-06-08T00:19:07.319+01:00</updated><title type='text'>ouve-me</title><content type='html'>[ao único que pode realmente ouvir-me]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que estás aí. Não me deixes fugir. Quero acreditar que te posso ainda segurar a mão. Quero acreditar que o medo que agora sinto dentro do peito seja extinto por qualquer um abraço apertado no calor da noite, por um beijo quente enquanto durmo, por uma palavra sussurrada ao ouvido. Sei que estás aí. Não me deixes acreditar que estou sozinha. &lt;br /&gt;Estou assustada. Cuida de mim. Fá-lo para que possa cuidar daqueles que mais amo. &lt;br /&gt;Falo-te. Mas a tua voz quase sempre inaudível traz o medo de que a distância seja demasiado grande, de que a vida seja apenas um cruzamento de sentimentos e eu não saiba realmente estar em nenhum lugar. &lt;br /&gt;Sei que estás aí. Mas perdoa-me, é maior o medo. É maior o amor, que afinal é a única coisa que nos faz ter medo. &lt;br /&gt;Ouve-me. Não me deixes fugir. Não me deixes acreditar-me sozinha. Quero estar contigo.&lt;br /&gt;Ou melhor, preciso que estejas comigo. &lt;br /&gt;Perdoa-me o egoísmo das minhas palavras, mas preciso de ti. &lt;br /&gt;Preciso que olhes por ele, que olhes por nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-6464949487567528268?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/6464949487567528268/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=6464949487567528268' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/6464949487567528268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/6464949487567528268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2010/06/ouve-me.html' title='ouve-me'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-8369201801847534184</id><published>2010-06-06T17:35:00.000+01:00</published><updated>2010-06-06T17:36:03.495+01:00</updated><title type='text'>Minuto Final</title><content type='html'>Às vezes quando te olho estou apenas perdida. Perdida de mim, perdida de tudo aquilo em que acreditei durante anos, perdida do dia em que jurei amar-te, perdida do momento em que o teu corpo se encostou ao meu. Perdida de ti, também. &lt;br /&gt;Às vezes quando te olho não caminhamos pela mesma estrada, vamos lado a lado, mas cada um cuida de si, sem olhar para trás, sem nunca dizer adeus. &lt;br /&gt;Sabemos quando será o fim, mas não nos despedimos. Continuo refém dos teus passos, da tua voz, do teu sorriso, refém de todas essas coisas que podem aprisionar-nos mesmo sem usar algemas. &lt;br /&gt;E sigo em frente. Como me ensinaste. &lt;br /&gt;Os corpos acumulam-se, os corpos cansam-se, os corpos deitam-se e levantam-se, os corpos sabem a medo e solidão. E nós não sabemos a nada. Perseguimo-nos um ao outro, numa dança de amor e incerteza. &lt;br /&gt;Tu dizes, &lt;br /&gt;- Amanhã chegará o dia. &lt;br /&gt;E eu acredito que em algum momento ele possa chegar. &lt;br /&gt;Não te pergunto para onde vamos. Vamos sempre para lá do que planeámos. E eu que quis amar-te sempre até ao fim vou cada dia mais longe, mais longe, mais longe. &lt;br /&gt;Não sei ainda se podemos querer ser mais, se podemos sonhar ser mais, sei apenas que o amor nos torna maiores. Que o amor nos torna cada vez maiores. Entendo isso no momento em que a tua mão pálida e trémula abandona a vida. A vida que é sempre nossa e mesmo quando morremos nunca deixa de nos pertencer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-8369201801847534184?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/8369201801847534184/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=8369201801847534184' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/8369201801847534184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/8369201801847534184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2010/06/minuto-final.html' title='Minuto Final'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-6289777598149617114</id><published>2010-04-25T20:58:00.001+01:00</published><updated>2010-04-25T21:00:01.508+01:00</updated><title type='text'>Apresentação de Voz Perdida 3</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/S9SfEekNj4I/AAAAAAAAAE0/Y-DDmo9f8kM/s1600/DSC_1171.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464167147180494722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/S9SfEekNj4I/AAAAAAAAAE0/Y-DDmo9f8kM/s400/DSC_1171.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Parte do público que acompanhou o momento do "nascimento" do meu livro. Obrigada a todos pela presença e pela amizade com que me presentearam neste dia. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-6289777598149617114?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/6289777598149617114/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=6289777598149617114' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/6289777598149617114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/6289777598149617114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2010/04/apresentacao-de-voz-perdida-3.html' title='Apresentação de Voz Perdida 3'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/S9SfEekNj4I/AAAAAAAAAE0/Y-DDmo9f8kM/s72-c/DSC_1171.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-4483886239912123949</id><published>2010-04-25T20:55:00.001+01:00</published><updated>2010-04-25T20:57:42.222+01:00</updated><title type='text'>Apresentação de Voz Perdida 2</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/S9SeZEncgzI/AAAAAAAAAEs/KtQNfZGhht8/s1600/CSC_1356.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464166401480360754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/S9SeZEncgzI/AAAAAAAAAEs/KtQNfZGhht8/s400/CSC_1356.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Um muito obrigada à Dra. Dina, Presidente do Elos Clube de Faro e à Dra.Salomé, directora da Biblioteca Municipal de Faro que acolheram de braços abertos a minha &lt;em&gt;Voz Perdida&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-4483886239912123949?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/4483886239912123949/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=4483886239912123949' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/4483886239912123949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/4483886239912123949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2010/04/apresentacao-de-voz-perdida-2.html' title='Apresentação de Voz Perdida 2'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/S9SeZEncgzI/AAAAAAAAAEs/KtQNfZGhht8/s72-c/CSC_1356.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-7323348730684356728</id><published>2010-04-25T20:50:00.002+01:00</published><updated>2010-04-25T20:55:34.022+01:00</updated><title type='text'>Apresentação de Voz Perdida</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/S9Sdt0d_ZDI/AAAAAAAAAEk/5tEwyihCqgw/s1600/CSC_1361.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464165658411361330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/S9Sdt0d_ZDI/AAAAAAAAAEk/5tEwyihCqgw/s400/CSC_1361.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Algumas fotografias de um dia bastante especial para mim: o dia da apresentação de &lt;em&gt;Voz Perdida&lt;/em&gt;, a minha obra de estreia. Obrigada a todos os que estiveram presentes e que, de alguma forma, são aquilo que sou. Na vida e no papel. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-7323348730684356728?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/7323348730684356728/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=7323348730684356728' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/7323348730684356728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/7323348730684356728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2010/04/apresentacao-de-voz-perdida.html' title='Apresentação de Voz Perdida'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/S9Sdt0d_ZDI/AAAAAAAAAEk/5tEwyihCqgw/s72-c/CSC_1361.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-6276112249860088060</id><published>2010-03-30T23:17:00.004+01:00</published><updated>2010-03-30T23:26:29.392+01:00</updated><title type='text'>Voz Perdida na Revista Sábado</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/S7J6Un486AI/AAAAAAAAAEU/6aJZWAXKCvQ/s1600/isa+mestre+revista+sabado.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 310px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454556593422919682" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/S7J6Un486AI/AAAAAAAAAEU/6aJZWAXKCvQ/s400/isa+mestre+revista+sabado.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;O livro &lt;em&gt;Voz Perdida&lt;/em&gt;, de Isa Mestre, foi noticiado na Revista Sábado com uma pré-publicação do primeiro capítulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja em : &lt;a href="http://www.sabado.pt/Multimedia/FOTOS/-span--b-Artes-b---span-/Pre-publicacao--Voz-Perdida.aspx"&gt;http://www.sabado.pt/Multimedia/FOTOS/-span--b-Artes-b---span-/Pre-publicacao--Voz-Perdida.aspx&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-6276112249860088060?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/6276112249860088060/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=6276112249860088060' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/6276112249860088060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/6276112249860088060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2010/03/voz-perdida-na-revista-sabado.html' title='Voz Perdida na Revista Sábado'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/S7J6Un486AI/AAAAAAAAAEU/6aJZWAXKCvQ/s72-c/isa+mestre+revista+sabado.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-6399649720556470210</id><published>2010-03-25T19:50:00.004Z</published><updated>2010-03-25T20:17:00.078Z</updated><title type='text'>Apresentação de Voz Perdida, de Isa Mestre</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/S6u_MlgKUCI/AAAAAAAAADk/5KaBB8dNm_A/s1600/convite.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 187px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452661996808458274" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/S6u_MlgKUCI/AAAAAAAAADk/5KaBB8dNm_A/s400/convite.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A apresentação oficial de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Voz Perdida&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;Isa Mestre&lt;/strong&gt;, será no próximo dia &lt;strong&gt;10 de Abril&lt;/strong&gt;, pelas &lt;strong&gt;16 horas&lt;/strong&gt;, na Biblioteca Municipal de Faro. A tarde contará com a apresentação da obra e a leitura de alguns excertos. Será uma tarde de palavras, muitas palavras. Fica o convite a todos para que apareçam e façam parte deste momento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-6399649720556470210?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/6399649720556470210/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=6399649720556470210' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/6399649720556470210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/6399649720556470210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2010/03/apresentacao-de-voz-perdida-de-isa.html' title='Apresentação de Voz Perdida, de Isa Mestre'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/S6u_MlgKUCI/AAAAAAAAADk/5KaBB8dNm_A/s72-c/convite.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-4218316164055113831</id><published>2010-03-22T12:26:00.000Z</published><updated>2010-03-22T12:27:01.318Z</updated><title type='text'>Sem medo</title><content type='html'>A poesia são os teus olhos quando me olhas e não sei como escrever-te. &lt;br /&gt;A poesia está longe de ser tudo aquilo que um dia quiseste que fosse. A poesia não sou eu nem as minhas palavras. A poesia é simplesmente a poesia. &lt;br /&gt;Cada momento. Sim, talvez a poesia seja cada momento. &lt;br /&gt;Como este em que os meus dedos voltam a tocar novamente o papel. Três meses depois. Não há rasto de saudade. Apenas uma dor. Uma ligeira frustração. O medo. Sim, também o medo. &lt;br /&gt;Desculpa se já não sei como agradar-te. Desculpa se a brevidade do papel me retirou sinceridade nos gestos. &lt;br /&gt;Queria abraçar-te. Não sei como fazê-lo. Agarrar-te? Dizer-te que te adoro? Poderia fazê-lo ignorando que vivemos todos na poeira do ridículo, na distância ínfima que vai do meu coração ao teu. &lt;br /&gt;Queria pedir-te que viesses. Que viesses sem porquês, sem respostas pensadas, sem sorrisos ensaiados. Apenas tu. &lt;br /&gt;Nua. Despida de palavras sem sentido. Como as árvores no Outono. &lt;br /&gt;Como gosto de ver-te. &lt;br /&gt;Pediste-me que esquecesse as palavras cruéis, que agora , que estou a morrer, me lembrasse apenas das coisas boas. &lt;br /&gt;Pudesse eu dizer-te como nos tornamos tristes na hora da partida, como perdemos capacidade de recordar, como nos tornamos máquinas autodiegéticas com um só rumo, uma só canção. &lt;br /&gt;Cantas para mim? Cantas quando as luzes se apagarem e o medo me habitar o peito? &lt;br /&gt;Cantas quando as enfermeiras cansadas do meu corpo chamarem a morte para me vir buscar? &lt;br /&gt;Cantas. Eu sei que cantas. Cantas baixinho no meu ouvido. E nesses momentos, a tua voz é a minha poesia. Todos os versos que nunca escrevi. Todos os momentos que nunca vivi. Todas as tristezas que sendo minhas nunca deixaram de te pertencer. &lt;br /&gt;Todos os medos e todas as mágoas. &lt;br /&gt;Mas eu vou, se cantares para mim eu vou sozinho. E sabes que mais? Até vou sem medo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-4218316164055113831?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/4218316164055113831/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=4218316164055113831' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/4218316164055113831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/4218316164055113831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2010/03/sem-medo.html' title='Sem medo'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-3146109133239320080</id><published>2010-03-22T12:25:00.001Z</published><updated>2010-03-22T12:25:45.477Z</updated><title type='text'>Entrevista à Antena 1</title><content type='html'>&lt;object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/common/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0" width="340" height="60" id="divmp3" align="middle"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="sameDomain" /&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.baixa.la/common/flash/divmp3.swf" /&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent" /&gt;&lt;param name="flashVars" value="myFile=http://www.baixa.la/arquivos/6953496&amp;myTitle=00001dda.mp3&amp;myLink=http://www.baixa.la/sys.arquivo.php?id=6953496"&gt;&lt;param name="quality" value="high" /&gt;&lt;param name="scale" value="noscale" /&gt;&lt;param name="salign" value="lt" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#ffffff" /&gt;&lt;embed src="http://www.baixa.la/common/flash/divmp3.swf" allowScriptAccess="sameDomain" wmode="transparent" flashVars="myFile=http://www.baixa.la/arquivos/6953496&amp;myTitle=00001dda.mp3&amp;myLink=http://www.baixa.la/sys.arquivo.php?id=6953496" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-3146109133239320080?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/3146109133239320080/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=3146109133239320080' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/3146109133239320080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/3146109133239320080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2010/03/entrevista-antena-1.html' title='Entrevista à Antena 1'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-5904601947979387615</id><published>2010-03-04T13:12:00.004Z</published><updated>2010-03-04T14:58:38.895Z</updated><title type='text'>Entrevista à Antena 1 , dia 15 de Março</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/S4-y2iUcMbI/AAAAAAAAADE/5iiy5FNlAXY/s1600-h/Antena-1-RGB.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 93px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444767124509438386" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/S4-y2iUcMbI/AAAAAAAAADE/5iiy5FNlAXY/s400/Antena-1-RGB.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estarei no próximo dia &lt;strong&gt;15 de Março&lt;/strong&gt;, na &lt;strong&gt;Antena 1&lt;/strong&gt;, no programa "Portugal em Directo" para falar do meu livro &lt;em&gt;Voz Perdida. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-5904601947979387615?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/5904601947979387615/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=5904601947979387615' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/5904601947979387615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/5904601947979387615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2010/03/voz-perdida-na-antena-1.html' title='Entrevista à Antena 1 , dia 15 de Março'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/S4-y2iUcMbI/AAAAAAAAADE/5iiy5FNlAXY/s72-c/Antena-1-RGB.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-7063380004824568821</id><published>2010-02-24T17:08:00.003Z</published><updated>2010-02-24T17:20:06.643Z</updated><title type='text'>Lançamento do livro Voz Perdida, de Isa Mestre</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/S4VddnsKtyI/AAAAAAAAACs/lDXheaBCQlg/s1600-h/capa+Voz+Perdida.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 278px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441858488198936354" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/S4VddnsKtyI/AAAAAAAAACs/lDXheaBCQlg/s400/capa+Voz+Perdida.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Acabo de lançar, com a chancela do Sítio do Livro, a obra &lt;em&gt;Voz Perdida. Voz Perdida&lt;/em&gt; trata-se de um conjunto de micro-narrativas romanceadas, em prosa, ao estilo do que tenho produzido até aqui nas minhas participações no blogue e no grupo literário &lt;em&gt;Texto-Al&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O livro encontra-se disponível para venda através do site : &lt;a href="http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/voz-perdida/9789899663206"&gt;http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/voz-perdida/9789899663206&lt;/a&gt; ou contactando-me pelo email ou telefone. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-7063380004824568821?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/7063380004824568821/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=7063380004824568821' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/7063380004824568821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/7063380004824568821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2010/02/lancamento-do-livro-voz-perdida-de-isa.html' title='Lançamento do livro Voz Perdida, de Isa Mestre'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/S4VddnsKtyI/AAAAAAAAACs/lDXheaBCQlg/s72-c/capa+Voz+Perdida.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-6545200110002590971</id><published>2009-11-25T23:29:00.000Z</published><updated>2009-11-25T23:31:36.461Z</updated><title type='text'>Trinta do Seis</title><content type='html'>Tenho saudades tuas.&lt;br /&gt;As frases de três palavras são quase sempre as mais difíceis de dizer. Como se ficassem presas na garganta, como se o coração, de repente, fosse apenas uma rua. Não uma estrada, como tantas vezes pensáramos. Uma rua. Sim. Uma rua.&lt;br /&gt;Uma rua onde nem sempre cabem todas as tuas dúvidas somadas aos meus medos, divididas pelas nossas ansiedades, elevadas à nossa hipocrisia ao quadrado.&lt;br /&gt;Não me recordo da tua voz. É talvez o que mais me dói.&lt;br /&gt;Lembro o teu beijo, o teu cheiro, os teus braços fortes a acolher-me os medos, a acalmar-me as ansiedades. Mas a tua voz…a tua voz não. E depois o medo. A recordação. Sim, é exactamente isso. A recordação. Aquela noite repetida na minha memória, aquela noite tantas e tantas vezes. A camisola vermelha, as mãos trémulas e a minha boca a querer dizer-te,&lt;br /&gt;- Adoro-te,&lt;br /&gt;E o coração a chamar-me ridícula. O coração de uma rua. O coração, esse bicho de um só sentido.&lt;br /&gt;Depois, o corpo assustado, hesitante, o olhar nervoso. As mãos a dizer,&lt;br /&gt;- fica.&lt;br /&gt;E tu a partir. Tu a partir sem que me deixasses sequer dizer-te adeus.&lt;br /&gt;As minhas mãos,&lt;br /&gt;fica,&lt;br /&gt;E tu a deixares-te ir pouco a pouco, a levares um pouco de mim. Minto. A levares tudo de mim.&lt;br /&gt;E o médico,&lt;br /&gt;- Fizemos tudo o que podíamos.&lt;br /&gt;E eu a saber que nós nunca podemos nada. Que nós nunca somos nada.&lt;br /&gt;Eu a saber que as palavras são apenas palavras. E que as que não te disse são exactamente iguais aquelas que todos deixamos por dizer.&lt;br /&gt;E o meu olhar, e o meu medo. E todas as coisas que sendo minhas, naquele dia deixaram de me pertencer.&lt;br /&gt;E a tua voz já perdida no tempo,&lt;br /&gt;- a miúda tem jeito para a coisa.&lt;br /&gt;E é por ti. É por ti que estou aqui. É por ti que nasço e morro todos os dias na folha de papel. É por ti que escrevo e são para ti todas as palavras que um dia nunca soube ou pude dizer-te. É para ti o que ainda resta depois da partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-6545200110002590971?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/6545200110002590971/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=6545200110002590971' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/6545200110002590971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/6545200110002590971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2009/11/trinta-do-seis.html' title='Trinta do Seis'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-2814031596242971304</id><published>2009-09-17T23:34:00.000+01:00</published><updated>2009-09-17T23:35:49.118+01:00</updated><title type='text'>Demanda</title><content type='html'>Usaste poucas palavras. Ensinaste-me desde sempre que não precisamos utilizar muitas se o fizermos com o coração, se o fizermos como se nos amássemos em cada letra, como se nos abraçássemos em cada verbo. &lt;br /&gt;- sou a mulher mais triste do mundo, &lt;br /&gt;Disseste. &lt;br /&gt;Sem deter-me nos pormenores, sorri ao papel que se estendia diante dos meus olhos. Confesso que, de certa forma sempre me fascinou essa tua atracção pelo dramatismo, esse misto de ligeireza e leviandade. &lt;br /&gt;Gostava de poder-te tê-lo dito um dia. Um dia em que os corações se calassem para ouvir apenas a voz que, de quando em vez, ecoa no seu interior, que, de quando em vez, se une na batida descompassada de um amor a quem nunca poderão ser impostos limites.&lt;br /&gt;- sou o homem mais triste do mundo, &lt;br /&gt;(Acredito que a fragilidade é, de certa forma, contagiosa.)&lt;br /&gt;Continuo a escrever-te. Nada me pode deter. Prometi dizer-te tudo apenas numa carta, prometi poupar-te à tristeza das minhas metáforas e à inabilidade dos meus oximoros.&lt;br /&gt;Afinal tu bem sabes, não há nada mais aborrecido do que casar com um escritor. &lt;br /&gt;Pediste-me para ficar só. Sorri-te. Afinal, o que é o amor senão solidão?&lt;br /&gt;Não tenhas medo. Não te pedirei para ficar. Não há cartões de embarque com passaportes caducados. &lt;br /&gt;Nunca poderás perdoar-me, eu sei. Nunca poderás entender que é na dor que encontramos o mais perfeito miradouro para o coração, o mais completo caminho rumo ao sentimento. &lt;br /&gt;Disseste, &lt;br /&gt;- sou a mulher mais triste do mundo, &lt;br /&gt;Não tenho coragem de ler o final da frase. Dói-me a inevitabilidade do verbo que se segue.&lt;br /&gt;Talvez tenhas razão, talvez eu seja apenas mais um daqueles a quem falta arte e sobeja hipocrisia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-2814031596242971304?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/2814031596242971304/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=2814031596242971304' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/2814031596242971304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/2814031596242971304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2009/09/demanda.html' title='Demanda'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-3595732515955579897</id><published>2009-08-16T01:22:00.000+01:00</published><updated>2009-08-16T01:23:48.089+01:00</updated><title type='text'>Talvez</title><content type='html'>Disse,&lt;br /&gt;- Posso ainda fazer-te feliz. E as palavras a soarem tão sinceras, tão breves, por momentos tão melódicas quanto verdadeiras. Depois, o teu olhar, o teu sorriso, depois todas as coisas às quais nunca saberei ao certo que nome dar.&lt;br /&gt;Ela pergunta-me se esqueci.&lt;br /&gt;Como poderia esquecer?,&lt;br /&gt;Apetece-me dizer-lhe.&lt;br /&gt;Fico em silêncio. Estou demasiado habituada a ele. Somos dois desconhecidos a habitar o mesmo espaço, os mesmos sete palmos de terra que por vezes se assemelham a uma mão repleta de solidão a querem abraçar-nos com fulgor, pedindo-nos que fiquemos, que fiquemos para sempre.&lt;br /&gt;Ela olha-me, eu devolvo-lhe o olhar. Há meses que assim é. Há meses que luta por uma palavra, por uma frase, por um latido que denuncie a minha dor. Preocupa-se comigo. Consigo sabê-lo, consigo senti-lo. De certa forma, creio que a única razão que a traz aqui é tentar perceber se ainda estou viva.&lt;br /&gt;Que poderia dizer-lhe? Que saberia eu dizer-lhe quando inúmeras vezes sei tão pouco.&lt;br /&gt;Talvez um dia lhe conte a nossa história. Talvez um dia lhe conte do dia em que te disse com olhos brilhantes e voz serena,&lt;br /&gt;- Posso ainda fazer-te feliz,&lt;br /&gt;Talvez lhe conte do dia em que partiste. Talvez lhe conte do dia em que nunca mais pudeste voltar. Talvez doa. Talvez magoe. Talvez.&lt;br /&gt;Por momentos sou ainda a menina de olhar doce e palavras embaladas pelo vento,&lt;br /&gt;-Posso ainda fazer-te feliz.&lt;br /&gt;Por momentos és ainda a única pessoa que soube e pude amar,&lt;br /&gt;- Sabes que fujo da felicidade a sete pés.&lt;br /&gt;Tinhas razão. Fugiste mais rápido que o próprio tempo, mas esqueceste-te que depois da morte apenas o amor pode curar os corações partidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-3595732515955579897?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/3595732515955579897/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=3595732515955579897' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/3595732515955579897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/3595732515955579897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2009/08/talvez.html' title='Talvez'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-973548572980806342</id><published>2009-02-20T12:01:00.000Z</published><updated>2009-02-20T12:02:05.593Z</updated><title type='text'>Segredo</title><content type='html'>Escrever-te o sorriso, olhar-te por dentro, amar-te sem me envolver, sem me deixar tocar pela doçura das palavras ditas, dos gestos continuamente repetidos na minha memória. &lt;br /&gt;Olhei-te durante anos e desejei apenas o parágrafo mais sincero, o mais puro, aquele em que a tua beleza pudesse ofuscar unicamente os olhos de quem me lê, de quem me acredita apaixonado, e se apaixona tantas vezes pelos meus amores.&lt;br /&gt;Perguntas-me se te amo, faço uma pausa, a dureza das palavras pode ferir-te, a crueldade da verdade impedir-me-á de voltar a ver-te sorrir. &lt;br /&gt;- Amo-te como nunca ninguém te amou. &lt;br /&gt;Não te minto. Estou certo de dizer-te toda a verdade. Amo-te como nenhum outro homem pode amar-te, porque te amo o sorriso e não a tua forma de sorrir, porque te amo as palavras e não tudo aquilo que dizes com elas, porque te amo a naturalidade e não a sensatez. &lt;br /&gt;E enquanto os outros te olham com as mãos repletas de prazer e desejo, eu olho-te e amo-te com as palavras que escrevo, com os adjectivos sempre ridículos e incapazes de classificar-te, de dizer-te que és a mulher mais bela do mundo. &lt;br /&gt;Chegará o dia em que ousarás estar cansada de mim e dos meus papéis, de mim e do meu olhar constante, da ânsia de quem quer ver tudo sem ver, na verdade, absolutamente nada. &lt;br /&gt;O editor pede-me mais, desconfio que gosta da mulher que há em ti, da essência que se esconde por detrás do rosto sério e do olhar expressivo. Conhece-te sem nunca te ter conhecido. Apaixonou-se por ti mais do que pelas minhas palavras. &lt;br /&gt;Escrever-te-ia uma carta de amor, se não se achasse ridículo, se não se olhasse ao espelho todos os dias sentindo-se miserável por amar-te sem saber que te ama, por pensar na mulher que lê nos meus livros, na mulher que ele crê que não existe e está cada vez mais próxima de si.&lt;br /&gt;Revelar-te ao mundo seria acreditar que os homens alguns dia poderão olhar-te por dentro. &lt;br /&gt;Por isso, serás sempre o meu segredo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-973548572980806342?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/973548572980806342/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=973548572980806342' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/973548572980806342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/973548572980806342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2009/02/segredo.html' title='Segredo'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-507680990625507430</id><published>2009-01-21T23:14:00.000Z</published><updated>2009-01-21T23:15:08.006Z</updated><title type='text'>Submissos</title><content type='html'>Telefonaste. &lt;br /&gt;Quase me apeteceu atender e dizer-te que não estava, dizer-te que, afinal, ao contrário daquilo que sempre imaginaste podemos adiar o coração, podemos adiar as palavras difíceis para dias mais fáceis e as horas tristes para minutos um pouco mais felizes.&lt;br /&gt;O som do telefone a ecoar pela casa, enquanto as minhas mãos apenas de encontro às almofadas (pudesse eu camuflar a minha vontade de viver, como camuflo a cabeça, para não mais ouvir-te chamar por mim).  &lt;br /&gt;Mais tarde deixarias mensagem. &lt;br /&gt;Talvez tivesses chorado, havia na tua voz a ternura dos miúdos depois das birras de supermercado, a lágrima seca no canto do olho que já não posso ver, os sons trémulos a formar palavras que a minha alma talvez nunca mais consiga entender.&lt;br /&gt;Desisti de te ouvir, e quando desistimos é como se fossemos apenas uma bicicleta a pedalar numa estrada molhada, uma bicicleta escorregadia que acaba sempre por atirar-nos contra o solo. &lt;br /&gt;Caio uma vez mais. Há uma voz que insiste para com os meus dedos, uma voz que me diz que não os mova, que permaneça apenas quieta e calada ouvindo-te, ouvindo-me, ouvindo-nos. &lt;br /&gt;Hoje, talvez cada palavra tua, seja apenas uma letra da história que tantas vezes escrevemos juntos. &lt;br /&gt;Esperas uma voz. &lt;br /&gt;Do outro lado: silêncio. Do outro lado uma mulher que se olha ao espelho e não se reconhece: eu. Do outro lado, uma voz, incapaz de falar-te da ausência. Do outro lado, uns olhos perdidos na imensidão do Universo. &lt;br /&gt;Oiço-te chamar o meu nome, como se toda a tua voz grave e séria ainda ecoasse nas paredes desta casa onde construo o tempo em barquinhos de papel. &lt;br /&gt;Calo-me. &lt;br /&gt;(será que mesmo assim me ouves respirar?) &lt;br /&gt;Não podes suspeitar que ainda existo, não podes saber que o meu coração ainda chama por ti nas noites frias em que a alma procura abrigo nos braços do amor. &lt;br /&gt;Afinal, éramos nós que jurávamos nunca vir a saber o que é amar, nunca vir a sentir esse sentimento que diziam – queimava o coração.&lt;br /&gt;Talvez fosse verdade. Queima por dentro. Como um incêndio no interior de cada um de nós, como uma chama, que por mais água que se lhe deite, se revela impossível de extinguir. &lt;br /&gt;Como um cigarro apagado, que morre lentamente nos confins de um cinzeiro. &lt;br /&gt;Assim é o nosso amor. Mesmo quando telefonas e finjo não saber quem és. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-507680990625507430?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/507680990625507430/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=507680990625507430' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/507680990625507430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/507680990625507430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2009/01/submissos.html' title='Submissos'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-9177485699825030119</id><published>2009-01-21T23:10:00.000Z</published><updated>2009-01-21T23:11:33.440Z</updated><title type='text'>Confissão</title><content type='html'>Gosto de ti três vezes por semana. Quando estás em silêncio, quando visitas o teu filho e quando me dizes boa noite. &lt;br /&gt;Casámos há três anos, e em trezentos e sessenta e cinco dias de medo a multiplicar por três dígitos de solidão, ainda não descobri com que código encontrar o caminho do teu coração.&lt;br /&gt;Deambulas pela casa, falas muito e nunca sabes que dizer, trazes nas mãos a doçura de uns lábios doces que ainda não aprendi ao certo como beijar. &lt;br /&gt;Saio cedo e chego tarde. Encontro-te muitas vezes a dormir, como se o sono, por instantes, fosse o remédio para a dor e para o medo, o antídoto para as horas de solidão em que o meu corpo se encontra demasiado distante do teu. &lt;br /&gt;Escrevi para dizer-te uma frase, uma frase apenas:&lt;br /&gt;Ontem fui à igreja. &lt;br /&gt;Disseste que me faria bem, disseste que me ajudaria a esquecer. &lt;br /&gt;Não me recordo de todas as tuas palavras, como disse, falas de mais e eu, por vezes, escuto pouco. &lt;br /&gt;Recordo-me apenas da tua expressão, das maçãs do teu rosto, do carinho do teu olhar. &lt;br /&gt;Pediste-me que fosse. &lt;br /&gt;- Precisas perdoar-te, &lt;br /&gt;Disseste. &lt;br /&gt;Como poderei perdoar-me se nunca saberei perdoar? Como poderei olhar-te, se nunca deixei que me olhasses? Como poderei esquecer-me se é o esquecimento que me mata por dentro?&lt;br /&gt;Sentei-me. Ele olhou-me sem saber que eu nunca poderia olhá-lo. Disse-me: &lt;br /&gt;- Que te traz por cá?&lt;br /&gt;E eu, como no psicólogo, a fingir, sempre a fingir. &lt;br /&gt;Ele sorri. Não tem medo da verdade. Encontra-a vezes demais. &lt;br /&gt;Num instante, diz-me: &lt;br /&gt;- Há quanto tempo o fizeste? &lt;br /&gt;-3 meses , respondo eu. &lt;br /&gt;Entendo agora que o melhor é começar pelo fim, ajuda-nos a ganhar coragem.&lt;br /&gt;- Arrependes-te? - pronuncia na sua voz rouca e austera. &lt;br /&gt;- Não. Por isso nunca saberei como perdoar-me - respondo-lhe.&lt;br /&gt;Ele escuta o silêncio, entende que se trata de amor, apenas o amor pode falar assim, sem sentido, sem razão, e no entanto, tão profundamente carregado de mágoa. &lt;br /&gt;Diz-me minutos depois uma frase que dificilmente esquecerei, &lt;br /&gt;- O amor perdoa. O amor perdoa sempre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-9177485699825030119?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/9177485699825030119/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=9177485699825030119' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/9177485699825030119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/9177485699825030119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2009/01/confisso.html' title='Confissão'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-2123505778587899220</id><published>2008-12-13T22:17:00.001Z</published><updated>2008-12-13T22:17:59.152Z</updated><title type='text'>Decreto</title><content type='html'>A verdade é que não sei como amar-te. &lt;br /&gt;Passaram vinte e dois anos e continuo sem saber. Recordo com saudade os dias em que o meu corpo bailou sobre o teu numa dança que nos fez acreditar tantas vezes que a valsa do amor é a balada perfeita para uma canção desesperada.&lt;br /&gt;No dia em que nos conhecemos não chovia, mas confesso que nem tu pudeste trazer algum sol à minha vida. Eras daquelas adolescentes rebeldes e respingonas que nunca calam os seus ideais para ouvir os dos outros. &lt;br /&gt;Talvez por isso ainda não saiba como amar-te. Talvez por nunca teres calado o teu coração para poder ouvir o meu. Mas isso é outra história, algo de que te falarei mais tarde, quando a voz me fraquejar e os braços chamarem por ti.&lt;br /&gt;Hoje, estou aqui para falar-te de amor, mais concretamente de um amor, um amor vadio e desconhecido que atravessou todas as fronteiras e terminou sem passaporte para a felicidade. &lt;br /&gt;Agarrei o teu caso numa manhã fria de Dezembro em que os meus olhos se fixaram nos teus para não mais conseguir olhar ninguém no mundo. &lt;br /&gt;Decreto nº1 – Amar-te acima de todas as coisas – dizia a lei que trazias no olhar, a determinação da tua voz, a firmeza dos passos rebeldes a fazer-se à estrada agreste da vida.&lt;br /&gt;Não sei se o consegui cumprir até hoje. Apercebo-me que amar alguém acima de todas as coisas é uma tarefa quase impossível. Implicaria amar-te mais que a mim mesmo. Será que alguém pode amar mais do que a si mesmo? &lt;br /&gt;Não sei. Talvez nunca possa saber. &lt;br /&gt;Decreto nº2 – Conhecer-te durante dois anos e viver um ano mais para me arrepender.&lt;br /&gt;Tu sabes e eu sei, o amor é uma história bonita, mas nem sempre a vírgula pode substituir o ponto final, nem sempre a estrada é longa e o caminho se revela risonho. Por isso quiseste dar-me um ano. Não para me arrepender. Seria impossível, mas para aprender a amar-te 365 dias melhor que os anteriores. &lt;br /&gt;Decreto nº 3- Olhar-te até seres completa. &lt;br /&gt;Preencher-me e preencher-te, arrumar-te no meu coração e arranjar um espacinho para mim dentro do teu. &lt;br /&gt;Para que serve o amor?&lt;br /&gt;Para nos vermos. Para nos vermos sempre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-2123505778587899220?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/2123505778587899220/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=2123505778587899220' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/2123505778587899220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/2123505778587899220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2008/12/decreto.html' title='Decreto'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-2484764068736682922</id><published>2008-08-27T12:07:00.000+01:00</published><updated>2008-08-27T12:10:02.892+01:00</updated><title type='text'>O Fim</title><content type='html'>Há muito que se esgotaram as palavras. Magoaste. Magoei. Magoámos. Conjugámos os verbos que ferem em todos os tempos e hoje, neste presente que quer sempre ser futuro, somos olhares perdidos, corações abandonados, gestos arrependidos e tristes, mãos frias e rugosas, olhos lacrimejantes e saudosos.&lt;br /&gt;Não me apetece falar. Porque a verdade dói, porque o arrependimento mata mais que a dor, porque ao olhar-te é como se me visse ao espelho e não há nada pior que o reflexo de quem amamos, quando temos a absoluta certeza de só nos amarmos a nós próprios. &lt;br /&gt;Sei que não devia dizê-lo, sei que parece rude, sei que pode ser cruel, mas não te amo, não consigo amar mais ninguém a não ser aquilo que sou. &lt;br /&gt;Gosto demasiado de mim, para poder gostar um pouco de ti. &lt;br /&gt;Sou incapaz de olhar-te. Os teus olhos assustam-me, a tua voz faz-me tremer, o teu sorriso estremece-me a alma. És demasiado de mim e isso mata-me, isso faz-me pensar que te dei aquilo que sou, que deixei de ser um pouco desta pele que visto todos os dias para te emprestar um sorriso, para te oferecer uma lágrima envolta no embrulho cruel do egoísmo. &lt;br /&gt;Sou uma mentira. Quando sorrio sou uma mentira, sou um aglomerado de palavras nas quais não podes acreditar, sou uma ilusão triste, sou um sonho perdido. Dir-te-ia que me esquecesses, se eu própria acreditasse que algum dia posso esquecer-me. &lt;br /&gt;Não tenho já nada para te dar. Podes ir, levaste tudo e deixaste-me nua numa cama de solidão, num lençol de ternura a disfarçar-se de raiva, numa amálgama de palavras duras a sorrir-me timidamente como que dizendo-me que são estas as maiores palavras de amor que alguma vez escutei.   &lt;br /&gt;Não tenho medo. Sei que amanhã estarás longe, sei que há distâncias que são maiores do que aquela que vai do meu coração ao teu. &lt;br /&gt;Prefiro não pensar mais. Talvez não te ame assim tão pouco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-2484764068736682922?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/2484764068736682922/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=2484764068736682922' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/2484764068736682922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/2484764068736682922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2008/08/o-fim.html' title='O Fim'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-758857937451005135</id><published>2008-05-03T23:58:00.002+01:00</published><updated>2008-05-04T00:00:30.922+01:00</updated><title type='text'>Porque vieste</title><content type='html'>Obrigado por seres tu, nesse gesto tão simples, nesse sorriso tão teu, nos olhos que quando vagueiam perdidos pelo espaço se encontram no abraço de cada coração. &lt;br /&gt;Saber que estás aí é um instante e um sorriso, um beijo deixado nas asas do tempo com destinatário prévio, com aviso de chegada, quando a ternura dos meus olhos ameaça saltar para o mundo cá fora. &lt;br /&gt;Sorris-me nervosamente. Nunca sabemos como dizer, &lt;br /&gt;- Gosto de ti, &lt;br /&gt;Sobretudo, nunca sabemos como dizê-lo sem necessitar de usar palavras. &lt;br /&gt;Estás aqui. Permanece calado. Já disseste tudo. Estás aqui, lembras-te? Os outros foram embora, encontraram pretextos para preencher o vazio que se interpôs entre nós, encontraram razões para dizer-me quando chegar o fim. Mas tu ficaste. Não porque não tenhas medo de ver-me morrer, não porque não sejas tão cobarde quanto eles, não porque não te apeteça chorar, quando acorrentas as lágrimas nos olhos como se pudesses impedir-me de sentir a tristeza a esvaziar-te todos os poros da alma. Ficaste porque gostas de mim, porque gostas do momento em que te sorrio e fingimos esquecer que tudo o resto existe, esquecer que não podemos apagar a vida, como apagámos em tempos as palavras nos cadernos esborratados pela caneta do destino.&lt;br /&gt;Às vezes apetecia-me esquecer-me de tudo, incluindo de ti. Matar-me. Matar-te. Matar-vos a todos para que não sofrêssemos tanto quando chegar o fim. &lt;br /&gt;Não finjas, tu também sabes que ele chegará. Chega para todos. Chega um dia. Chega, e a verdade é que tu nunca poderás saber quando nem porquê.&lt;br /&gt;Senta-te. Quem sabe se amanhã virás? Quem sabe se o camião amanhã não se desvia enquanto o teu pé no acelerador pensa em mim, enquanto as tuas lágrimas nos olhos te impedem de ver a dimensão da estrada? &lt;br /&gt;Senta-te. &lt;br /&gt;Hoje podes ficar. &lt;br /&gt;Não te farei perguntas. Acho que te agradeço sem usar palavras, se também não as fizeres. &lt;br /&gt;Senta-te apenas. Deixa o meu coração e o teu dialogarem nessas vozes surdas que são o meu olhar e o teu quando as palavras se tornam ridículas, que são a tua mão sobre a minha quando estendo os dedos e acredito que já todos desistiram de agarrá-los, que são as minhas lágrimas quando o teu gesto breve me limpa a amargura do rosto. &lt;br /&gt;Dura pouco a hora da visita. &lt;br /&gt;- È um instante, &lt;br /&gt;Dizes tu. &lt;br /&gt;Tens razão, &lt;br /&gt;- Um instante, &lt;br /&gt;Como eu e tu. Aqui. Agora. Um instante. &lt;br /&gt;Quantos instantes daria para ter-te para sempre junto de mim? &lt;br /&gt;Sorris. Sorrio-te também. &lt;br /&gt;Se morrer amanhã, ao menos soubeste hoje que os teus olhos me fazem sorrir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-758857937451005135?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/758857937451005135/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=758857937451005135' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/758857937451005135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/758857937451005135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2008/05/porque-vieste.html' title='Porque vieste'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-7160396013695473790</id><published>2008-03-30T22:07:00.000+01:00</published><updated>2008-03-30T22:09:14.482+01:00</updated><title type='text'>Dentro de mim</title><content type='html'>- Morri dentro de ti, &lt;br /&gt;Dizes-me. &lt;br /&gt;Faço silêncio. Não quero acreditar que existem espaços mortos neste coração repleto de sentimentos, nestas mãos que querem tocar-te sem saber como, nestes lábios que são teus em todos os minutos que nos percorrem as veias. &lt;br /&gt;O teu olhar perde-se no infinito, devoras cigarros como quem devora mundos, em busca da resposta mais adequada. Estou aqui. Senta-te. Ousa perguntar. &lt;br /&gt;Estou aqui. &lt;br /&gt;Responder-te-ei. &lt;br /&gt;Trazes no rosto a gélida expressão da incerteza de um amor há muito vencido, nos olhos a pergunta a balançar de uma retina para a outra, sem saber como fixar-se em mim, sem saber como usar as palavras, sem saber como dizer-me que tens a certeza que morreste dentro de mim. &lt;br /&gt;Apetece-me brincar com o teu sorriso, como no tempo em que te fazia cócegas no coração e acreditava poder fazer-te sorrir para sempre. &lt;br /&gt;Nada do que é verdadeiramente sincero pode morrer. &lt;br /&gt;Escuta. &lt;br /&gt;Ainda vives dentro de mim, ainda és o rosto risonho e o beijo no canto da boca. &lt;br /&gt;Anda. Sorri. &lt;br /&gt;Não pode ter passado tanto tempo. Não pode ter mudado tanta coisa. Não podes ter morto o amor com a banalidade de quem mata um insecto. &lt;br /&gt;Não queres ouvir-me. Lanças frases como quem lança espadas afiadas com destino ao coração. Depois, apenas o silêncio. Esperas a negação das afirmações cruéis, esperas o beijo nos lábios do tempo, o beijo que, no mais profundo de mim, é o nosso amor a querer sorrir-te, o nosso amor a querer saltar-me dos olhos e colar-se nos teus lábios. &lt;br /&gt;Poderia dizer-te o quanto te amo, mas tudo não passariam de palavras. Palavras esquecidas no amanhã, quebradas nas lágrimas que chorámos, perdidas no entrelaçar suave dos nossos dedos, brincando habilmente com a chuva.&lt;br /&gt;Sabes… não direi que te amo. &lt;br /&gt;Talvez nunca mais volte a fazê-lo. &lt;br /&gt;Porque a melhor palavra é aquela que baila nos meus olhos quando dizes que morri dentro de ti, aquela que sorri quando a alma ameaça chorar, aquela que me abraça quando tudo o resto está prestes a ruir. &lt;br /&gt;A palavra escondida por detrás do amor. A palavra que só tu e eu sabemos. Só tu e eu poderíamos saber. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-7160396013695473790?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/7160396013695473790/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=7160396013695473790' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/7160396013695473790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/7160396013695473790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2008/03/dentro-de-mim.html' title='Dentro de mim'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-2915911786344292622</id><published>2008-02-04T13:31:00.000Z</published><updated>2008-02-04T13:32:18.224Z</updated><title type='text'>Habitante de mim</title><content type='html'>Escrever-te-ia uma canção, se os meus dedos fossem suaves, como os teus quando me tocas os lábios e ameaças deixar-me a alma vazia de todas as palavras que me habitam. &lt;br /&gt;Ensinar-te-ia as mais belas palavras de amor se nunca tivesse aprendido a ler nem escrever, pois palavras de amor, só as há na boca de quem viveu a vida pelas mãos calejadas do frio e do vento. &lt;br /&gt;Não passo de um pobre coitado. &lt;br /&gt;Agora, quando me olhas, não vês absolutamente nada. Amanhã, será exactamente igual.  Amanhã eu continuarei a ser o miserável que arruma a dor em palavras, que constrói frases demasiado longas para que possa permitir-te colocar um ponto final na angústia de cada momento. &lt;br /&gt;Sabes…se a minha vida fosse um texto, seria um texto corrido, puro, sincero e feroz, um texto sem vírgulas, sem parágrafos, sem pontos finais. Um texto como um diamante em bruto, saído do interior da terra. Um texto virgem.&lt;br /&gt;Um texto que fosse as minhas mãos e as tuas quando nos beijamos, que fosse o nosso olhar quando nos estendemos sobre o tapete da vida e contamos as estrelas do céu.&lt;br /&gt;Mas, a verdade é que não passo de um pobre coitado. &lt;br /&gt;Olho-me. Tenho as mãos calejadas pela caneta (ou será da vida?), olhar vazio, pernas longas (porém incapazes de passos compridos como outrora), e no mais profundo de mim: o coração. &lt;br /&gt;O coração que chora quando escreve e escreve quando chora.&lt;br /&gt;Não sou aquilo que escrevo nem escrevo aquilo que sou. Conheces-me e sabes que os meus dedos procurar-te-iam se não me falasses aqui de dentro, deste mundo onde te vejo e não te posso tocar, onde te amo sem saber se existe a palavra amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-2915911786344292622?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/2915911786344292622/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=2915911786344292622' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/2915911786344292622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/2915911786344292622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2008/02/habitante-de-mim.html' title='Habitante de mim'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-6137523230642771432</id><published>2008-01-24T14:59:00.000Z</published><updated>2008-01-24T15:02:41.370Z</updated><title type='text'>Papéis</title><content type='html'>Há dias em que o coração chama por ti. Dias em que espalho os meus papéis pela casa na esperança de que venhas pisá-los, de que venhas olhar-me nos olhos e dizer-me que o que escrevo não presta, que devia dedicar-me a qualquer outra coisa. &lt;br /&gt;Há dias em que parece que ainda ouço a tua voz ao fundo do corredor, a tua chave a entrar na fechadura, a tua gargalhada profunda num gesto grave e ao mesmo tempo risonho. &lt;br /&gt;Dias em que não espero por mais nada nem ninguém. &lt;br /&gt;Apenas tu. Na ilusão de que a caneta venha novamente riscar-me as folhas de papel. &lt;br /&gt;Não sei se tenho ainda coração, ou palavras rasgadas, feridas profundas que escrevem o teu nome a sangue. &lt;br /&gt;Há dias em que gostava de acreditar que não quiseste partir. &lt;br /&gt;Há dias em que me apetece dizer-te que não me impeças de sonhar com o momento em que voltarás a pisar os palcos da minha vida. &lt;br /&gt;Permaneço calada. &lt;br /&gt;Enquanto ela me diz que te viu com outra, permaneço calada. &lt;br /&gt;Idiotice. Como poderias ter-me esquecido? Como poderias não lembrar as noites passadas entre beijos e fantasia, entre “amo-tes” sussurrados aos ouvidos do mundo e palavras breves a brotar-nos do peito? &lt;br /&gt;A voz assegura-me que eras tu: o mesmo jeito, o mesmo olhar… , &lt;br /&gt;E eu a pensar nos dias em que preferia que o mundo estivesse calado apenas para te ouvir, a pensar nas horas que queria transformar em milésimos de segundos, a pensar nas palavras que queria apagar da memória com a borracha da vida. &lt;br /&gt;A voz a martelar-me cá dentro. &lt;br /&gt;Ele. Ela. Eles. &lt;br /&gt;E nós? Para onde foi aquele que me abraçava e me fazia acreditar a mulher mais feliz do mundo? Para onde foi o vagabundo que me roubou o coração e fugiu pela noite fora? &lt;br /&gt;Para onde fomos nós, quando os nossos lábios se tocavam e os dedos julgavam tocar o céu da felicidade? &lt;br /&gt;Talvez tenhamos desaparecido numa noite tão fria quanto aquela em que nos conhecemos. &lt;br /&gt;Talvez tenhas voltado a ser apenas o menino perdido na estrada da vida, talvez eu não saiba mais como encontrar-te nos caminhos que um dia me guiaram aos teus braços. &lt;br /&gt;Há dias em que continuo a acreditar que os teus passos regressaram ao trilho imperfeito dos nossos corações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-6137523230642771432?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/6137523230642771432/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=6137523230642771432' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/6137523230642771432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/6137523230642771432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2008/01/papis.html' title='Papéis'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-334106315589301963</id><published>2007-12-15T15:49:00.001Z</published><updated>2007-12-15T15:49:39.448Z</updated><title type='text'>Deixa-me sorrir-te</title><content type='html'>Deixa-me ser o teu olhar para percorrer todos os sonhos e pousar as tuas asas nos meus braços, deixa-me ser a tua voz para ecoar pela minha casa enquanto me chamas com palavras doces e gestos infantis, deixa-me ser as tuas mãos quando está frio e se entrelaçam nas minhas num jogo de ternura. &lt;br /&gt;Deixa-me ser aquilo que és só para poder voltar a ter-te do meu lado. &lt;br /&gt;Caminho pela casa e sento-me no chão, como se diante de mim ainda se estendessem os teus olhos ternos, a tua doçura e a delicadeza de quem segurava sempre um livro entre as mãos, um livro chamado tempo, uma história chamada vida. &lt;br /&gt;Hoje, por mais páginas que passe jamais conseguirei encontrar o parágrafo em que os nossos lábios se tocaram, a frase em que os nossos corpos se abraçaram, a palavra em que os nossos olhos se contemplaram quase a desejar ser felizes.&lt;br /&gt;Talvez não existam páginas repetidas no livro da vida, talvez cada história seja única e os meus dedos estejam apenas cansados de procurar…talvez sorria às estrelas, agradecendo o dia em que me olhaste e me fizeste sentir pérola num mar de sonhos ancorados. &lt;br /&gt;Não te chamo mais. Ainda que quisesse não saberia como fazê-lo. Conheço-te os traços do rosto, as rugas das mãos, a profundidade do olhar e a sensibilidade do toque, mas desconheço-te o nome. &lt;br /&gt;Quem sabe um dia tento uma palavra vulgar, um nome gasto, mas hoje não, hoje és demasiado especial para perguntar-te algo tão banal como um amontoado de letras que se acredita poder definir alguém. &lt;br /&gt;Por agora, fico apenas no silêncio esperando um ruído. Passos. Vozes. Campainha. Tu?&lt;br /&gt;Não desejo mais nada, não desejo mais ninguém. &lt;br /&gt;Deixa-me ser os teus pés para te guiar até mim…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-334106315589301963?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/334106315589301963/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=334106315589301963' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/334106315589301963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/334106315589301963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2007/12/deixa-me-sorrir-te.html' title='Deixa-me sorrir-te'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-8710525396463959553</id><published>2007-12-01T22:50:00.000Z</published><updated>2007-12-01T22:52:20.719Z</updated><title type='text'>Palavra em Branco</title><content type='html'>Há pessoas que ainda antes de sorrir já nos pertencem. &lt;br /&gt;Já lhe conhecemos a expressão dos olhos e os contornos suaves dos lábios, os caracóis rebeldes e a calma valsa das mãos sobre a mesa. &lt;br /&gt;- O teu trabalho é escrever-me, &lt;br /&gt;Disseste-me, então. &lt;br /&gt;E eu, que até aquele dia queria ser escritora, desisti de colocar-te em palavras, por ter a perfeita consciência que as coisas mais belas da vida serão sempre impossíveis de escrever. &lt;br /&gt;Olhei-te até ao sorriso, até à exaustão (se é que os meus olhos se cansam de te olhar)…&lt;br /&gt;E por momentos, existiu entre nós o silêncio da distância entre o pintor e a sua tela.&lt;br /&gt;Apenas a tua voz, &lt;br /&gt;- Escreve-me. &lt;br /&gt;Como as telas diziam a Picasso, &lt;br /&gt;- Pinta-me.   &lt;br /&gt;E eu a ser incapaz de encontrar um adjectivo decente, um adjectivo que te faça sorrir e pensar o quão tola sou, enquanto me pedes que rabisque um papel. &lt;br /&gt;Há mulheres a quem pagas por horas de puro prazer, pelo desejo de carne contra carne. A mim, contratas-me para que te escreva. &lt;br /&gt;E serei eu mais digna que aquela que se despe diante de ti, em outras ocasiões? Será que não me dispo também, em palavras profundas e gestos escondidos?&lt;br /&gt;Estou nua e nem me consegues apreciar. &lt;br /&gt;Estás demasiado preocupado com os vocábulos que procuro para te adornar a alma, para te fazer mais homem. &lt;br /&gt;Recorda-te dos reis que mandavam pintar retratos. Tu mandas-me escrever-te. &lt;br /&gt;Despes-me. Roubas-me a alma. Tentas ensinar-me o que é o amor, quando eu nunca conseguirei escrevê-lo, porque nunca conseguirei escrever-te a ti. És o amor. E o amor é uma palavra em branco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-8710525396463959553?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/8710525396463959553/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=8710525396463959553' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/8710525396463959553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/8710525396463959553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2007/12/palavra-em-branco.html' title='Palavra em Branco'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-6313063504638696162</id><published>2007-11-18T21:24:00.000Z</published><updated>2007-11-18T21:25:40.276Z</updated><title type='text'>O outro em ti</title><content type='html'>Encosto o nariz contra o espelho e vejo-te do outro lado, e a mãe sempre a dizer:&lt;br /&gt;- tem cuidado, não vás para longe, &lt;br /&gt;E tu a distanciar-te cada vez mais de ti, a ficar cada vez mais próximo do outro que não te pertence. &lt;br /&gt;Um dia olhar-te-ás ao espelho e não te reconhecerás, porque na verdade, não será a tua imagem reflectida, não serão esses teus olhos brilhantes de criança que nos faziam lembrar estrelas em noites de Verão. &lt;br /&gt;Não te percas, &lt;br /&gt;Não vais para longe, &lt;br /&gt;Sempre a minha voz a perseguir-te, a pedir-te que fiques e sejas feliz, a mostrar-te que a loucura reside em nós mesmos. &lt;br /&gt;Talvez outros se tenham olhado nesse mesmo espelho e pensado o que pensas agora, talvez outros tenham pesado as vitórias e as derrotas, acreditando que isso pode determinar quem sai vencedor ou vencido do duro jogo da vida. &lt;br /&gt;E tu permaneces estático em frente a um espelho de um hotel qualquer, numa cidade qualquer onde te olham como se fosses um bicho (onde tantas vezes te perguntas se não somos, afinal, todos bichos). Paraste apenas para retocar o cabelo, ajeitar o visual, e agora…olha para ti! Que fazes? Interrogaste-te? Pensas? Sonhas? Choras ou sorris?&lt;br /&gt;Será que sabes quem és (será que sabemos quem somos, afinal?)? &lt;br /&gt;Desconheces agora as causas que te impedem de prosseguir, que te acorrentam os pés à tua própria existência como se aquele momento fosse a confirmação completa de que não somos absolutamente nada. &lt;br /&gt;Por instantes recordas as palavras da mãe (não vale a pena esconder, sei que as recordas), pensas no seu olhar doce, no gesto terno, no sorriso afável. &lt;br /&gt;Não és o primeiro nem serás o último. Também eu já sorri ao espelho tentando encontrar a alegria de mim, já me perguntei quem era por me julgar tantas vezes incapaz de me encontrar, já parei e pensei, já escrevi histórias de amor, como as que escreves agora. &lt;br /&gt;As palavras saltam-te da alma e acreditas-te louco, pensas que será a última coisa que fazes porque dali a nada todos te acharão demasiado ridículo para casar e ter filhos, para contar histórias de encantar e embalar berços de meninos. &lt;br /&gt;Cogitas sobre o quão inútil te tornaste, despes o fato do outro que há em ti e vês-te nu ao espelho. &lt;br /&gt;Será que algum dia te vais encontrar? Será que alguma estrada te poderá indicar qual o melhor caminho a seguir? &lt;br /&gt;Tem cuidado, não vás para longe. Não te sintas perdido, pois só se perde quem há muito desistiu de se encontrar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-6313063504638696162?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/6313063504638696162/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=6313063504638696162' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/6313063504638696162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/6313063504638696162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2007/11/o-outro-em-ti.html' title='O outro em ti'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-5317582856865710367</id><published>2007-10-19T20:11:00.000+01:00</published><updated>2007-10-19T20:13:06.544+01:00</updated><title type='text'>Pedaços de Mim</title><content type='html'>O teu cheiro ainda na minha almofada. Passados tantos anos. O teu cheiro ainda na minha almofada. Como se tivesses acabado de acordar de uma folga de verão, como se tivesses acabado de abrir os teus olhos de menino, dizendo-me ainda que me amas. &lt;br /&gt;E, de repente, é tudo mentira. Tu já não estás, os teus lábios já não me dizem de cor as palavras que o coração anseia ouvir. Procuro-te nos corredores gelados da minha solidão e encontro-te na cama de outra, enquanto lhe chamas meu amor, afagando-lhe os cabelos contra o peito, enquanto lhe dizes que a amas, como outrora me disseste, enquanto esqueces que um dia foi nessa cama que estiveste deitado comigo, de barriga voltada para o sonho de casarmos e ter filhos. E eu a pensar que palhaço te tornaste, eu a pensar como queria que fosse a mim que abraçasses, que fosse o meu nome que dissesses todos os dias, eu a pensar como eram felizes os dias em que o meu nome era tudo, em que o teu nome era um mundo a girar em volta do meu corpo.&lt;br /&gt;Eu a chamar-te tolo, mas, no mais profundo de mim, a amar-te como desde o primeiro dia em que me apaixonei, a amar-te ainda como naquele olhar em que me pediste uma caneta, a amar-te ainda como no calor do nosso primeiro beijo, a amar-te ainda como se nenhum outro pudesse preencher o teu lugar. &lt;br /&gt;E, no entanto, todos nós a sabermos que é mentira, todos convictos que um dia destes haverá outro coração a bater em compasso, outro olhar a devorar-me por dentro, outro sorriso a ensinar-me a sorrir. &lt;br /&gt;E tu sabes, tu hás-de saber sempre disto. Por isso, ouve bem esta frase, porque quando nos falta coragem para falar, escrevemos. &lt;br /&gt;Existirás em tudo. &lt;br /&gt;E tu sabes que sim. Existirás na saliva dos beijos que trocarmos, nas promessas que lhes fizer, jurando-lhes amor eterno, existirás nos gemidos de prazer, enquanto eles se julgam poderosos, existirás nas verdades e nas mentiras, nas dúvidas e nas certezas. E quando o meu corpo pousar sobre o deles, a minha alma há-de procurar na tua recordação a certeza de jamais poder amar outro homem como te amei a ti. &lt;br /&gt;Mas, mesmo assim, fingirei. Hei-de passar toda a minha vida a fingir. &lt;br /&gt;Fingir que esqueci, que as horas passadas debaixo do cobertor dos sonhos foram apenas espigas levadas pelo vento, fingir que quando o teu olhar se cruza com o meu não há nenhuma voz que me diga baixinho, &lt;br /&gt;- amo-te, &lt;br /&gt;Como repito para o espelho, acreditando que me vês, &lt;br /&gt;- amo-te, &lt;br /&gt;Como me disseste à porta do elevador num dia de Outono, &lt;br /&gt;- amo-te,&lt;br /&gt;Como quando partiste e me deixaste com os cacos de uma palavra desfeita a fugir-me por entre os dedos das mãos.&lt;br /&gt;Sabes o que dói mais? É não saber como colar as peças partidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-5317582856865710367?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/5317582856865710367/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=5317582856865710367' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/5317582856865710367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/5317582856865710367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2007/10/pedaos-de-mim.html' title='Pedaços de Mim'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-5332323843098930757</id><published>2007-10-11T00:46:00.000+01:00</published><updated>2007-10-11T00:53:08.464+01:00</updated><title type='text'>Choveu dentro de mim</title><content type='html'>Choveu tanto nessa noite. Choveu demasiado nessa noite. Talvez, se não tivesse chovido tanto, as gotas do teu coração não inundassem o meu como que impregnando-se em cada parte do meu corpo, como que sendo minhas a casa instante. &lt;br /&gt;Hoje, quero sacudir as roupas e pingo por todos os lados. Dizem-me que cheiro a ti, que tenho ainda o teu perfume preso no meu pescoço, a tua boca suavemente encostada ao meu ouvido dizendo-me que me ama. Quero fugir. Corro, corro. Mas para onde ir? Se estás em cada momento, se os teus lábios me perseguem como se me beijassem levemente os ombros depois de fazermos amor. &lt;br /&gt;Imagino-te de pés descalços e camisa encharcada a percorrer-me a casa, a procurar duas chávenas de café bem quentinhas para me acolheres junto ao leito, para me calares esta voz que me diz que não posso ser tua, quando já te pertenço.&lt;br /&gt;E ele lá fora. Ao frio, à chuva, ao vento. Ele que foi buscar os miúdos à escola e lhes preparou o jantar, ele que ligou vezes infinitas, procurando a mulher com quem casou. Procurando quem já não sou. &lt;br /&gt;De um lado para o outro, caminha freneticamente pela rua. Imagino as vezes que terá ligado para o escritório, para a minha mãe, para a minha irmã…imagino as imagens que lhe atravessam a mente e quero voltar. Mas tu estás aqui, como lama presa nos meus sapatos, tu permaneces imóvel e apaixonado, risonho e astuto. E pela primeira vez na vida, tenho a certeza de nunca mais poder voltar a amá-lo como te amo a ti. &lt;br /&gt;Fico calada. As minhas palavras denunciariam a paixão e afinal quem sou eu para sonhar? Eu que tenho os sapatos sujos de lama, que estou submersa na infidelidade de quem usa aliança no dedo e tem o coração amarrado pelos traços do destino. &lt;br /&gt;Aqui, na tua cama, deixo de ser a mãe, a esposa que faz o jantar, que passa a ferro e lava a loiça, deixo de ser a menina de sorriso aberto que casou com o arquitecto bem sucedido, para ser apenas tua. Somente tua. &lt;br /&gt;E, por vezes, o que parece tão pouco significa tanto dentro de nós.&lt;br /&gt;Fico mais um pouco. Vou fingir que esqueço que os miúdos chamam por mim, vou fingir que sou feliz com a vida que tenho lá fora. E quando sair deste quarto, vou deixar-te um bilhete na mesa-de-cabeceira. O que dirá não sei. O que farás depois disso apenas tu poderás saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-5332323843098930757?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/5332323843098930757/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=5332323843098930757' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/5332323843098930757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/5332323843098930757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2007/10/choveu-dentro-de-mim.html' title='Choveu dentro de mim'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-5254586358460788948</id><published>2007-09-17T01:30:00.000+01:00</published><updated>2007-09-17T01:33:12.978+01:00</updated><title type='text'>Ensaio</title><content type='html'>Será que ficámos escravos do silêncio? Será que se calaram todas as vozes que ontem disseram as palavras mais belas do mundo, os sentimentos mais puros, os mais nobres e sinceros. &lt;br /&gt;Porque hoje, chamo por ti e não há vozes que me respondam do outro lado da vitrina, não há o teu sorriso de menino nem os teus olhos doces de homem. &lt;br /&gt;Fugiste de casa, disseram-me os teus pais, num ar de crueldade e indiferença, como se, de repente, deixasses de ser assunto deles para te arquivarem junto das coisas que nos metem medo, junto dos fantasmas loucos das nossa mentes, nessa caixinha profunda e triste, nesse secreto baú que todos insistimos em ocultar o nome. &lt;br /&gt;Mas eu sei e eles sabem. Nós sabemos que esse baú guarda todas as horas que passámos juntos e todas as memórias para, mais tarde, agrupá-las com o rasto da desilusão. &lt;br /&gt;Embora eles insistam em dar-lhe outros nomes, aquilo que guardam dentro do peito é a revolta e a tristeza de quem te acolheu carinhosamente nos braços e te viu partir, como pássaro que voa sem rumo.&lt;br /&gt;O que sentem é a revolta de dois seres que não se prepararam para o facto de a vida nos impor determinadas escolhas, de a vida nem sempre ser aquilo que esperamos que ela seja. &lt;br /&gt;Com olhos húmidos e expressão amargurada falam-me do dia em que lhes ensinaste que a tolerância talvez seja o valor mais importante da vida. &lt;br /&gt;- Pai, sou homossexual. &lt;br /&gt;É assim que o teu velho repete a frase que ainda ecoa dentro do seu coração, a frase que fere, que magoa, a frase que marca e que mata pela sua diferença, pela sua inevitabilidade. E como se ainda estivesses diante dele, a mesma cara de surpresa, o mesmo olhar de reprovação, as mesmas perguntas a ressoar dentro do coração, os mesmos som repetidos tantas vezes, tantas vezes…&lt;br /&gt;Os seus olhos inundados de culpa a querer chamar-te, &lt;br /&gt;- Paneleiro de merda, &lt;br /&gt;A querer dizer-te que sejas igual a todos os outros, a querer mostrar-te que tudo pode não passar de uma incerteza tola, os seus olhos ainda a desejar querer abraçar-te e acreditar que tudo não passa de uma mentira. &lt;br /&gt;Há nele o maior peso que transportamos para o mundo: a culpa. &lt;br /&gt;A culpa por não ter sido um pai mais presente, por não te ter ensinado a jogar à bola e a brincar com carrinhos, por não te ter levado às meninas e amestrado a beber cerveja como um verdadeiro homem.&lt;br /&gt;Tolice pensar que podemos evitar as nossas próprias escolhas, delimitar outros caminhos senão aqueles que nos pertencem. &lt;br /&gt;Depois, as lágrimas na face da tua mãe. A tristeza da mulher que já esqueceu a desilusão da diferença e que acredita poder voltar a ter-te do seu lado. &lt;br /&gt;Mas tu partiste. Não lhes ensinaste a lição, não lhes provaste que na vida há que aprender todos os dias, e sobretudo, há que aprender com a diferença, com a excepção. Fugiste. Foste cobarde, incapaz de enfrentar as dificuldades que se atravessaram no teu caminho. &lt;br /&gt;Hoje, tropeças nas memórias que te prendem a casa, encalhas na palavra mãe e descem-te as lágrimas pelo rosto quando ensaias o vocábulo pai. Um dia hás-de cair, porque ninguém segue de cabeça erguida, sem cair pelo menos uma vez na vida. &lt;br /&gt;Volta atrás. Ensina-os a tolerar e ensina-te a perdoar. Corre, luta, grita, salta, ama. Mas nunca sejas cobarde ao ponto de fugir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-5254586358460788948?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/5254586358460788948/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=5254586358460788948' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/5254586358460788948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/5254586358460788948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2007/09/ensaio.html' title='Ensaio'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-2930056846275463209</id><published>2007-08-10T13:55:00.000+01:00</published><updated>2007-08-10T13:58:20.187+01:00</updated><title type='text'>Meio dia e um quarto</title><content type='html'>Gosto quando me perguntas se quero sair. Gosto de querer dizer não, de sentir que sou capaz de ir contra a vontade do próprio coração para ensinar a mim mesma uma lição de dignidade. Gosto quando no visor do meu telemóvel se desenham as letras do teu nome. &lt;br /&gt;Nunca tive oportunidade de dizer-te, mas adoro as letras do teu nome. &lt;br /&gt;Sabes, talvez seja esta a parte de mim que gosta de ti. &lt;br /&gt;Vou. Com aliança no dedo, com fotografias a encher-me o quarto e a alma, vou com lembranças de todos os momentos, vou na certeza de amar outro e querer-te só a ti. &lt;br /&gt;Disseste-me que tomaríamos um café, quem sabe trocaríamos dois dedos de conversa numa esplanada qualquer… E eu queria dizer-te que adoro a forma como me olhas, adoro o verde desses teus olhos luminosos, que de noite, parecem dois semáforos que se acendem, mostrando-me, que no amor, tal como na vida, nem tudo é proibido. &lt;br /&gt;Chegaste. &lt;br /&gt;Olho-te. Escondo o olhar. Penso. Sonho. Fujo. Quero fugir. Mas a ideia vem novamente. &lt;br /&gt;Quem me dera poder beijar-te. &lt;br /&gt;Que loucura! Não quero. Não posso. O meu coração não te pertence, há algo que me diz que amo alguém, que alguém me ama, do outro lado, onde não há fronteiras, mas existem nuvens cinzentas depois da poeira dos sonhos. Porque contigo, todos os dias parecem incrivelmente risonhos, porque a teu lado todos os cheiros nos pertencem, todas as cidades nos deambulam entre os dedos das mãos. &lt;br /&gt;Falamos sobre coisas banais. Eu finjo não sentir o que sinto, para deixar de ser quem sou, tu, sorrindo, dando-me a ilusória sensação que brincas com a expressão do meu rosto, dizes baixinho o nome dele. &lt;br /&gt;Como se todas as coisas se acendessem, como se todas as memórias se dispusessem lentamente na mesa onde tomamos café. Apetece-me lançar os braços, agarrar algumas memórias, apetece-me que passem cinco anos, apetece-me estar sentada contigo outra vez, acariciando-te os dedos enquanto te digo, &lt;br /&gt;- Fomos felizes, &lt;br /&gt;Apontando para a memória do outro a quem pertence o meu coração.&lt;br /&gt;E tu sorris. No mais profundo de ti, sabes que te adoro, que desde o primeiro dia houve algo mais que companheirismo e alegria. &lt;br /&gt;Sabes que quero beijar-te e não posso, que quero sorrir-te e me falta liberdade para tal. &lt;br /&gt;Sou tua e não te pertenço. Será sempre assim. Porque nada nos dá a liberdade de magoar quando nunca fomos magoados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-2930056846275463209?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/2930056846275463209/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=2930056846275463209' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/2930056846275463209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/2930056846275463209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2007/08/meio-dia-e-um-quarto.html' title='Meio dia e um quarto'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-5904428910510348658</id><published>2007-06-25T11:17:00.000+01:00</published><updated>2007-06-25T11:19:11.268+01:00</updated><title type='text'>Esboço de Partida</title><content type='html'>Seria triste dizer-te adeus, pensei na hora da partida. Seria triste dizer adeus a todos os passos, a todas as escadas que subimos juntos, a todos os bancos onde nos sentámos, a todas as nuvens onde pousámos os nossos sorrisos. Seria triste sorrir-te com lágrimas para te dizer que vou para mais uma etapa, que vou em busca dos mesmos sonhos que trouxe debaixo do braço, como espiga levada pelo vento. &lt;br /&gt;Ainda ontem a aragem doce dos sonhos nos tolhia os rostos assustados de meninos e hoje é o vento de norte a embalar-me os passos, a dizer-me que não posso mais ficar, a provar-me que as minhas pernas se tornaram demasiado pesadas para o caminho a percorrer. &lt;br /&gt;Separam-nos duas portas, dois mundos, duas vidas…separam-nos um adeus e um até já que nunca serei capaz de pronunciar. Mentir-te-ia em ambos os casos, e tu bem sabes, que nas artes da falsidade careço de engenho e perícia.&lt;br /&gt;Mas, afinal, nada muda quando os sonhos permanecem no lugar da memória. &lt;br /&gt;Deixa os teus livros em cima da mesa, amanhã outros olhos olhar-te-ão atentamente, outras mãos buscarão as tuas procurando antídoto para os males do mundo, outros pensamentos se cruzarão com a tua vontade de viver. &lt;br /&gt;Talvez amanhã te lembres de mim, do rosto vago e indefinido por entre os semblantes da multidão, do sorriso maroto e do gesto indelével demarcado no teu coração. &lt;br /&gt;Nunca te direi adeus, nunca caminharei solitária pelo corredor que nos separa para te dizer aquilo que trago junto ao peito. Amanhã, quando perceberes a minha ausência, tenho a certeza que te recordarás dos silêncios entre uma e outra conversa, das pausas amistosas entre sorrisos, e nesse momento, não precisarás de palavras para saber que te adoro. &lt;br /&gt;Vejo-te ainda ao fundo, tento erguer a mão, esboçar algo parecido com um gesto de partida, mas, de pronto, o coração diminui-me os braços para me encher a alma, encolhe-me os dedos para me esticar o sorriso. &lt;br /&gt;Como se diz adeus, quando queremos ficar?&lt;br /&gt;Se ao menos pudéssemos aprender tudo na escola…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-5904428910510348658?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/5904428910510348658/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=5904428910510348658' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/5904428910510348658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/5904428910510348658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2007/06/esboo-de-partida.html' title='Esboço de Partida'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-8948451282587755976</id><published>2007-04-11T12:18:00.001+01:00</published><updated>2007-04-11T12:18:55.996+01:00</updated><title type='text'>Irmãos do Sonho</title><content type='html'>Agora a vida é a sério, chama por nós, estica-nos as mãos e espera que as agarremos com toda a força do mundo. &lt;br /&gt;Recordo ainda a voz do pai, &lt;br /&gt;- Um dia a vida será a sério. &lt;br /&gt;É verdade. E nós a pensar que esse dia nunca mais chegaria, que seríamos sempre garotos debaixo das asas do nosso pequeno herói, protegidos pela força do amor que nos unia, nós a pensar que eram tudo palavras soltas no tempo, palavras de pai para ouvidos de filho, palavras de uma alma madura para uma semente em crescimento.&lt;br /&gt;Depois, a vida fez-nos crescer e cresceu connosco.  &lt;br /&gt;No rosto do pai há ainda os meninos que fomos ontem, as pedrinhas lançadas em ricochete na ribeira, as fisgas arremessadas à lata pendurada no arame farpado das nossas vidas. Nas suas mãos, ainda os espinhos de uma existência sofrida, as marcas profundas na pele, o desejo de abraçar-nos novamente e sentir os seus dedos de encontro aos nossos. &lt;br /&gt;Onde estamos, meu irmão? &lt;br /&gt;Longe, longe. Como se nos separassem rios distintos, margens intransponíveis, livros onde se escreve o que somos e o que sentimos, ainda que os capítulos sejam intermináveis e repletos de palavras vagabundas. &lt;br /&gt;E o coração, onde o deixámos? Ou será que nos tornámos meras peças de fábrica, produzidas em série? &lt;br /&gt;Que tens tatuado no peito? O amor que nos acolheu ou o frio da ausência que nos mata? Que tens tatuado no peito? &lt;br /&gt;A minha pergunta a percorrer o quarto, a soltar-se pela cidade, a voar em busca dos teus olhos sôfregos e ambiciosos…e lá no fundo de mim, novamente a voz suave, os olhos ternos, o sorriso franco e o gesto alegre, &lt;br /&gt;- Um dia a vida será a sério, &lt;br /&gt;E novamente o teu olhar de miúdo, os braços pequeninos e as mãos singelas, novamente a tua voz de quem quer ser homem assim que a vida lhe permita tamanha ousadia, &lt;br /&gt;- Sim pai, sim pai…&lt;br /&gt;E o pai quase a fingir que acredita que entendeste a lição, quase a virar costas e a sorrir, imaginando-nos homens feitos e de barba rija. Quase. &lt;br /&gt;Afinal, passados tantos anos e tanta vida ainda somos uns meninos. &lt;br /&gt;A infância não cai nem morre, simplesmente, por vezes esquecemo-nos de lembrá-la, e é isso que provoca em nós a ilusória sensação de nos imaginarmos maiores do que somos na realidade.  &lt;br /&gt;Um dia a vida será a sério, ouviste? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-8948451282587755976?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/8948451282587755976/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=8948451282587755976' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/8948451282587755976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/8948451282587755976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2007/04/irmos-do-sonho.html' title='Irmãos do Sonho'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-2726615975479167591</id><published>2007-03-03T00:31:00.000Z</published><updated>2007-03-03T00:32:10.707Z</updated><title type='text'>Errante</title><content type='html'>Não posso calar a tua voz, não posso. &lt;br /&gt;Tu a dizeres que tenho culpa, que nunca deveria ter sido como fui, que nunca deveria ter feito todas as coisas que fiz, que nunca poderia ter existido na tua vida. &lt;br /&gt;Desculpa. Pudesse eu voltar atrás, mudar o rumo dos sonhos, enveredar por uma outra estrada estreita senão aquela em que nos conhecemos: a estrada da vida. Garanto-te que tudo seria diferente. No meu lugar haverias de ter uma rapariga de sonhos firmes e flores presas no cabelo, uma menina que acreditasse que o amor é terno e te fizesse acreditar nisso mesmo. &lt;br /&gt;E agora, que queres fazer? Se eu naquele dia enveredei pela estrada onde também caminhavas com passos firmes e olhar perdido, se eu naquele dia me apaixonei por esse sorriso de menino vagabundo e aventureiro…&lt;br /&gt;Que queres fazer? Matar a verdade, matar os dias como julgaste matar os sentimentos que tens dentro do peito? &lt;br /&gt;Insistes. Não posso calar a tua voz, não posso. &lt;br /&gt;Porque as minhas mãos são frágeis e o meu coração ainda quer se o bilhetinho colado no armário dos teus amores, porque os meus dedos ainda acolhem o pedaço de ouro que me deste em troca de amor e fidelidade.&lt;br /&gt;Não posso matar a culpa, afastar as palavras que um dia te feriram e magoaram. Fui eu. O juiz a perguntar quem é inocente e quem é culpado e a minha voz lá no fundo do teu espírito, &lt;br /&gt;- Fui eu,&lt;br /&gt;Acuso-me. Fui eu. Repito. Fui eu. &lt;br /&gt;Que se passa? Porque te levam a ti? Porque te algemam a vontade de viver e te condenam à grilheta? &lt;br /&gt;Tu gritas. E eu não posso calar a tua voz.&lt;br /&gt;Como te disse, conhecemo-nos na estrada errada. Oxalá esse teu sorriso maroto se tivesse cruzado com os meus olhos ávidos de carinho numa estrada mais longa, onde a vida nos permitisse ser mais do que somos, onde a vida te deixasse ser meu por mais alguns instantes.  &lt;br /&gt;Desculpa se te magoei, mas não quero fingir. Não posso. &lt;br /&gt;Acorrentem-me os braços, amordacem-me para não chamar mais pelo teu nome, limpem-me as lágrimas do rosto e coloquem-me a tua imagem junto ao peito. Depois…a vida saberá o que fazer comigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-2726615975479167591?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/2726615975479167591/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=2726615975479167591' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/2726615975479167591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/2726615975479167591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2007/03/errante.html' title='Errante'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-117171511132288860</id><published>2007-02-17T12:23:00.000Z</published><updated>2007-02-17T12:25:11.340Z</updated><title type='text'>Loucura</title><content type='html'>Podes tirar o penso da ferida. Eu já sei que existe dor, que há sangue que jamais poderei estancar, já sei que os teus braços e as tuas mãos correm desesperadamente atrás de um mundo que te foge, que me foge, que nos foge.&lt;br /&gt;Não te quero curar as feridas. Não tenho palavras que nos unam, sentimentos que nos façam um do outro, como o mar pertence à terra, como a luz pertence ao dia. Não tenho uma história que te torne meu, porque estendo as mãos e não te sinto a pele, mas sim o vazio das manhãs frias em que te procurei na neblina da madrugada.&lt;br /&gt;Eles dizem que não existes, que és fruto desta árvore que vive em mim, deste mundo de fantasia que tinge as paredes do meu quarto de mil cores e de mil sons.&lt;br /&gt;Eles a dizer,&lt;br /&gt;- É mentira.&lt;br /&gt;E tu dentro de mim, a tua voz em sussurros repetidos,&lt;br /&gt;- Estou aqui.&lt;br /&gt;E eu a saber que estás, a querer olhar mais para dentro de ti, até te ver por completo, até sentir que o teu peito bate com a precisão dos ponteiros do relógio da minha alma.&lt;br /&gt;Ás vezes apetece-me tocar-te, trazer-te pela mão para dentro do meu mundo, ensinar-te cada rosto, cada expressão, cada palavra, cada pessoa que me habita.&lt;br /&gt;E quando eles me levam para os consultórios e me chamam louca, apetece-me dizer-lhes que olhem para ti, porque existes em cada um deles com a mesma alegria e plenitude com quem vives no meu corpo.&lt;br /&gt;Recordo os relatórios pousados sobre a mesa dos homens robustos e de pele queimada pelo tempo, sempre as mesmas letras esquecidas no papel, as letras perdidas entre ti e mim,&lt;br /&gt;- Alienação mental com modificação profunda da personalidade,&lt;br /&gt;Que verdade é esta? A que mentira nos propõem?&lt;br /&gt;Não me chega dizer que sei quem sou, eles querem mais, eles continuam a procurar o teu rasto, como felinos com olfacto apurado e olhos bem abertos na escuridão da noite, eles perguntam,&lt;br /&gt;- Quem vive dentro de ti? ,&lt;br /&gt;E eu respondo com o silêncio. Não me vendo por respostas fáceis, não me deixo comprar pelas ilusões que a vida já me proporcionou. Não sou criança. Antes o fosse…mas não sou .&lt;br /&gt;Calem-se todas as vozes. Porque se minto, o silêncio responderá em meu nome, e se digo verdade, apenas uma voz se unirá à minha para cantarmos a mesma canção.&lt;br /&gt;Escutem! Ouço passos ao longe. Será que és tu, ou o médico que me julga louca?&lt;br /&gt;Apenas um dos dois. Tal como no mundo. Apenas uma escolha. Apenas um destino. Apenas uma vida para uma morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-117171511132288860?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/117171511132288860/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=117171511132288860' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/117171511132288860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/117171511132288860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2007/02/loucura.html' title='Loucura'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-117020442412090568</id><published>2007-01-31T00:43:00.000Z</published><updated>2007-01-31T00:47:04.133Z</updated><title type='text'>Emboscada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminho pela rua, não sei quem sou.&lt;br /&gt;Chamam-me. Não olho para trás, porque mesmo que o alcatrão me prenda os pés, jamais poderá algemar a minha força de viver, a minha vontade de seguir pela estrada fora e desenhar novos rumos.&lt;br /&gt;Chamam-me. Nas vozes cansadas do tempo, nos acordes perfeitos da vida…apenas o meu nome segredado no ouvido do mundo,&lt;br /&gt;- Rodrigo,&lt;br /&gt;O meu nome a percorrer todas as vozes e a ser todos os corpos,&lt;br /&gt;O meu nome a sorrir e a sonhar,&lt;br /&gt;O meu nome a cair,&lt;br /&gt;O meu nome repleto de sangue,&lt;br /&gt;O meu nome a morrer,&lt;br /&gt;- Rodrigo,&lt;br /&gt;Como da última vez que me chamaste.&lt;br /&gt;- Rodrigo,&lt;br /&gt;Como quando a minha mãe disse à enfermeira que nome me daria.&lt;br /&gt;Mas eu não sei quem sou.&lt;br /&gt;Não olho para trás, não sou esse amontoado de palavras soltas que me percorre e me atinge, que me toca e me mata.&lt;br /&gt;Estou cego. Serás que não vês? A raiva cegou-me os olhos, amarrou-me as mãos atrás das costas e deixou apenas o silêncio dos dias frios.&lt;br /&gt;Depois, segredou-te ao ouvido que viesses à minha procura, que viesses atrás de mim como as mães correm atrás dos filhos no parque.&lt;br /&gt;Hoje, chamas-me e nada sou, porque a tua voz é a raiva que tenho no peito, o punho cerrado dentro do coração, a lágrima perdida no labirinto do sentir.&lt;br /&gt;A tua voz cada vez mais forte,&lt;br /&gt;- Rodrigo, Rodrigo,&lt;br /&gt;E eu quase a ceder, quase a parar, quase a admitir que sou eu, mesmo que queira fugir e dizer que não sei, eu quase a ceder…quase.&lt;br /&gt;Oxalá pudesse perguntar-te por onde andaste todo este tempo, que caminhos percorreste, que vidas viveste, que amores acolheste no teu seio. Mas, a estrada é longa e espera por mim, as mochilas repletas de sonhos são pesadas e empurram-me para o mais fundo da terra.&lt;br /&gt;Não me peças que te espere. Cala essas palavras de desespero que não são mais que réstias de compaixão, tal como migalhas que marcam o caminho de regresso.&lt;br /&gt;Diz o meu nome ao silêncio. Apenas ele te responderá, apenas ele saberá de onde venho e para onde vou. Porque o silêncio é o que sou e o que sinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-117020442412090568?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/117020442412090568/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=117020442412090568' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/117020442412090568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/117020442412090568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2007/01/emboscada.html' title='Emboscada'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-116872819633838664</id><published>2007-01-13T22:42:00.000Z</published><updated>2007-01-13T22:43:16.353Z</updated><title type='text'>A Palavra</title><content type='html'>Leio-te nos lábios. As tuas palavras falam de amor.&lt;br /&gt;Amor?&lt;br /&gt;Que palavra é essa? ,&lt;br /&gt;perguntam os filhos aos pais ao final do dia.&lt;br /&gt;Os olhos impacientes dos meninos que te ouviram na rua a pregar uma doutrina em que já ninguém acredita… os olhos dos meninos em busca de algumas palavras no seio dos corações.&lt;br /&gt;- O que é o amor, papá? ,&lt;br /&gt;Pergunta ele.&lt;br /&gt;E o senhor fica calado. Tu bem vês o seu silêncio camuflado por detrás da vergonha, da face séria e comprometida.&lt;br /&gt;- Não é nada filho, esquece o que diz aquele senhor.&lt;br /&gt;Seria tão mais fácil esquecer… Tu bem sabes que é isso que todos eles querem. Esquecer que há mundo, que há sentimentos que nos prendem como amarras profundas, que nos prendem e nos sufocam.&lt;br /&gt;Porque, na verdade, vivemos para amar, e essa é uma realidade para a qual nunca estaremos verdadeiramente preparados. Porque amar é uma tarefa dura e as nossas pernas estão cansadas de percorrer o espaço vazio.&lt;br /&gt;Mas, a tua pergunta continua a ecoar no coração do menino. È impossível esquecê-la, porque ele ainda tem dentro de si todos os “porquês” do mundo, todas as palavras desconhecidas e todos os lugares nunca antes vistos.&lt;br /&gt;Porém, o papá nunca lhe negara responder às suas perguntas, o papá nunca lhe dissera que esquecesse.&lt;br /&gt;O menino, na sua voz rouca e inocente, insiste na palavra de cinco letrinhas,&lt;br /&gt;- O que é o amor, papá?&lt;br /&gt;E tu bem vês… O senhor a pegá-lo por um braço, a sacudi-lo num gesto de reprovação, a dizer-lhe baixinho, evitando o escândalo denunciado,&lt;br /&gt;- Bem te disse para não falares com estranhos! ,&lt;br /&gt;E novamente a voz do miúdo, num sussurro,&lt;br /&gt;- Mas…papá…&lt;br /&gt;Pobre menino.&lt;br /&gt;Ele apenas queria saber o que era o amor, o que foi um dia…&lt;br /&gt;Mas, há quem se envergonhe de sentir, de responder com alegria e firmeza face à inocência de um menino. Há quem cale o sentir por detrás da voz sumida, mas se esqueça que tu sabes ler nos lábios.&lt;br /&gt;Amor? Que palavra é essa?&lt;br /&gt;Muitos hão-de perguntar-se, muitos hão-de encontrar respostas sem sair do mesmo lugar.&lt;br /&gt;Muitos hão-de descobrir o que é o amor, tal como o menino que olhou para dentro de si e sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-116872819633838664?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/116872819633838664/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=116872819633838664' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/116872819633838664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/116872819633838664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2007/01/palavra.html' title='A Palavra'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-116812871398460534</id><published>2007-01-07T00:10:00.000Z</published><updated>2007-01-07T00:11:54.000Z</updated><title type='text'>Músicos do Tempo</title><content type='html'>Subitamente as minhas mãos que se agitam, os meus dedos a mover-se como se diante de mim ainda estivesse o piano onde tocámos tanta vida e construímos tantos sonhos.&lt;br /&gt;Sabes…só hoje entendi que nunca soube tocar piano. Que as minhas mãos não foram mais que instintos do coração, movimentos da alma, sorrisos de dentro do mais profundo de mim.&lt;br /&gt;Eu não sabia tocar piano, eu sabia tocar profundamente nesse coração gelado pelo tempo, pela mágoa e pela dor.&lt;br /&gt;Hoje, sento-me sozinho ao piano e as mãos são analfabetas nessas teclas cansadas do meu olhar ingénuo e perdido.&lt;br /&gt;Onde estão as partituras do nosso amor? Onde?&lt;br /&gt;Perdidas pela casa onde já não existo, onde os meus passos se perdem na tristeza de viver sem ti? Onde?&lt;br /&gt;Escondidas por detrás desses muros altos a que chamamos de solidão? Para além dessa fronteira de estradas e caminhos que nunca percorri?&lt;br /&gt;Oxalá pudesse ir buscá-las, reaprender a tocar essa melodia tantas vezes repetida no silêncio inócuo dos nossos dias.&lt;br /&gt;Mas não posso. Tu sabes que não posso.&lt;br /&gt;Porque ainda gritas lá longe,&lt;br /&gt;- Fica.&lt;br /&gt;Eu fico, não te preocupes, eu fico com a tristeza semeada no lugar do amor, com algo que bate mas não é coração, com algo que sente e não é alma.&lt;br /&gt;E a tua voz lá no fundo,&lt;br /&gt;- Não serves para nada!&lt;br /&gt;Tens razão. Não sirvo para nada. Vão longe os tempos em que o meu sorriso era a alegria no teu olhar, em que os meus dedos se deslocavam suavemente sobre os teus na magia de quem faz da música o derradeiro caminho para a felicidade.&lt;br /&gt;Hoje é tudo ilusão. Sou um vagabundo solitário de mãos vazias e coração aberto.&lt;br /&gt;Não sou músico, como outrora me chamaste, não sou amor, como soletravam os teus lábios na doçura das tardes quentes de Outono. Sou estes dedos que não se cansam de chamar por ti, sou esta música que ecoa no ar sem nunca atingir o seu verdadeiro destino, sou um pássaro de olhos vendados em busca do seu rumo e do seu ninho.&lt;br /&gt;Junto de ti. É aí o meu lugar. Mesmo que digas que não presto e que me queres longe, mesmo que finjas que esqueceste para te entregares nas partituras de outra vida.&lt;br /&gt;Serás sempre aquilo que sou.&lt;br /&gt;Nada mais, nem nada menos que isso. Afinal, nascemos para o que somos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-116812871398460534?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/116812871398460534/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=116812871398460534' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/116812871398460534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/116812871398460534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2007/01/msicos-do-tempo.html' title='Músicos do Tempo'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-116718065910187820</id><published>2006-12-27T00:46:00.000Z</published><updated>2006-12-27T00:50:59.116Z</updated><title type='text'>Duas horas</title><content type='html'>Posso ir embora quando quiseres, basta uma palavra, um gesto, o teu indicador de encontro à porta que nos separa do mundo lá fora.&lt;br /&gt;Podes mandar-me embora como o fazes com o cão quando chega a casa com as patas sujas de lama e o focinho a latejar. Afinal, também eu estou suja, trago comigo a sujidade de uma vida que não me permite ser mais do que sou, trago comigo a vergonha de um mundo que não me pertence mas que enfrento todos os dias.&lt;br /&gt;Tu telefonaste e eu vim. Já nos conhecemos. Não é a primeira vez que os teus olhares se cruzam com o vazio da minha existência, que o teu desejo se cruza nos caminhos da minha necessidade.&lt;br /&gt;Apetece-me dizer-te que tens uns olhos lindos que parecem sempre querer abraçar o mundo, apetece-me dizer-te que acredito nos sentimentos que tens no peito, que gosto da forma como dispões os livros nas prateleiras, que aprecio a forma como me olhas…&lt;br /&gt;Mas por vezes o silêncio fala tanto, que prefiro permanecer calada no calor que nos acolhe.&lt;br /&gt;Caminho de olhos vendados pelo teu mundo, com passos incertos vou marcando em ti aquilo que sou.&lt;br /&gt;Vimo-nos duas vezes. Mas eu bem sei que não és como todos os outros.&lt;br /&gt;Enquanto eles me pedem desejo e me corrompem a alma, tu olhas-me, sorris-me, dás-me a dignidade que julguei perdida nas avenidas e rotundas da vida.&lt;br /&gt;Não queres minutos de prazer, não queres gemidos nem uma mulher que te faça sentir alguém.&lt;br /&gt;Quando me telefonas eu sei que queres apenas companhia. O teu sorriso e o meu junto da lareira, o teu olhar perdido que me conta todas as histórias do mundo, a dignidade de quem sonha poder enganar o destino.&lt;br /&gt;Sou parte de ti, metade dessa solidão que te assola o peito, metade desta solidão que cresceu comigo e vive aqui, do outro lado do mundo. No lugar onde não me vendo para conseguir dinheiro fácil ao final do mês, onde não finjo prazer para enganar quem me paga, onde não me sinto suja como se chafurdasse na lama um dia inteiro.&lt;br /&gt;Queres oferecer-me dignidade, eu sei, os teus olhos são o reflexo do que te vai na alma.&lt;br /&gt;- Podes tomar banho, se quiseres,&lt;br /&gt;Dizes tu.&lt;br /&gt;Eu sei, dar-me-ias o mundo, mas a sujidade que tenho dentro do peito permaneceria exactamente igual.&lt;br /&gt;Afinal, eu seria sempre a mulher que chamaste por algumas horas, o pedaço de prazer, desejo e loucura que os outros vêem em mim.&lt;br /&gt;Não podes ignorar a verdade.&lt;br /&gt;Sou uma mulher suja. Ouviste?&lt;br /&gt;Não há nada que possa mudá-lo. Nem a tua voz a consolar-me o choro, nem o teu sorriso a envergonhar-me as lágrimas, nem o teu mundo repleto de magia a fazer face à minha escuridão…&lt;br /&gt;Daqui a pouco vou embora. Pagaste por duas horas de companhia, duas horas de mágoa, duas horas roubadas à solidão. Faltam apenas dois minutos. O teu tempo acabou, agora há quem chame do outro lado, quem não queira companhia, quem se sinta vazio e queira roubar-me o corpo e a alma.&lt;br /&gt;Acabou. Mas ao menos tentaste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-116718065910187820?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/116718065910187820/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=116718065910187820' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/116718065910187820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/116718065910187820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/12/duas-horas.html' title='Duas horas'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-116613356490744418</id><published>2006-12-14T21:57:00.000Z</published><updated>2006-12-14T21:59:24.923Z</updated><title type='text'>Falso</title><content type='html'>Sim.&lt;br /&gt;Hoje, não há nada que me impeça de sorrir-te. Esqueci os lamentos, as tristezas, as vezes em que me afastei para sacudir a dor do resguardo profundo da alma.&lt;br /&gt;Mas hoje, prometo que te sorrio, do início ao fim, como no teatro, desde o abrir até ao cerrar das cortinas, desde o despontar do sol até ao nascer da lua que se estende sobre as nossas cabeças.&lt;br /&gt;Não quero saber se amanhã chove, se amanhã o mundo chora por não saber quem somos…não, não quero!&lt;br /&gt;Sou o presente, aquilo que vivo e o que sinto. Sou a tua voz quando estás exausto de gritar, sou o teu sorriso quando os lábios se recusam a sorrir, sou o teu sol quando as nuvens negras ameaçam o mundo.&lt;br /&gt;Seguimos vagabundos pelas avenidas da nossa vida, conduzes loucamente por entre as fileiras intermináveis e eu sorrio, não porque ache piada à imprudência do teu acto, mas porque o teu simples olhar seria razão mais do que suficiente para o meu mundo se abrir a teu lado, tal como um baralho de cartas na mão de um profissional.&lt;br /&gt;A música a sair-te da alma, a inundar-te o corpo repleto de energia…&lt;br /&gt;Penso.&lt;br /&gt;Porquê eu? Porquê tu? Porquê nós?&lt;br /&gt;Porquê? Se enquanto cantas estridentemente eu apenas quero dizer-te que odeio música, se enquanto exuberas de alegria eu apenas quero mostrar-te que o meu mundo é tristeza e silêncio…&lt;br /&gt;Eu já te tinha dito. Não vou mentir mais, estou cansada de mentir.&lt;br /&gt;- Não sou pessoa para ti,&lt;br /&gt;A minha voz a ecoar na amálgama de sons do teu carro, a minha voz a tornar-se cada vez maior, a minha voz a elevar-se sobre a música…e por fim, apenas a minha voz.&lt;br /&gt;(Ouviste?)&lt;br /&gt;- Não sou pessoa para ti.&lt;br /&gt;Desligas a música.&lt;br /&gt;Sinto-me importante. Como uma actriz num palco de sonhos que não é meu, como uma ladra rodeada de seguranças que querem saber a todo o custo porque roubo.&lt;br /&gt;De novo a tua voz a ecoar no silêncio virgem do interior do teu carro,&lt;br /&gt;- Porquê? ,&lt;br /&gt;Quero dizer-te que somos muito diferentes, que nunca será possível amar assim, quero dizer-te que adoro o teu jeito de sorrir, a forma como me abraças, o calor com que te entregas ao mundo. Mas não te imagino meu. Não. Nunca poderia fazê-lo.&lt;br /&gt;Sabes…a alma não se pode propor a enganos que o coração não vende.&lt;br /&gt;- Não te amo, &lt;br /&gt;As minhas palavras levam-te a convicção com que me embalaste por este mundo fora, sinto-me ridícula, como se com um sopro destruísse em breves instantes o castelo de cartas que demorou anos a edificar.&lt;br /&gt;Mas, não posso mentir-te, não posso mentir-me.&lt;br /&gt;Bem sei que dói, que sou cobarde porque insisto em correr atrás de algo que me foge das mãos, que procura luz quando eu vivo na escuridão deste sentimento que me acorrenta.&lt;br /&gt;Pudesse eu amar-te como o amo e faria de ti o homem mais feliz do mundo, ouviria contigo a música das nossas vidas e gritaria como uma louca pelas ruas da cidade… Agora, apenas te posso dizer: Sim.&lt;br /&gt;Sim, a uma amizade que não é amor, a um sorriso que não é de quem ama, mas de quem acarinha. Por isso, hoje, não há nada que me impeça de sorrir-te, nem mesmo os monstros do amor verdadeiro a assolar-me a consciência de um amor fingido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-116613356490744418?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/116613356490744418/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=116613356490744418' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/116613356490744418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/116613356490744418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/12/falso.html' title='Falso'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-116493516878365396</id><published>2006-12-01T01:00:00.000Z</published><updated>2006-12-01T01:06:08.810Z</updated><title type='text'>A minha amizade nas mãos do mundo</title><content type='html'>O teu sorriso quase a fingir que estás feliz, o teu sorriso que mesmo quando a alegria não mora do lado de dentro consegue ser sempre tão puro e sincero. Porque apenas a simplicidade habita nesse mundo.&lt;br /&gt;Por momentos, esqueço as lágrimas que tantas vezes desenharam figuras pelo teu rosto, o sofrimento que vive aí nesse cantinho escondido do peito.&lt;br /&gt;Enquanto sorris esqueço tudo. A fome, o frio, o medo, esqueço os corações que matam lá fora julgando poder vencer o mundo.&lt;br /&gt;Depois, na minha voz sumida,&lt;br /&gt;- Como estás? ,&lt;br /&gt;E tu quase sem saber que me dizer, com as lágrimas a empurrarem-se umas às outras e a ameaçar saltar para o meu mundo.&lt;br /&gt;Beijo-te a face.&lt;br /&gt;Sabes…por vezes é tão difícil fazê-lo, mostrar que estou aqui e és alguém dentro de mim.&lt;br /&gt;Mas eu sei que entenderás, porque o meu beijo é o,&lt;br /&gt;- Conta comigo,&lt;br /&gt;Que os meus lábios jamais conseguirão pronunciar.&lt;br /&gt;Depois, vou embora, levo-te no pensamento, para onde quer que vá, percorra quantos mundos percorrer. Porque hei-de sempre recordar-me, que por mais tristeza que exista , há-de existir sempre um sorriso sincero e terno, um sorriso que vem de dentro e se deposita no meu coração.&lt;br /&gt;Porque apenas tu te entregas ao mundo, naquilo que és, na bondade que te habita, na humildade que te faz, na menina que já é imensamente mulher.&lt;br /&gt;Não te peço que esqueças as tristezas, eu bem sei que é utopia e mentira!&lt;br /&gt;Porém, lembra-te que sem tristeza não haveria alegria, que sem ódio não existiria amor, que sem corações maus seria impossível distingui-los dos bons.&lt;br /&gt;Os homens fazem-se aos poucos, conhecem-se e constroem-se, tal como casas.&lt;br /&gt;Por isso, lembra-te sempre que te cabe a ti escolher os bons tijolos, aqueles que não ruirão à primeira rajada de vento, os que permanecerão firmes quando tudo o resto cair.&lt;br /&gt;Esses tijolos serão o teu sorriso quando a vontade de chorar for maior.&lt;br /&gt;Lembra-te que toda a casa tem bons e maus tijolos, e que sem uns os outros não existiriam.&lt;br /&gt;Sorri, chora, grita, luta, cai, ergue-te e vence.&lt;br /&gt;Mas, faz da vida o teu campo, semeia os teus valores e encarrega-te de vê-los crescer, tal como uma semente que brota sob o olhar atento da mãe.&lt;br /&gt;O meu coração estará sempre aberto para o teu sorriso nobre, para a gargalhada sincera, para essa amizade tão grande que não cabe nas mãos do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-116493516878365396?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/116493516878365396/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=116493516878365396' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/116493516878365396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/116493516878365396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/12/minha-amizade-nas-mos-do-mundo.html' title='A minha amizade nas mãos do mundo'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-116355165867111426</id><published>2006-11-15T00:46:00.000Z</published><updated>2006-11-15T00:47:38.706Z</updated><title type='text'>O silêncio dos dias felizes</title><content type='html'>Aqui o silêncio não nos mata, não nos fere, não nos magoa.&lt;br /&gt;Aqui o silêncio é a palavra mais bela do mundo, o eco mais profundo da alma, o silêncio é a tua voz e a minha quando estamos calados e nos assenta tão bem esse ar de ingenuidade.&lt;br /&gt;Quando tu dizes,                                                                                           &lt;br /&gt;- não há palavras,&lt;br /&gt;E eu bem sei que não as há, eu bem sei quantas outras vezes preenchemos a ar de sons vazios e sem sentido, e tu também sabes, tu também sonhas que os homens nunca hão-de ter palavras nos momentos verdadeiramente felizes.&lt;br /&gt;Havemos de ficar para sempre olhando-nos, procurando o que não se encontra, sonhando como tolos no palco de alegrias que é a vida.&lt;br /&gt;Por isso, hei-de continuar a olhar sem saber que dizer, e quando me disseres que não tens palavras eu hei-de dizer-te que sou feliz.&lt;br /&gt;Hei-de dizer-te aquilo que não se diz todos os dias, hei-de fazer-te sorrir como sorriste quando provaste o teu primeiro caramelo. E mais tarde, contá-lo-ás aos teus filhos, aos teus netos, dir-lhe-ás que no espaço do silêncio encontraste o amor, que na casa vazia da ausência encontraste a flor mais bela do mundo: a felicidade.&lt;br /&gt;Nunca te esqueças de dizer-lhes que não há palavras para os momentos de felicidade, que não há sons quando a música dos sonhos nos embala a vida.&lt;br /&gt;Sabes…talvez por isso sinta tanto a tua falta… porque o ar está cheio de palavras e não consigo agarrar nenhuma delas, porque as pessoas estão repletas de sons que me ensurdecem os ouvidos e me cegam a alma. E eu, perdida em mim, preciso apenas de silêncio. Do silêncio de quando nos olhávamos como se não existisse mais ninguém no mundo, do silêncio dos momentos felizes que hoje são demasiado grandes e não cabem na porta, do silêncio da felicidade que partiu como uma pena levada pelo vento…sem rumo, sem destino.&lt;br /&gt;Sinto falta de te ter junto a mim e de ouvirmos o mar na sua melodia de revolta, o riso louco das flores que brincam no jardim, quando apenas nós sentimos, quando apenas nós nos acreditamos vivos num mundo de tanta gente a desejar a morte.&lt;br /&gt;Não peço palavras que me façam esquecer que estou só no mundo, não peço sorrisos que me ensinem a sorrir, só peço o silêncio dos dias felizes. E tu, que pedes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-116355165867111426?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/116355165867111426/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=116355165867111426' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/116355165867111426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/116355165867111426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/11/o-silncio-dos-dias-felizes.html' title='O silêncio dos dias felizes'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-116259214006359992</id><published>2006-11-03T22:13:00.000Z</published><updated>2006-11-03T22:25:05.236Z</updated><title type='text'>Cresci, mamã!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A noite cai sobre nós, eu continuo a ralhar-te, continuo a acreditar que ainda sou a luz que te pode indicar o melhor caminho a seguir, que ainda posso desviar-te dos atalhos perigosos e devolver-te à inocência dos teus oito anos de idade.&lt;br /&gt;Tu bem sabes que não, bem sabes que a vida nos guia pelo caminho que os nossos próprios passos marcam, afinal tu queres apenas dizer-me que aprenderás por ti próprio, que aprenderás com as feridas que doem mas curam, com as quedas que te derrubam mas te ajudam a crescer.&lt;br /&gt;Eu continuarei a ralhar-te, a fingir que te posso salvar do mundo, proteger-te junto de mim como se estivesses numa redoma de vidro e ninguém te pudesse tocar.&lt;br /&gt;Como sou rídicula...&lt;br /&gt;Sou mãe, e embora seja cruel dizê-lo, todas as mães são ridículas.&lt;br /&gt;Porque até último dia da tua vida continuarei a acreditar que posso resguardar-te de todo o sofrimento, que posso oferecer-te aquilo que mais ninguém te dará pela vida fora. Acreditarei que precisarás sempre de mim , mesmo que por vezes pareças esquecer que existo, mesmo que por vezes eu pense em voz alta,&lt;br /&gt;-São miúdos...&lt;br /&gt;Sim, para mim serás sempre um miúdo, o garoto que me pedia gelados e danoninhos de banana, o puto que com os olhos brilhantes de alegria suplicava por uma história ao final da noite.&lt;br /&gt;E a tua voz sempre a dizer-me,&lt;br /&gt;- Cresci, mãe, cresci.&lt;br /&gt;E eu a fingir que nem te ouço, como quando tinhas nove ou dez aninhos e te dirijias à fita métrica colada no roupeiro e gritavas estridentemente,&lt;br /&gt;- Cresci, mãe, cresci.&lt;br /&gt;E para mim, ainda é tudo igual, porque embora tenhas crescido em centímentos , os homens fazem-se pelas mãos da vida, e essas segurar-te-ão e ensinar-te-ão até morrer.&lt;br /&gt;Quando estiveres triste, ainda chamarás por mim no silêncio da tua alma, na súplica do teu olhar de homem que por momentos voltará a ser o menino que corria para os meus braços em busca de consolo...quando estiveres triste, dirás,&lt;br /&gt;- Mamã, mamã... (como disseste tantas outras vezes)&lt;br /&gt;Não te cansarás de repeti-lo até que as minhas palavras te sosseguem o espírito, até que a tua agitação apazigue nos meus braços, como quando eras menino e te acalmava o choro.&lt;br /&gt;Hoje, não mais adormecerás no meu colo, mas procurá-lo-ás como consolo para os teus falhanços, como abrigo para as tempestades da vida, como antídoto para o ódio que por vezes parece apoderar-se do coração.&lt;br /&gt;Partilharei com as minhas amigas a alegria de ter-te a meu lado, tal como no dia em que me chamaste "mamã", como no dia em que te nasceu o primeiro dentinho, como no dia em que deste os primeiros passos, dir-lhes-ei,&lt;br /&gt;- O meu menino...&lt;br /&gt;O meu menino que cresceu, que se fez homem aos poucos, que hoje reclama independência enquanto ainda chama por mim na escuridão da noite.&lt;br /&gt;Vai meu amor, vai! Não posso nem devo impedir-te. A vida é isto mesmo. Partidas e chegadas.&lt;br /&gt;Eu ainda me lembro... do cheiro a colónia de bebé, do teu fatinho azul quando te trouxe do hospital, eu ainda me lembro do brilho a inundar-me os olhos e do orgulho a ocupar todos os espaços ainda vazios do teu novo quarto.&lt;br /&gt;Tudo foi perfeito. O berço, o bebé, o papá, a mamã, a família toda em teu redor e eu ansiosa que todos se fossem para estarmos a sós: apenas tu e eu, no mundo colorido que fomos ao longo de nove meses.&lt;br /&gt;Hoje, volvidos um par de anos, vividos tantos momentos, passadas tantas horas e tantos dias, é hora de partir, de dizer,&lt;br /&gt;-Até logo mamã,&lt;br /&gt;Até logo meu amor, vai com as asas dos sonhos e constrói o teu próprio ninho, sê feliz porque só quem é feliz sabe voar pelos céus da vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Para ti, que estás aí desse lado e tens as mãos cheias de carinho,escuta, são para ti estas palavras. Sente-as, vive-as. Sim, eu sei que o farás.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-116259214006359992?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/116259214006359992/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=116259214006359992' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/116259214006359992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/116259214006359992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/11/cresci-mam.html' title='Cresci, mamã!'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-116199020638638690</id><published>2006-10-28T00:01:00.000+01:00</published><updated>2006-10-28T00:06:29.123+01:00</updated><title type='text'>Folha de Outono</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda que não quisesse, ter-te-ia trazido comigo nessa tarde de Outono. Porque foi no teu rosto que se encontraram os meus passos perdidos, foi no teu olhar que o meu amor renasceu, como uma flor que desabrocha depois da escuridão, depois da morte.&lt;br /&gt;Nunca esquecerei os teus olhos que me pediam carinho, eram mundos espelhados no azul profundo do teu olhar, mundos diferentes dos que conhecera. Porque ao olhar os outros homens, senti-os vazios, ocos de sentimento, porém contigo foi diferente, porque os teus olhos pediam carinho e os deles sempre pediram desejo.&lt;br /&gt;Porque não precisavas de roupas de marca e perfumes caros, porque conquistavas com o que tinhas dentro do peito, não precisavas de te sentir cheio de futilidade para finalmente seres alguém no mundo.&lt;br /&gt;Só tu sorrias como nunca vi sorrir ninguém, o sorriso terno, os dentinhos brancos e brilhantes nessa boquinha de sinceridade, nessa ternura tão tua que desde o primeiro momento sonhei minha.&lt;br /&gt;Por fim, o anel no dedo, o anel a dizer-me que não estás ali, que não és o homem que desejei naquele momento, que não és aquele que conheci e deixei escapar por entre os dedos vadios da vida. O anel a dizer-me para eu te esquecer, a dizer-me que já tens o coração ocupado e não tenho o direito de aparecer, de aparecer para te dizer aquilo que nunca te disse, para te mostrar o que sempre te escondi, para ser, finalmente, quem nunca fui, para te dizer somente: Amo-te.&lt;br /&gt;Porém, talvez o nevoeiro me tenha cegado a vista e impedido de ver que o tempo passa, que o tempo apaga e esquece, que o tempo se encarrega de devolver vida a quem por momentos julgou perdê-la.&lt;br /&gt;Deixa lá, eu esqueço, eu vou e nem te digo que estou aqui, eu sou cobarde e egoísta, eu sou!&lt;br /&gt;Mas, esse anel no dedo paralisa-me os passos, cala-me as palavras, mata-me o amor com que sonhei durante anos. Afinal, eu só queria saber, eu só esconderia as lágrimas por detrás das cortinas do meu rosto e perguntar-te-ia aquilo que nunca tive coragem de perguntar-te,&lt;br /&gt;- És feliz?&lt;br /&gt;Não perguntaria se casaste, se tiveste filhos, se me esqueceste...não!&lt;br /&gt;- És feliz? - apenas esta pergunta a ecoar dentro de mim, a escrever aquilo que sinto, a perguntar-te num sussuro aquilo que alma sempre quis saber, aquilo que alimenta o coração e te deixa tão nu perante o meu olhar.&lt;br /&gt;Mas, não tenho esse direito. Quem sou eu? Quem sou eu dentro de ti? Ainda te lembras?&lt;br /&gt;Aproximo-me timidamente enquanto lês o jornal, sento-me a teu lado e permaneço no silêncio da tarde de Outono passada no parque... Eu, apenas perdida no meu mundo de ilusões...passados tantos anos apenas sozinha, sozinha e vazia porque os sonhos já não me habitam, porque os pássaros já não cantam.&lt;br /&gt;Tu, entregue ao mundo, quieto e calado quando apenas sinto os olhinhos a movimentar-se de uma linha para a outra.&lt;br /&gt;Sento-me a teu lado e volto a ser a menina que te procurava ansiosamente na sala de aula.&lt;br /&gt;Não sei que te diga, não sei que te chame, agora, só sei que te amo. Agora, o tempo cortou-me as asas, roubou-me as palavras, gastou-me os nomes...porque eu só sei que te amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-116199020638638690?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/116199020638638690/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=116199020638638690' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/116199020638638690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/116199020638638690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/10/folha-de-outono.html' title='Folha de Outono'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-116026448389884260</id><published>2006-10-08T00:33:00.000+01:00</published><updated>2006-10-08T00:41:23.980+01:00</updated><title type='text'>A neblina da despedida</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia simplesmente partir, mas não quero.&lt;br /&gt;Sento-me no leito das ondas e penso em ti.&lt;br /&gt;Recordo-me das conversas à beira-mar, dos encontros no corredor da escola, dos sorrisos entre uma e outra alegria, das lágrimas nos intervalos frios da tristeza.&lt;br /&gt;Eu poderia simplesmente partir...mas não posso, não posso e não quero.&lt;br /&gt;Antes tenho de encontrar-te, abraçar-te com tudo aquilo que existe em mim, dizer-te as palavras maduras que em tempos me pareceram verdes e ridículas.&lt;br /&gt;Tu mereces, tu mereces.&lt;br /&gt;Não preciso de procurar-te porque sempre soube onde encontrar-te, sempre soube em que porta bater, sempre soube que sorriso me receberia...eu sempre soube e hoje ainda sei.&lt;br /&gt;Por isso espero...toco nervosamente na campainha e espero...Oxalá nunca o tivesse feito, tomara tivesse sido bem mais fácil dizer-te adeus, como se dentro de mim não faltasse alguma coisa que fica aqui entre mim e ti , algo que não posso levar na mala.&lt;br /&gt;O olhar foge-me para o teu carro, o pensamento diz-me que estás ali, que dentro de pouco tempo me abrirás a porta e eu permanecerei quieta sem saber que dizer-te, sem saber como te diga que vou, que vou e não sei quando volto, que vou e só vim para me despedir, que vou e só vim porque és importante, porque te adoro, porque viverás no meu coração até ao último dia da minha vida.&lt;br /&gt;Tu não abres.Ouço o eco da campainha... e cá fora, o frio das despedidas, o cinzento do teu carro a mostrar-me de que cor se tinge o meu dia, as gotas de humidade no pára-brisas a mostrar-me quantas lágrimas chorarei por ti.&lt;br /&gt;Já ouço os teus passos a aproximar-se da porta, já sinto o teu cheiro a misturar-se com a humidade que cai sobre mim, já pressinto as tuas mãos tocando suavemente na fechadura que te separa do mundo cá fora.&lt;br /&gt;Chamas-me...&lt;br /&gt;- Miúda...&lt;br /&gt;Que saudades, que saudades sentirei de ouvir-te chamar-me assim, de ver-te sorrir, de me segurares as mãos quentes e me transportares um pouco de alento para dentro da alma...&lt;br /&gt;Tu chamaste-me como todas as vezes, como nos dias de alegria, como nas tardes de tristeza, como nas gargalhadas, como nas chatices...&lt;br /&gt;Agora, que me chamaste uma vez mais...como dizer-te que vou?&lt;br /&gt;Tenho a voz entorpecida pela crueldade da vida, o coração gelado pelas tempestades que arrasam o meu cais, as mãos frias pelo gelo que se apoderou dos nossos mundos...estou triste e digo-te,&lt;br /&gt;- Vou.&lt;br /&gt;Como quando me perguntavas se queria ir beber um cafézinho,&lt;br /&gt;- Vou.&lt;br /&gt;Como quando afirmavas que teria força para fazer frente à vida,&lt;br /&gt;- Vou.&lt;br /&gt;Como quando sorrias e perguntavas se ia contigo,&lt;br /&gt;- Vou.&lt;br /&gt;Mas, tu bem sabes...o verbo é o mesmo, mas este ir é tão mais difícil que o outro...&lt;br /&gt;Ainda que queira esconder o sentimento, está-me espelhada na cara a dor que sinto por partir, por vir aqui hoje e dizer-te secamente,&lt;br /&gt;- Adeus.&lt;br /&gt;Adeus, porque eu não tenho mais palavras, porque o que sinto não me sai dos lábios, vive no coração.&lt;br /&gt;Pedes-me para entrar, mas eu fico, eu fico porque daqui a nada vou embora e nunca mais me vês, porque afinal só vim dizer-te que te adoro sem precisar de usar uma única palavra, eu só vim mostrar-te que falamos a mesma língua: a do sentimento.&lt;br /&gt;Por isso, depois das palavras ditas, depois da amálgama de sentimentos que nos trespassa o peito, abraço-te apenas, como se naquele abraço não houvesse malas de angústia e sacos de dor...Como se eu fosse apenas, como se naquele abraço me transportasses para o aeroporto e eu te visse acenar-me lá do fundo.&lt;br /&gt;- Nunca te esquecerei, sabes?&lt;br /&gt;È claro que sabes!&lt;br /&gt;Um beijo na cara, um até sempre, um “gosto muito de ti”, um adeus que nunca serei capaz de pronunciar, um sentimento que me salta do peito e se semeia no teu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-116026448389884260?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/116026448389884260/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=116026448389884260' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/116026448389884260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/116026448389884260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/10/neblina-da-despedida.html' title='A neblina da despedida'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-115938430354177794</id><published>2006-09-27T20:10:00.000+01:00</published><updated>2006-09-27T20:11:43.556+01:00</updated><title type='text'>Sozinho</title><content type='html'>Quantas antes de mim?&lt;br /&gt;Quantos rostos antes do meu? Quantos sorrisos antes dos meus dentinhos a desenhar o teu mundo? Quantos?&lt;br /&gt;E agora...apenas tu, tu e a mulher da rua, sentados no mesmo banco, esperando-me.&lt;br /&gt;Não te olho, caminho de olhos vendados e imagino-te: a sorrir, sempre a sorrir, porque se não sorrisses não serias o mundo que procuro, mas réstia da escuridão que há muito encontrei.&lt;br /&gt;Abro os olhos, porém não te vejo.&lt;br /&gt;Apenas a mulher de rua, a cara magra e o corpo faminto, os olhos que parecem pedir mundos que me escapam por entre os dedos das mãos.&lt;br /&gt;A pele tisnada pelo destino, as mãos sujas da miséria, os olhos gastos da vida.&lt;br /&gt;Hoje, não te vou abraçar. &lt;br /&gt;Só hoje, sentar-me-ei ao lado dessa mulher e falaremos sobre a vida, só hoje aprenderei a permanecer calada quando as nuvens negras ameaçarem o meu céu sempre tão azul, sempre tão profundo, sempre tão limpo.&lt;br /&gt;Depois, enquanto me olhas e me pedes que te beije, procurarei desesperadamente nos bolsos alguns trocos...trocos de dor, trocos de culpa, trocos de quem não suporta ver a fome bater-lhe à porta sem saber que dar-lhe de comer.&lt;br /&gt;Fingirei que não houve mundo depois disso naquela noite.&lt;br /&gt;Fingirei que não me beijaste e não me disseste que me amavas, fingirei que não te apoderaste do meu corpo levando-me algures para outro mundo...&lt;br /&gt;Porque na verdade, eu nunca estive contigo.&lt;br /&gt;O coração permanece onde o olhar se perde.&lt;br /&gt;E eu fiquei, no rosto daquela mulher, nas suas mãos desossadas e frias, ávidas de se aquecerem na fogueira da vida.&lt;br /&gt;Embora os teus bracinhos me guiassem pela rua fora e as tuas palavras tentassem escrever mundos dentro de mim, eu fiquei, e tu sabes que eu fiquei.&lt;br /&gt;Quando jantámos não precisámos de talheres porque comemos o amargo silêncio da dor, lambemos as feridas profundas do coração e ficámos ainda com o sabor do sangue na boca.&lt;br /&gt;Ao amanhecer, senti-me só.&lt;br /&gt;Pétala de rosa abandonada ao vento, espiga de trigo lançada sobre a seara.&lt;br /&gt;De resto, nada mais, apenas o frio da solidão a congelar-me todas as partes do corpo.&lt;br /&gt;Sabes... Pensei em ti.&lt;br /&gt;A solidão dói e tu estiveste sozinho nessa noite, sempre sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-115938430354177794?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/115938430354177794/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=115938430354177794' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/115938430354177794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/115938430354177794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/09/sozinho.html' title='Sozinho'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-115885268538485964</id><published>2006-09-21T16:30:00.000+01:00</published><updated>2006-09-21T16:31:25.413+01:00</updated><title type='text'>Longe</title><content type='html'>Dizes que me amas. Quem ama não esquece e tu esqueceste tudo.&lt;br /&gt;Esqueceste que tenho medo do escuro, que gosto de gelado de baunilha com chantilly, esqueceste que de noite gosto de olhar as estrelas e inventar um nome para cada uma delas, esqueceste que cresci enquanto julgaste construir o teu mundo sem mim...&lt;br /&gt;Hoje voltas.&lt;br /&gt;Julgas que será como fazer uma viagem grande e regressar a casa vitorioso, imaginas que tudo estará igual: os móveis no mesmo lugar de sempre, a tua almofada guardada no roupeiro, as tuas roupas inundadas pelo cheiro a bolor e naftalina, e depois...depois do teu mundo, estarei eu, sentada no sofá esperando ansiosamente o teu abraço.&lt;br /&gt;Dir-me-ás: Cresceste, meu amor. E eu já não te chamarei papá, já não te envolverei nos meus braços de meninice inocente, já não te farei mil e uma perguntas enquanto me sento no teu colo.&lt;br /&gt;Hoje, chamar-te-ei pai (e que saudades eu tinha de chamar-te pai), de dizer-te: pai, pai, pai...como todos os outros, de dizê-lo e ver os teus olhos iluminarem-se como se iluminavam os olhos dos outros,enquanto eu sonhava um dia ver esse mesmo brilho espelhado nos teus.&lt;br /&gt;Hoje, eu apertar-te-ei a mão enquanto tu puxas o meu corpo contra o teu. Sentirei que me queres abraçar, que queres que seja novamente a menina que envolvia os bracinhos no teu pescoço e te pedia gelado de baunilha, mas...aperto-te apenas a mão calejada do trabalho. Afinal, a vida ensinou-me que aos desconhecidos apertamos a mão. Desculpa papá.&lt;br /&gt;Porque cresci,  enquanto fugiste para a tua vida eu cresci, e quando olhaste para o teu mundo e julgaste vê-lo construído vieste até mim, para recuperar anos perdidos, para matar as saudades que eu nunca soube que tinhas, para dizer-me que me amas quando eu sempre quis um pai que me amasse, para me pedires que me sente no teu colo quando já tenho filhos esperando ansiosamente sentar-se no meu.&lt;br /&gt;Cresci, pai, cresci! Não vês?&lt;br /&gt;Já não te lembras do dia em que partiste e eu chorei? Chorei. Chorei todos os dias. Chorava sempre que saias.&lt;br /&gt;O tempo é um fantasma que come as recordações, que come o mundo e nos obriga a construir uma nova casa sobre os destroços da que ruiu.&lt;br /&gt;Foi o tempo, papá, foi o tempo - dir-te-ei.&lt;br /&gt;Agora é tarde, tarde para perceberes que eu estou aqui, que sempre estive,  precisei do teu amor, do teu cheiro de homem perfumado nos meus lençóis enquanto me contavas histórias de embalar, das tuas mãos de pai dedicado a tocar no meus cabelos e a dizer-me que sou linda.&lt;br /&gt;Perdeste-me. Perdeste o mundo que um dia construiste, lançaste a semente à terra e partiste, deixaste-a crescer sozinha e hoje que queres? Que queres papá? Tolher os frutos da árvore que plantaste? Queres ver se ainda há restos de ti nas suas raízes? Queres saber se ainda te chamo todos os dias na escuridão da noite?&lt;br /&gt;Sim, pai. Tu sabes que sim.&lt;br /&gt;Quem ama não esquece.&lt;br /&gt;Amo-te. Mas o tempo não muda, o amor perdoa mas não esquece.&lt;br /&gt;Nunca mais serei a menina que corria para os teus braços a contar-te todas as novidades. Nunca mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-115885268538485964?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/115885268538485964/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=115885268538485964' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/115885268538485964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/115885268538485964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/09/longe.html' title='Longe'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-115836145227810855</id><published>2006-09-16T00:00:00.000+01:00</published><updated>2006-09-16T00:04:12.300+01:00</updated><title type='text'>Antídoto</title><content type='html'>Enquanto seguravas habilmente na máquina, eu sorria, fingia que o meu mundo eras tu. Tu e mais ninguém. Nem as árvores no fundo da fotografia, nem os prédios altos a ameaçar tocar o céu, nem os postes de luz, que sempre nos fizeram lembrar girassóis, nem as nuvens cinzentas que um dia ocultaram o nosso sol.&lt;br /&gt;Eras tu o meu mundo.&lt;br /&gt;Os teus dedinhos inocentes enquanto o flash me incidia nos olhos, a aliança no dedo enquanto julguei ser o teu mundo também.&lt;br /&gt;Agora esquece.&lt;br /&gt;Não há mais mundo. Destruiste algo que demorou anos a construir, foste dinamite no meu sentimento, explosão na minha força de viver.&lt;br /&gt;Esquece apenas.&lt;br /&gt;Finge que não existo, que nunca existi.&lt;br /&gt;Volta para o teu lugar, para os filhos que esperam ansiosamente o pai, para a mulher que sentada junto à janela procura apenas o teu carro...todos os dias, todas as horas, quando parece que nunca mais vens, quando tudo a recorda que já não vens.&lt;br /&gt;Vai, vai agora e não digas mais nada, afinal és apenas destroço do meu mundo de loucura.&lt;br /&gt;Não te amo.&lt;br /&gt;Como posso amar alguém que não conheço, que nunca conheci? Alguém que se diz livre e carrega sobre os seus ombros a pesada tarefa de alimentar uma família, de contar histórias aos meninos antes de adormecer, de colocar o ombro sobre o pescoço da sua mulher e dizer-lhe que está tudo bem.&lt;br /&gt;Foste uma mentira.&lt;br /&gt;Fizeste-me ser palavra do teu pacto de falsidade, ser sentimento nesse coração que nem sabe sentir.&lt;br /&gt;Sinto-me perdida. Porque enquanto a tua família esperava por ti para jantar era na minha cama que dormias, era a minha pele que percorrias, era o meu perfume que cheiravas...&lt;br /&gt;E eu,ainda inocente, sempre a imaginar-nos um dia mais tarde, um dia mais tarde talvez no altar, talvez com muitos filhos, talvez com uma casa maior do que aquela em que habito.&lt;br /&gt;E eu que nunca tive sonhos quis sonhar a teu lado.&lt;br /&gt;Agora vivo numa casa de quatro divisões: um quarto de ódio, outro de saudade, um de amor e um outro de culpa.&lt;br /&gt;Só queria tocar nos cabelos finos desses teus meninos e dizer-lhes que vai ficar tudo bem, que amanhã o papá chegará a horas, que amanhã não haverá trânsito infernal nem trabalho a mais no escritório. Dizer-lhes que não sou vagabunda, que não sou a ladra que sem querer roubou o amor de uma família, eu queria apenas devolver-lhes o ouro, devolver-te áqueles que mais te merecem.&lt;br /&gt;Será que sabes o que é uma família? Uma mãe, um pai, os filhos. Um jantar, um serão juntos a falar de parvoíces, uma tarde a responder às mil e uma perguntas dos garotos, uma manhã a levá-los à escola enquanto eles choram e só querem voltar para casa, um dia a vê-los crescer e fazerem-se homens perante o teu olhar.&lt;br /&gt;É isso.&lt;br /&gt;E foi em tudo isto que falhaste, que desonraste aqueles que te deram alento tantas vezes, que te ajudaram a erguer a cabeça e seguir em frente.&lt;br /&gt;Falhaste.&lt;br /&gt;Tu falhaste e eu falhei.&lt;br /&gt;Onde estava o teu mundo nos momentos em que sorrias, em que me abraçavas , em que me beijavas? Onde? Escondido por detrás da cortina do meu quarto? Fechado no guarda-fatos do teu coração? Envergonhado atrás da porta enquanto eu te dizia palavras bonitas?&lt;br /&gt;Onde estava o teu amor quando te disse que queria casar contigo, ter filhos a teu lado, onde estava?&lt;br /&gt;Morreu?&lt;br /&gt;Não. O amor nunca morre. Mas adoece...&lt;br /&gt;Por isso, hoje, não digas mais nada, não passes os teus dedos sobre os meus lábios dizendo-me que me amas, não combines a hora a que nos encontramos amanhã.&lt;br /&gt;Se me respeitas, faz apenas isto: abre o armário do teu coração e encontra nele o medicamento para curar esse amor, encontra o antídoto para este veneno e aprende a renascer ao lado da tua família. Ouviste? Tua.&lt;br /&gt;Não é nossa, é tua.&lt;br /&gt;Tu, ela e eles.&lt;br /&gt;Para ti:Sê feliz.&lt;br /&gt;Para eles: desculpem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-115836145227810855?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/115836145227810855/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=115836145227810855' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/115836145227810855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/115836145227810855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/09/antdoto.html' title='Antídoto'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-115759270872128798</id><published>2006-09-07T02:28:00.000+01:00</published><updated>2006-09-07T02:31:48.736+01:00</updated><title type='text'>Fico</title><content type='html'>Porque vieste se sabes que vou? Se sabes que a vida são partidas e chegadas.&lt;br /&gt;Porquê? Vieste para dizer-me "fica", ou vais continuar a calar esse grito que te atormenta? Vais continuar a fingir que está tudo bem? Que não sentes, que nunca sentes...?&lt;br /&gt;Eu já sei que é tudo mentira.&lt;br /&gt;Já vi o que há para além do homem arranjado que usa perfumes caros e se barbeia todos os dias, eu já vi a luz que te percorre todos os poros do corpo, eu já vi que me amas.&lt;br /&gt;Não precisas acender o cigarro e dizer-me que te apeteceu falar, já não precisas coçar a orelha timidamente enquanto bates suavemente com o pé no chão.&lt;br /&gt;Estás nervoso, eu sei.&lt;br /&gt;Revejo-me. Quantas vezes estive assim? Quantas vezes fui a menina apaixonada que tremia, que esbracejava, que sorria com medo de sorrir, que ajeitava o cabelo e perguntava ao coração quantas mais vezes bateria ele assim...&lt;br /&gt;Não te preocupes, já não precisas de dizer-me que sou importante para ti, que as nossas birrinhas foram apenas loucuras de dois jovens em busca de um lugar no mundo, já não precisas atirar o cigarro pela janela fora e fingir que não se passa nada.&lt;br /&gt;Eu sei, eu sempre soube.&lt;br /&gt;Mesmo quando disseste que me odiavas eu sabia que naquela palavra estava a maior expressão de amor, quando foste embora eu soube que voltarias, quando choraste eu soube que sorririas, quando me olhaste eu soube que jamais poderias olhar outra mulher assim.&lt;br /&gt;O amor sente-se, conhece-se, aprende-se.&lt;br /&gt;Sentas-te outra vez, ainda começas a frase,&lt;br /&gt;- Sabes...&lt;br /&gt;Vamos, diz, diz lá o que anda preso nesse coração, esse sentimento tão lindo que te fez vir até aqui, que te fez perder dois autocarros e estar diante de mim com esse olhar brilhante.&lt;br /&gt;Não consegues terminar a frase, o amor retira-nos as palavras, torna-nos tolos em todos os momentos, mata-nos a naturalidade.&lt;br /&gt;Eu sei tudo.&lt;br /&gt;Sei que acordaste e pensaste que era mulher para ti, sei que te olhaste ao espelho e ajeitaste os caracóis que eu tanto gosto, sei que te fixaste na minha fotografia e repetiste milhares de vezes o que irias dizer-me.&lt;br /&gt;E agora estás sem palavras.&lt;br /&gt;Não te preocupes querido, o silêncio segredou-me ao ouvido o que querias dizer-me.&lt;br /&gt;Eu sempre soube.&lt;br /&gt;Mas porquê apenas hoje? Hoje que vou, que nada me pode impedir, hoje que olho como uma louca para os bilhetes de avião enquanto me dizes que me amas.&lt;br /&gt;Eu ia em busca do meu sonho...quem julgas que és? Já não sou a menina que deixaria tudo e correria para os teus braços...&lt;br /&gt;A vida ensina, a vida castiga, magoa, mas ensina.&lt;br /&gt;Perguntas-me se acredito no amor. Pergunta tola. Já sabes a resposta, porque perguntas? Para encher o ar de palavras? Para te sentires um pouco melhor enquanto eu vou ao quarto e carrego nas mãos as minhas duas malas? Para teres a certeza que essa pergunta há-de ecoar na minha alma até ao final dos meus dias?&lt;br /&gt;- Claro que acredito.&lt;br /&gt;E tu sorris.&lt;br /&gt;Fica, fica, fica. Pareces um cachorrinho à volta dos donos, pedindo ossinhos e carinho. Também é isso que queres. Ossinhos e carinho.&lt;br /&gt;Talvez seja também isso que quero, ter-te só para mim, dormir a teu lado e chamar-te cabeçudo na manhã seguinte, perguntar-te tudo aquilo que ainda me atormenta e ouvir-te carinhosamente a desfazer todas as minhas dúvidas.&lt;br /&gt;Que sentido faria partir? Sobrevoar o mar e atingir as estrelas? Porquê, para quê? Se tu és o meu mar em noites de tempestade, se és a minha estrela quando o mundo parece mergulhado na escuridão, se és um único sentimento por entre tanta gente que nunca soube sentir.&lt;br /&gt;- Amo-te,&lt;br /&gt;dizes.&lt;br /&gt;Cala-te. Essa palavra está gasta, é bonita mas está gasta. Guarda-a dentro de ti e usa-a um dia mais tarde, um dia em que te sentes à lareira e contes aos teus netinhos a nossa história. Aí dir-lhe-ás: Como a amava...&lt;br /&gt;E a palavra será novamente bela, ganhará luz, voltará a transportar para dentro de mim algo que me peça vida.&lt;br /&gt;Por agora, fica apenas. Afinal eu já sei tudo, sempre soube.&lt;br /&gt;Não vou, fico contigo, sempre quis ficar, sempre quis saber que te perdia para finalmente te encontrar, para te ouvir dizer que te faço falta, que sou especial, que não posso ir....Eu sempre quis ver-te chorar por mim. O amor é também vingança, ou não fossem todas as vezes que chorei por ti.&lt;br /&gt;Mas eu fico, fico e amo-te.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-115759270872128798?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/115759270872128798/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=115759270872128798' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/115759270872128798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/115759270872128798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/09/fico.html' title='Fico'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-115680810362310461</id><published>2006-08-29T00:33:00.000+01:00</published><updated>2006-09-04T01:09:42.146+01:00</updated><title type='text'>Transparente</title><content type='html'>Hoje, parece tão fácil esquecer o primeiro beijo e recordar o último, o que não demos, o beijo em que a minha boca chamou pela tua e os teus lábios fugiram como vagabundos na escuridão da noite.&lt;br /&gt;O coração divide-se entre aquilo que vivemos, mas é tão mais difícil pensar no sol que iluminou as nossas vidas quando agora são apenas nuvens cinzentas que ameaçam transformar-se numa tempestade completa.&lt;br /&gt;Tu queres encher o ar de palavras, explicar-me tudo, eu quero simplesmente o silêncio da dor, o silêncio de quem pede apenas a solidão como companheira de sempre.&lt;br /&gt;Agora já não há palavras que me devolvam o sol à alma, a àgua à minha secura, não há, entendes?&lt;br /&gt;As recordações bailam na minha memória, luto contra elas, luto todos dias por lembrar-me que afinal nem tudo foi negativo, que nem tudo foram lágrimas e sofrimento. Também houve coisas boas, e tu sabes que houve, tu dizes-me que sim, eu contradigo-te: Não, não...Mas afinal também eu sei que sim.&lt;br /&gt;E sabes? Talvez até tenham sido mais, talvez o sol até tenha brilhado mais do que imaginamos, mas hoje as nuvens são tão negras que não nos deixam ver nada.Nem os pássaros da nossa paixão que ainda esvoaçam no jardim, nem o arco-irís do sentimento que se tinge de mil cores sem nunca o podermos vislumbrar.&lt;br /&gt;Mas um dia, quando toda esta neblina de dor for para longe, eu sei que vou poder sonhar, ao abrigo do que sinto, com o amor que transporto no peito vou poder sonhar novamente como uma garota e lembrar-me-ei dos bons momentos, do primeiro beijo, da primeira saída, do primeiro olhar. Lembrar-me-ei que aquilo que vivemos não se resumiu a um adeus ténue e sentido numa rua qualquer.&lt;br /&gt;E saberei que a tua cara triste de ontem foi um dia a alegria espelhada no teu rosto, foi um dia o sorriso que me despontou das faces e me fez acreditar que o mundo seria perfeito.&lt;br /&gt;Recordar-me-ei de tudo, com a clareza de uma manhã iluminada, com a beleza de uma aurora a despertar.&lt;br /&gt;Sei que enxaguarei as lágrimas e então poderei ver o mundo tal como ele é, sem ressentimento no peito, sem dor para me matar a dignidade, sem tristeza para guardar a minha alegria num saco profundo da alma.&lt;br /&gt;Um dia, será mais fácil recordar o primeiro beijo, um dia em que o céu não esteja tão cinzento e o teu mundo não ameace ruir sobre o meu. Um dia destes quem sabe...afinal o amor é como a lua, tem as suas fases.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-115680810362310461?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/115680810362310461/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=115680810362310461' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/115680810362310461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/115680810362310461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/08/transparente.html' title='Transparente'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-115680769946872676</id><published>2006-08-29T00:26:00.000+01:00</published><updated>2006-09-01T03:32:43.130+01:00</updated><title type='text'>Saber que vens</title><content type='html'>&lt;br /&gt;Onde estás? Onde estás quando eu ligo e não atendes, quando escrevo e não respondes? Onde? Onde, que já estou cansada da voz da senhora das telecomunicações a dizer que de momento não podes atender. Sim, eu sei. Pudesse ela dizer-me por onde anda esse sorriso...&lt;br /&gt;E eu sempre à espera que amanhã seja diferente, que a tua voz eufórica do outro lado da linha se cruze com o meu sorriso tímido do lado de cá.&lt;br /&gt;Sabes...Tenho saudades.&lt;br /&gt;Embora por vezes seja tão difícil dizê-lo, é a verdade.&lt;br /&gt;Tenho saudades, ouviste?&lt;br /&gt;Tenho saudades de ser uma menina e tu me chamares para junto de ti, tenho saudades de ser uma mulher e te sentares a meu lado.&lt;br /&gt;Preciso do teu,&lt;br /&gt;- Vem cá ver-me! Passa por cá hoje!,&lt;br /&gt;preciso.&lt;br /&gt;Ao menos para saber como estás, se ainda tens a mania de perder folhas importantes, de chegar atrasada às reuniões, de combinar mil e um eventos com mil e uma pessoas para o mesmo dia e para a mesma hora.&lt;br /&gt;Preciso de saber que nada mudou, que a tua casa estará sempre pronta a acolher-me e os teus braços abertos para aconchegar-me, preciso e saber que ainda lá estarás nos dias importantes e nos dias de merda.&lt;br /&gt;Quero saber se ainda queres escrever comigo ou se já esqueceste que as minhas folhas esperam ansiosamente as tuas palavras.&lt;br /&gt;Vem, que eu quero dizer-te quem me magoou, o que aconteceu, eu quero gritar que estou farta e sentir a tua mão nos meus cabelos, eu quero ouvir-te,&lt;br /&gt;- Força, Força! ,&lt;br /&gt;quero dizer-te as tolices de sempre e convidar-te para um café.&lt;br /&gt;Quero mostrar-te as fotografias e dizer-te quem é cada um deles, enquanto finges que me ouves.&lt;br /&gt;Eu quero ver-te sair apressada a dizer-me um adeus fugidio, porque te esqueceste que tinhas de ir buscar a tua filha à escola, eu quero que me digas,&lt;br /&gt;- Até logo,&lt;br /&gt;porque,afinal, eu só quero saber que ainda vens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-115680769946872676?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/115680769946872676/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=115680769946872676' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/115680769946872676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/115680769946872676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/08/saber-que-vens.html' title='Saber que vens'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-115609422720906469</id><published>2006-08-20T18:16:00.000+01:00</published><updated>2006-09-01T03:33:32.523+01:00</updated><title type='text'>Chegar a ti</title><content type='html'>&lt;br /&gt;Sentado na pedra onde tantas vezes olhámos o mar, sinto as ondas beijando-me a sola dos pés, o cheiro da maresia invadindo-me as narinas.&lt;br /&gt;Quero crescer por dentro, como crescem os verdadeiros homens, como voltam a crescer as árvores às quais lhes foram retiradas as raízes.&lt;br /&gt;Eu, apenas quero crescer depois de ti, depois que o teu olhar se desprendeu do meu e pousou noutros lugares deste nosso horizonte, depois que as tuas mãos abandonaram os meus dedos serenos e fugidios, depois que o teu sorriso maroto se perdeu por detrás da infinita rocha da nossa vida.&lt;br /&gt;Mas, sinto-me cansado de tanto correr, correr para longe quando a eminência do teu aparecimento está sempre tão perto, correr atrás de novos mundos quando o meu mundo continuará a ser sempre teu, correr na tentativa de encontrar uma nova estrada quando o alcatrão do nosso sentimento ainda me prende os pés e me impede de prosseguir. Mas eu continuo a correr, a correr atrás de um caminho que se revela impossível de encontrar, porque eu corro na escuridão de olhos vendados pela fúria, eu corro sem saber para onde, quando todos me dizem que afinal basta correr...desaparecer por momentos e fingir que tudo não passou de um sonho mau...basta correr e no dia seguinte acordar cansado mas sem ti, cansado mas sem o sentimento que me percorre as veias e repousa no meu triste coração.&lt;br /&gt;Eu queria correr para longe, mas, diz-me, para quê correr se estarás sempre aqui? Se o coração não é objecto que se substitua ou se ensine a amar? Correr para quê, se as minhas pernas só procuram as tuas no frio do Inverno que se estende perante o meu olhar?&lt;br /&gt;Já não quero mais este mundo que escolhi para mim, na verdade, talvez nunca o tenha querido verdadeiramente.&lt;br /&gt;Tu bem dizias que as pessoas mudavam, eu dizia que não, fingia que seria sempre o mesmo garoto apaixonado que fazia loucuras por ti, o que corria atrás da tua sombra como se corre atrás dos autocarros...louco, extasiado, eufórico.&lt;br /&gt;Mas eu mudei, hoje que vejo o pôr-do-sol percebo que nada na vida será igual, que apenas a natureza tem a incrível capacidade de se repetir todos os dias. Eu não, eu mudei, tu mudaste, afinal todos mudamos, precisamos da mudança tal como os dependentes precisam da sua droga.&lt;br /&gt;Porque é que o que não devia acontecer acontece sempre? Porque os caminhos que buscamos nos fogem por entre os dedos? Porquê, meu amor, porquê?&lt;br /&gt;Eu quero aprender a sorrir depois das lágrimas. Deixa-me apenas ser um raio de luz que entra pela tua janela a dentro, uma onda que te beija os pés e te faz cócegas, deixa-me apenas correr pelas estradas da vida para chegar sempre ao mesmo lugar: a ti, só a ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-115609422720906469?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/115609422720906469/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=115609422720906469' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/115609422720906469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/115609422720906469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/08/chegar-ti.html' title='Chegar a ti'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-115585729763192747</id><published>2006-08-18T00:21:00.000+01:00</published><updated>2006-09-01T15:13:59.596+01:00</updated><title type='text'>na minha alma.</title><content type='html'>- Obrigada,&lt;br /&gt;e tenho vontade de abraçar-te outra vez, ainda lanço os braços, mas tu bem sabes como nos sentimos ridículos nestes gestos. Por fim, as minhas mãos perdem-se nas tuas e apertas-me com força,&lt;br /&gt;- Acredito em ti,&lt;br /&gt;eu sei, eu sempre soube, quando corri até ao final para chegar em primeiro, quando sorri na eminência do choro, quando sonhei...eu sempre soube que estarias lá para gritar pelo meu nome, para sorrir comigo, para sonharmos, ainda que o palco dos sonhos parecesse tão distante do nosso olhar. E quando te disse,&lt;br /&gt;-Desculpa,&lt;br /&gt;soube que acreditavas em mim, que com os olhos repletos lágrimas e o ressentimento a respirar em ti, soube que acreditavas nas minhas palavras.&lt;br /&gt;E eu disse,&lt;br /&gt;- Nunca te esquecerei,&lt;br /&gt;e tu sabias, tu sabias que nunca te esqueceria, sabias que quer o dissesse agora ou um minuto antes de morrer seria igual, eu nunca te esqueceria.&lt;br /&gt;E tu sorrias, com esse sorriso de quem ama, de quem dá tudo aquilo que tem dentro do peito, sorrias orgulhosa de mim, e eu de ti, tanto, tanto...&lt;br /&gt;- Não me arrependo,&lt;br /&gt;disseste tu.&lt;br /&gt;Obrigada. Por não te arrependeres, por acreditares naquilo que sou mesmo quando aos olhos dos outros sou um trapo velho e agastado do tempo, um trapo que já limpou bem a loiça, mas hoje desilude dia após dia.&lt;br /&gt;Obrigada por esse olhar sempre tão terno, sempre tão teu...pelas vezes em que estava triste e me fizeste sorrir, por me ajudares a encontrar o caminho certo quando a minha tolice enveredaria por outros lugares.&lt;br /&gt;É claro que me recordaria de ti. Pergunta tola. Como poderia esquecer-te?&lt;br /&gt;As pessoas são como as estrelas, umas mais cintilantes que outras, umas que nos captam a atenção e se fixam no coração, outras que simplesmente nos passam despercebidas.&lt;br /&gt;Obrigada por teres brilhado um dia para mim, por teres iluminado um cantinho do meu mundo com o teu sorriso, por me teres ouvido e dedicado sábias palavras, palavras que não esqueço, que vivem em mim e hão-de ser aquilo que sou.&lt;br /&gt;Eu ainda me lembro das conversas ao fundo do teu quintal , ainda me lembro de te ver a meu lado com o cigarro por entre os dedos, o cigarro proibido que tanto amavas, o cigarro com o qual eu ralhava mas acabava sempre por sorrir.&lt;br /&gt;Ainda me lembro de anoitecer enquanto falávamos, de teres de fazer o jantar, de brincar com os teus filhos...mas permanecias em silêncio.&lt;br /&gt;- Não há problema,&lt;br /&gt;dir-me-ias.&lt;br /&gt;Para ti não havia horas más nem horas boas, o teu tempo era o meu tempo sempre que eu precissasse dele.&lt;br /&gt;Tu a dizer-me que tenho de crescer, e eu a sorrir.&lt;br /&gt;- É verdade, é verdade,&lt;br /&gt;dir-te-ia.&lt;br /&gt;Deixa lá, crescerei com o tempo, tal como cresceste.&lt;br /&gt;Ouvirei a tua voz do outro lado do telefone chamando pelo meu nome...(como gosto de ouvir-te chamar pelo meu nome).&lt;br /&gt;E sei que do outro lado sorrirás, sorrirás por mim e eu sorrirei por ti.&lt;br /&gt;Cresceste, pensarás, mas faltar-te-á coragem para dizê-lo, tal como me faltou coragem para abraçar-te.&lt;br /&gt;Deixa lá, eu sei que cresci, que crescerei até morrer a pensar nessas tardes em que o sol se punha enquanto te falava de coisas banais.&lt;br /&gt;Crescerei ao pensar que quando chorei tu estavas lá para me dar a mão, que não me mandaste parar como todos os outros, mas acolheste as minhas lágrimas e ensinaste-me a crescer com elas.&lt;br /&gt;Crescerei ao pensar que me disseste que eu era isto e aquilo, ao pensar que mesmo magoada pelas tempestades da vida encontrei sempre nas tuas plaavras um porto de abrigo para as minhas tormentas .&lt;br /&gt;E pensar que enquanto os outros me olhavam pela porta entreaberta, tu me beijaste as faces fustigadas pela dor e me abafaste a cabeça contra o teu leito...&lt;br /&gt;E perguntaste,&lt;br /&gt;- Como estás?&lt;br /&gt;Obrigada por perguntares, obrigada por perguntares sempre e te preocupares se estava sorridente, triste ou magoada.&lt;br /&gt;Obrigada por nunca desistires de encontrar o meu sorriso, estivesse ele onde estivesse.&lt;br /&gt;Obrigada por teres sido connosco à casa das cópias e por termos chamado palhaço ao patrão, obrigada por teres voltado nos momentos mais difíceis.&lt;br /&gt;As palavras são tão inúteis quando sabemos de que falamos....ou melhor, do que sentimos.&lt;br /&gt;Todavia, deixo-te com elas, onde quer que estejas... ou a fazer o jantar para os teus filhos, ou a preparar o trabalho para amanhã, ou a vasculhar nas recordações antigas, ou...quem sabe, no fundo do teu quintal a fumar um cigarro.&lt;br /&gt;Deixo-te com aquilo que somos e o que sentimos.&lt;br /&gt;Obrigada por me teres possibilitado tantas recordações, tantas e tão boas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( Para ti, que estás aí e me lês. Sabes que são para ti estas palavras. Eu sei que sim.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-115585729763192747?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/115585729763192747/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=115585729763192747' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/115585729763192747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/115585729763192747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/08/na-minha-alma.html' title='na minha alma.'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-115566932891599165</id><published>2006-08-15T20:14:00.000+01:00</published><updated>2006-09-01T03:35:04.043+01:00</updated><title type='text'>És</title><content type='html'>&lt;br /&gt;Gostava de conhecer-te melhor. Entrar pelos teus sonhos a dentro e saber o que te habita, saber de que cor se tinge esse sorriso inatingível com que me recebes, eu queria saber de que és feito, de onde vieste e para onde vais.&lt;br /&gt;Porque por vezes não pareces como eu, como todos nós, existe em ti essa magia de garoto, como se ainda precisasse de te mudar as fraldas todos os dias e dar-te o biberão a horas certas, ainda existem na tua alma essas mil e uma perguntas, os porquês todos encerrados dentro de ti, esse mundo que eu não conheço, que eu nunca hei-de atingir, porque tu sempre me hás-de mostrar o que sempre conheci, dizendo-me que te desenrascarás sozinho.&lt;br /&gt;Mas eu apenas queria olhar mais para dentro de ti, conhecer aquele que dorme a meu lado todas as noites, que de manhã acorda com os olhos inchados do sono e corre para a casa de banho, aquele que eu ouço cantarolar no chuveiro, quando parece estar tudo bem...parece.&lt;br /&gt;Mas eu não sei, eu nunca saberei, porque o teu corpo há-de ser eternamente meu mas a alma, essa será tua, tua e de quem te habita, e eu serei uma estranha que com os olhos cerrados tenta percorrer o labirinto daquilo que és, uma estranha que tropeça, que se magoa, que volta a erguer-se na expectactiva de encontrar em ti uma luz, algo que lhe peça vida, algo que acenda dentro de si essa chama que se apaga lentamente, até morrer, até ser simplesmente o cheiro a queimado, o incenso na sala...a essência de ti espalhada algures por aí a escapar-me entre os dedos das mãos.&lt;br /&gt;Deitas-te a meu lado, entre nós o menino, o nosso filho, fruto do amor e da alegria que partilhámos, ele sorri, afinal é tão bom estar no quentinho da cama dos pais quando o gelo do inverno mata lá fora...Ele sorri ao pai que nem conhece, que eu também não conheço, ao homem que lhe dá a mão e o leva a passear, ao que o leva à escola e lhe deposita um beijo, ao que o adormece e lhe conta histórias.&lt;br /&gt;Mas ele não te conhece...porque os nossos olhos apenas conseguem ver o que és por fora, a embalagem que aprendeste a criar para te defenderes de tudo aquilo que magoa, de tudo aquilo que tenta espreitar para além do horizonte que a nossa visão alcança.&lt;br /&gt;Eu quero mais que um corpo, quero uma alma que conheça e possa amar como nunca amei.&lt;br /&gt;Eu quero e tu dizes que não...Tu sempre a rejeitar subtilmente os meus pedidos...Será que não entendes que sou uma menina que quer conhecer-te? Que as minhas mãos querem percorrer-te , agarrar-te os sentimentos, sorrir-te e ver-te sorrir, não apenas com os lábios, mas também com a alma.&lt;br /&gt;Eu quero saber o que há nessa praia de água límpida e areia pura, o que há dentro do homem que embora pareça o ser mais feliz do mundo esconde dentro de si uma enorme tristeza.&lt;br /&gt;Eu já não quero o “papá” exemplar, nem o marido que chega sempre a casa a horas, eu já não quero o estudante aplicado que um dia se tornou médico. Eu já não quero aquilo que os outros quiseram que fosses. Agora, quero-te apenas a ti. Mostra-me a alma, ainda que seja por breves instantes, deixa-me ver aquilo que te habita!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-115566932891599165?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/115566932891599165/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=115566932891599165' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/115566932891599165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/115566932891599165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/08/s.html' title='És'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-115530167731949010</id><published>2006-08-11T14:07:00.000+01:00</published><updated>2006-09-01T03:35:38.226+01:00</updated><title type='text'>Nas tuas mãos, o mundo</title><content type='html'>&lt;br /&gt;Nas tuas mãos está o mundo, mãe.&lt;br /&gt;Porque foste tu que mo ofereceste desde a minha primeira lufada de ar fresco no jardim da vida. Transportaste-me com carinho por entre os teus dedos sábios do tempo e trouxeste a vida para dentro de mim. Trouxeste tantas coisas mãe, tantas...que hoje olho-me ao espelho e vejo o que és em mim. Orgulho-me disso. De ser parte de ti, de sorrir como tu, orgulho-me que os teus braços estejam sempre prontos a acolher-me quando a minha meninice ainda chama por ti.&lt;br /&gt;Obrigada seria pouco para quem luta todos os dias por mim, para quem me defende com o seu escudo protector de tudo aquilo que possa ferir-me. Eu sei que obrigada não chega, por isso ofereço-te o que de melhor pode haver no coração dos humanos: os sentimentos. Os meus sentimentos são palavras. Palavras aqui, palavras ali, palavras que me saem do peito e das mãos, palavras que tu me ensinaste a escrever quando guiaste os meus dedos pacientemente pelo papel.&lt;br /&gt;Ofereço-te o meu mundo nestas linhas. Merece-lo.&lt;br /&gt;Sei que as minhas letras não vão com o vento, mãe, elas ficarão sempre no teu peito, e quando eu encostar a minha cabeça para ouvir o teu coração senti-las-ei tocando-me, acariciando-me o rosto imaturo.&lt;br /&gt;Obrigada por me mostrares tantas vezes o caminho certo. Continua a fazê-lo, porque sem ti eu serei uma criança perdida no supermercado, uma árvore sozinha na imensa floresta, uma luzinha na escuridão da noite.&lt;br /&gt;Pela tua mão cresci, hoje, posso parecer do teu tamanho, mas, é tudo ilusão. Tu és grande mãe, muito grande. Na alegria de viver, na coragem, na força, na certeza com que nos criaste sobre os teus braços frágeis e fugidios.&lt;br /&gt;Oxalá pudesse ser do teu tamanho...quem sabe, um dia? Agora, ainda tenho de crescer, por mim, por ti, por nós, pelo mundo.&lt;br /&gt;Levarei sempre no peito as armas que me deste, os sentimentos que me ensinaste para fazer face a este mundo louco. Não vou ferir, afinal, o verdadeiro amor não magoa.&lt;br /&gt;Tu sabes e eu sei.&lt;br /&gt;Seguirei o nosso caminho, pela estradinha que os teus dedos me indicarem far-me-ei mulher aos poucos e tu olhar-me-ás e pensarás na menina que ontem chorava nos teus braços pedindo alimento.&lt;br /&gt;Porque nas tuas mãos estará sempre o mundo, o meu mundo mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-115530167731949010?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/115530167731949010/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=115530167731949010' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/115530167731949010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/115530167731949010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/08/nas-tuas-mos-o-mundo.html' title='Nas tuas mãos, o mundo'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-115517278490032326</id><published>2006-08-10T02:15:00.001+01:00</published><updated>2006-09-01T03:36:20.693+01:00</updated><title type='text'>Procuro-te</title><content type='html'>&lt;br /&gt;Nas tardes quentes de Lisboa, tu sorrias como estrela cintilante no céu, sorrias e dizias parcas palavras. Era sempre assim. Tu, sorridente, calada, perdida na imensidão da nossa cidade, eu, a contar-te histórias que tu já sabias de cor, mas, fingias ouvir-me, sempre com a mesma alegria, com o mesmo olhar penetrante e fiel.&lt;br /&gt;Naquele dia trouxeste todos os outros dias para dentro de mim: as tardes quentes na esplanada quando pedias um pastel de nata e um café, as manhãs geladas de inverno quando me esperavas ao final da rua, as noites tristes de Outono em que as árvores se despiam perante o nosso olhar frio da vida. Trouxeste todos os momentos, afinal vinhas com as mãos cheias de recordações, sim...recordações. Porque hoje não são mais que isso, talvez nunca tenham sido.&lt;br /&gt;Disseste: Vou partir. Eu fiquei calado, pensei: Partir? Mas porquê partir?. E tu voltaste a dizer: Vou partir... Sim, eu sei, eu já tinha ouvido a tua voz segura no interior da minha alma frágil, eu já tinha visto as tuas asas a querer voar do ninho de mim, eu já sabia que um dia dirias: Vou.&lt;br /&gt;Sorri-te apenas, afinal, quando o coração chora, o rosto sorri. È sempre assim, será sempre assim.&lt;br /&gt;Sorri-te e no dia seguinte levei-te ao aeroporto.&lt;br /&gt;Fica, dizia eu, tu fingias não me ouvir, olhavas atentamente os ecrãs repletos de partidas e chegadas, repletos de ti e de mim, porque em cada destino daqueles estava um sonho nosso, um sonho que abandonaste, como se abandonam os barcos no cais.&lt;br /&gt;Tu a partir para o check-in, e eu, a chorar por dentro, com vontade de dizer-te que estava a sofrer, que não estava contente como imaginaras, vontade de dizer-te que me sentia um palhaço no meio do circo das nossas vidas.&lt;br /&gt;Pela última vez, já com as lágrimas a rasarem-me os olhos, disse-te baixinho: Fica.&lt;br /&gt;E tu, tal como um pardal que quer saltar do ninho, respondeste-me: Não posso.&lt;br /&gt;Depois, perdi o rumo, não me lembro de mais nada, só as tuas mãozinhas leves e delicadas no ar dizendo-me adeus, só o teu perfume inundando as minhas narinas pela última vez, só o teu olhar e as máquinas do aeroporto a apitar, só as tuas mãos a percorrem novamente os bolsos à procura de metais, só tu...sempre tu.&lt;br /&gt;Anda...disseste-me. Devolvi-te a afirmação : Não posso.&lt;br /&gt;Ainda há mundo à minha espera, e tu sabes que há, ainda há a mesa do escritório a pedir-me para pousar os meus braços cansados de procurar-te, ainda há as folhas de papel insistindo para que te escreva, ainda há vida em mim quando pensei morrer naquele adeus vagabundo.&lt;br /&gt;Hoje, minto. Perguntam-me por ti e minto. Não estavas bem , precisavas de mudar de vida, merecias mais....Mentiras apenas, tudo mentiras! Foste sim! Foste porque quiseste, porque um dia acordaste e pensaste voar mais além, pisar outros mundos, sentir o cheiro de outras cidades, beber bebidas caras nos bares de qualquer outra parte do mundo.&lt;br /&gt;E disso nem eu nem tu tivémos culpa.&lt;br /&gt;Eu não pude e tu não pudeste. Simplesmente isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-115517278490032326?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/115517278490032326/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=115517278490032326' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/115517278490032326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/115517278490032326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/08/procuro-te_10.html' title='Procuro-te'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-115443031707013551</id><published>2006-08-01T12:04:00.000+01:00</published><updated>2006-09-01T03:37:09.306+01:00</updated><title type='text'>Fugi</title><content type='html'>&lt;br /&gt;Sim, tens razão, fugi.&lt;br /&gt;Fingi perder o tempo, as malas carregadas de recordações apenas nossas, fingi perder o oásis de ti para te encontrar noutros mundos, noutros caminhos.&lt;br /&gt;Não quero explicar-te onde erraste, onde me acorrentaste com algemas de cobre ao ouro eterno do teu coração...Não! Não quero!&lt;br /&gt;Porque de tanto ferir aqui dentro, esta ferida hoje já não dói, talvez me tenha habituado a viver com ela, com os teus sentimentos secos no meu coração repleto de magia.&lt;br /&gt;Sento-me à mesa e já não espero por ti, não tens nada para me dar e eu sempre soube disso, sempre soube e tentei não saber, sempre procurei e nunca encontrei.&lt;br /&gt;Estás vazio.&lt;br /&gt;O meu mar de sonho não pode perder-se em ti, entende-me.&lt;br /&gt;Procura-me, porque tu nunca soubeste o que era perder-me. Procura-me agora, vai atrás de mim e diz que me amas, que queres os meus lábios só para ti, pega na mala das nossas recordações e trá-la de novo para dentro de casa. Vens? Procuras-me na noite agora que me perdeste no teu imenso dia?&lt;br /&gt;Traz a tua guitarra e canta-me canções, como nos velhos tempos, quando acreditei que eras menino de ouro no meu mundo encantado, quando julguei puras as tuas palavras e transparentes os meus sentimentos.&lt;br /&gt;Fizemos tanto fogo com a nossa paixão...aquecemos tantos corações com o sentimento que nos percorria a alma...mas hoje, hoje somos nada. Nada. Ouviste?&lt;br /&gt;Tu sabes e eu sei.&lt;br /&gt;Perdido, algures no mundo procuras por mim na noite fria, não me amas, mas queres-me a teu lado. Desejas apenas saber que sou tua, e de mais ninguém, saber que outro não me beija e sinto aquilo que sentia quando me beijavas, queres ter a certeza disso, então chamas-me. Mas não te ouço. Estás longe e a tua voz não chega para alimentar os meus sentidos. Grita, grita por mim.&lt;br /&gt;Eu, do outro lado do mundo, espero cansada junto ao rio onde nos conhecemos, onde construimos tantos mundos sem sair do mesmo lugar, onde descalçamos os sapatos e molhámos os pezinhos no mar do amor. Trago comigo a maleta das recordações, penso em ti, penso em nós, penso no nada em que nos tornámos.&lt;br /&gt;Vou lançá-la ao mar, com ela morrerá o que fomos.Talvez não morras em mim, mas o nosso amor acabará por perder-se no fundo deste rio, morrerá onde nasceu.&lt;br /&gt;Beijo-a, como se te beijasse, lanço o braço para trás e antes de largar o nosso amor, sinto uma mão tocando-me.&lt;br /&gt;Ès tu, sei que és tu, conheço-te o cheiro a tabaco e perfume, conheço-te o toque.&lt;br /&gt;Olho-te. Já não és nada, existes dentro de mim e amo-te, mas não és nada, não podes ser nada no tudo que já foste.&lt;br /&gt;Vieste tarde para dizer que me amavas, vieste quando em mim já não há forças para superar a solidão de tantas noites a chamar pelo teu nome, quando o meu próprio nome já está gasto, quando eu já não sei o que é o amor. Dizes “amo-te” e eu permaneço calada, como se as tuas palavras se enterrassem no fundo do túmulo do nosso sentimento.&lt;br /&gt;Desculpa. Ficarás sozinho no cais da vida, vou-me embora, vou como tantas outras vezes o fizeste, vou, porque tal como dizias o amor é como o vento, passageiro e feroz.&lt;br /&gt;Pega a nossa mala, leva-a tu desta vez, talvez te faça bem carregares as recordações do amor contigo, tornar-te-á mais homem, far-te-á crescer aos poucos.&lt;br /&gt;Não me procures, agora, serás incapaz de encontrar aquilo que fui. Não procures...Eu estou aqui, diante da tua imagem triste, estou aqui e vou embora. Amo-te, digo antes de partir, os meus passos são sentimentos perdidos pela estrada da vida. Se vieres talvez possas apanhá-los e reconstruir o meu coração...Talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-115443031707013551?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/115443031707013551/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=115443031707013551' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/115443031707013551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/115443031707013551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/08/fugi.html' title='Fugi'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-115385422804627344</id><published>2006-07-25T20:03:00.000+01:00</published><updated>2006-07-25T20:03:48.070+01:00</updated><title type='text'>Rosmaninho para ti</title><content type='html'>Eu ainda me lembro...Dizias que eu esqueceria, mas, hoje, passados tantos anos, eu ainda me lembro.&lt;br /&gt;Ainda me lembro do teu rosto envelhecido debruçado sobre o verde replandecente do campo, o contraste da luz dos teus olhos com as ervas daninhas, o reflexo do teu sorriso no mais puro cantinho do céu.&lt;br /&gt;Levavas-me pela mão, a tua mão calejada do trabalho, manchada da velhice, a mão experiente que conduzia na perfeição a minha meninice imatura.&lt;br /&gt;Recordo-me que queria correr, e tu, já menos hábil, falavas-me das tuas pernas, das tuas frágeis pernas já incapazes de acompanhar o meu ritmo louco de menina que anseia descobrir o mundo a cada passo. Mas, lá ias atrás de mim e sempre que eu corria, lá estavas tu atrás de mim para me amparar as quedas.&lt;br /&gt;O caminho parecia sempre tão longo para as tuas pernas cansadas de tanto percorrer o caminho da vida, mas para mim era sempre mais um passeio, uma descoberta, um mistério, um sonho.&lt;br /&gt;Eu ainda me lembro...dos teus olhos cintilantes, do orgulho com que me olhavas, do carinho com que me aconchegavas junto do teu seio vivido. Eu ainda não esqueci que íamos junto da ribeira apanhar rosmaninho e erva ursa para colocar na fogueira.&lt;br /&gt;A fogueira dos nossos sentimentos, aquela que saltei tantas vezes desafiando o fogo do amor que nos unia, a fogueira que anos mais tarde me queimou, que ainda me queima.                                                                                 &lt;br /&gt;As tuas mãos sempre colheram o melhor rosmaninho, o mais colorido, o mais perfumado, aquele que encheria as minhas mãos da pureza que desejavas para mim.&lt;br /&gt;Naqueles momentos sabia que me amavas, mais do que qualquer palavra, mais do que qualquer bilhete deixado ao acaso pela rua, eu sabia que me amavas por aquilo que era. Como se amam aqueles que são do nosso sangue, como se amam os filhos, amaste-me.&lt;br /&gt;Depois de colhermos rosmanhinho e erva ursa, a fogueira da vida queimou-me os sentimentos, e hoje  são apenas as minhas mãos que, por entre as ervinhas, procuram o rosmaninho mais perfumado,  belo e puro para colocar junto da tua sepultura.&lt;br /&gt;Recordo a tua voz, os conselhos, a mão carregada de sonhos, como se em cada pétala das flores que colhesses encontrasses um novo mundo a nascer dentro deste mesmo mundo.&lt;br /&gt;Sabes...nunca mais apanhei erva ursa, nunca mais colhi rosmaninho para saltar a fogueira, nunca mais comi os bolinhos que só tu sabias fazer. Não, nunca mais... Porque há coisas que nunca mudam, porque há coisas que quando se perdem não voltam mais, ficam aqui, dentro do coração, onde tu também estás.&lt;br /&gt;Todos os dias te vejo, ainda a apanhar o rosmaninho dos velhos tempos, aquele que parecia sempre transportar consigo o perfume da perfeição, da plenitude da minha infância onde não havia espinhos, não havia espadas, não havia punhais de dor inseridos profundamente na minha pele.&lt;br /&gt;Não, não havia. Até partires o mundo pareceu-me perfeito.&lt;br /&gt;Até ao último dia em que colhemos rosmaninho e erva ursa eu acreditei poder saltar a fogueira contigo. Hoje não, sei que por mais que o deseje, apenas poderei saltá-la sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-115385422804627344?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/115385422804627344/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=115385422804627344' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/115385422804627344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/115385422804627344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/07/rosmaninho-para-ti_25.html' title='Rosmaninho para ti'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-115323765902495678</id><published>2006-07-18T16:46:00.000+01:00</published><updated>2006-07-18T17:22:20.820+01:00</updated><title type='text'>Sonhos Teus</title><content type='html'>Eu vim, naquela noite fria eu vim e tu ficaste.&lt;br /&gt;Ficaste para montar as tendas em que dormiríamos nessa noite, ficaste para sonhar mais um pouco porque a mim o sono da escuridão já me cerrava os olhos por completo, ficaste para imaginar que terias filhos e construirias mundos ao lado de outra pessoa, ficaste para dizer os nomes dos garotos antes de adormeceres...&lt;br /&gt;Mas eu não mais estaria, não voltarias a imaginar que sou essa pessoa pela qual esperaste tantos anos. Não o faças, porque eu não sou, não sou nem quero ser.&lt;br /&gt;Não te disse adeus. Tu bem sabes como odeio despedidas...Afinal, para quê dizer-te adeus se amanhã seguirás os meus passos e trarás os teus sonhos para junto dos meus? Se amanhã quererás abraçar-me e dizer-me que vamos ter muitos filhos e uma casa grande para acolhê-los a todos? Eu sentir-me-ei pequeno outra vez, porque as minhas mãos estão vazias e tu insistes em enche-las com sonhos que não são meus, com vidas que nunca vivi, com alegrias que não existem no interior da minha rudeza.&lt;br /&gt;Não quero magoar-te, afinal ainda és o fruto verde da àrvore madura e cansada do tempo, ainda és o amanhecer quando o pôr-do-sol já se estende sobre os meus horizontes longínquos.&lt;br /&gt;Crescerás, habituar-te-ás a ver-me partir , a ver-me cobarde e incapaz de dizer-te que os teus sonhos não são os mesmos que os meus e que a vida que construiste nunca foi o alicerce que imaginei na minha casa do futuro.&lt;br /&gt;Não te digo nada, porque como o meu pai dizia, o silêncio diz tudo aquilo que as palavras se revelam incapazes de expressar.&lt;br /&gt;Por isso, quero que sigas em frente sem olhar para trás, sem imaginar a minha imagem a partir da praia da tua vida, sem as ondas do meu corpo a bailar sobre o teu, segue e não me procures, mas, por favor, também não me esqueças.&lt;br /&gt;Pensa apenas que fui um episódio da tua vida, como nas novelas, como nos filmes em que acaba sempre tudo bem. Vem, finge que pões a cassete da tua vida e recorda-me, vee-me partir e pergunta-me porque vou, para onde vou, que mal fizeste. Vem, pergunta! Pergunta que eu permanecerei calado apenas para não te magoar, para não tolher da terra essas tuas raízes profundas e carregadas de vida.&lt;br /&gt;Matar-te-ia se te retirasse os sonhos , por isso, prefiro morrer...sozinho, perdido, apenas com a tua imagem no pensamento.&lt;br /&gt;Não sonharei que teremos muitos filhos, nem casas, nem luxo, nem sequer imaginarei ter-te a meu lado para o resto da vida, porque por agora bastar-me-ia ter-te aqui, no deserto de mim, onde não há sonhos, não há ambições, não há lutas...onde só existes tu, tu e mais ninguém.&lt;br /&gt;Se vens para o meu mundo, deixa os sonhos do lado de fora da porta, tal como um saco de compras que repousa sobre a tapete da entrada, deixa-os! Porque os sonhos, tal como os sacos de compras são pesados, são demasiado pesados para transportá-los sempre comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-115323765902495678?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/115323765902495678/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=115323765902495678' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/115323765902495678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/115323765902495678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/07/sonhos-teus.html' title='Sonhos Teus'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-115201483687905248</id><published>2006-07-04T13:04:00.000+01:00</published><updated>2006-07-04T13:07:16.896+01:00</updated><title type='text'>Levo-te na alma</title><content type='html'>Eu vou, com asas de sonho, eu vou para longe.&lt;br /&gt;Mas levo as nossas recordações comigo, levo a tua fotografia na minha carteira e o teu sorriso no bolso. Assim será mais fácil sorrir-te, como se nesta folha de papel fosses tu e não apenas o progresso do mundo espelhado na fotografia que trago comigo.&lt;br /&gt;Levo-te, como nas manhãs em que caminhei solitária para o trabalho, sem ti, sem carinho, sem saber onde dormiste nem por que ruas vagueaste.&lt;br /&gt;Só queria que me acordasses quando chegasses a casa, nem que fosse para dizer que estava tudo bem, para depositar um beijo nas minhas faces ainda coradas pelo calor eterno da almofada.&lt;br /&gt;Mas tu não vieste. Nessa noite não vieste.&lt;br /&gt;O nosso filho adormeceu com as minhas histórias, com a minha voz trémula de quem tenta disfarçar a dor e encontrar caminhos no deserto da solidão. E ele perguntou por ti...eu sorri-lhe timidamente e julgando enganá-lo, disse-lhe apenas: Vamos, querido, vai lavar os dentes, já é tarde.&lt;br /&gt;E ele foi. Não voltou a perguntar pelo “papá”, pelo homem que se tornara um desconhecido no seio da sua própria família.&lt;br /&gt;Quantas vezes me perguntara eu o mesmo que o nosso filho, meu amor....quantas?&lt;br /&gt;Por onde andaste? Por onde andaste nas noites frias de Inverno? Por onde andaste quando o teu filho chamou por ti? Por onde? Por onde?&lt;br /&gt;Não sei.&lt;br /&gt;E agora ainda ouves a sua voz? Agora que cresceu, que se fez homem e construiu com as suas mãos os caminhos que se estendem diante do seu olhar.&lt;br /&gt;Mas, hoje, ainda te chama. “Papá, papá....” , na sua voz de homenzinho, e chora timidamente na almofada, finge não sentir aquilo que ambos transportamos no peito: a dor.&lt;br /&gt;A dor de nunca mais poder tocar-te, ouvir-te, sentir-te apertar-nos contra o teu peito.&lt;br /&gt;Nessa noite tu não vieste, tu nunca mais vieste.&lt;br /&gt;E eu não soube dizer-lhe onde estavas, para onde ias, porque não voltavas...não soube. Porque por vezes as mães não sabem tudo.&lt;br /&gt;A vida respondeu-lhe...com o tempo, com o apaziguar da dor, com a saudade.&lt;br /&gt;Sim, ainda hoje a vida sabe dizer-lhe onde estás.&lt;br /&gt;E ele olha-me timidamente, aponta para o céu e sorri, como se ainda estivesses no cimo do nosso telhado a concertar as telhas.&lt;br /&gt;Um dia havemos de escrever a tua história na areia da praia, a água virá e apagará todos os nomes, mas ficará a marca dos nossos dedinhos no coração do mundo, tal como ficaste em nós.&lt;br /&gt;Amor, ainda espero que venhas, que me acordes e me digas que a noite foi terrível, ainda espero que me prometas que no dia seguinte não preciso esperar por ti, porque já lá estarás quando chamar pelo teu nome.&lt;br /&gt;Espero mas não vens, sei que nunca mais vens.&lt;br /&gt;Como naquela noite, como quando o teu corpo esqueceu a vida e sonhou para além dos nossos horizontes...quando eu não sabia onde estavas e morrias afinal sem um adeus, sem um “amo-te” que ficasse para sempre no meu olhar de menina.&lt;br /&gt;Por isso, hoje eu vou, levo o nosso menino pela mão e vou em busca dos sonhos que perdemos quando partiste.&lt;br /&gt;Sei onde estás. Estás aqui...entre mim e ele, no entrelaçar dos nossos dedos, nas batidas compassadas dos nossos corações, estás no meu bolso e na minha alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-115201483687905248?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/115201483687905248/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=115201483687905248' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/115201483687905248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/115201483687905248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/07/levo-te-na-alma.html' title='Levo-te na alma'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-115083816302320426</id><published>2006-06-20T22:14:00.000+01:00</published><updated>2006-06-20T22:16:03.040+01:00</updated><title type='text'>Grito</title><content type='html'>Era menino, porém, não como tantos outros, com toda aquela magia e força de viver que a infância transporta.&lt;br /&gt;Não, ele não.&lt;br /&gt;Menino de cabelos claros e pele negra, queimada do sol, queimada da vida, queimada da fogueira de sentimentos que se cruzavam à sua volta.&lt;br /&gt;Menino que nascera no seio de uma família triste e crescera no berço do desconsolo e da falta de amor, menino de olhos repletos dessa luz e da inquietação do espírito que não vive, sobrevive, da alma que não voa , apenas plana.&lt;br /&gt;Desprovido de sentimentos ele caminhou, fez-se herói pela estrada do mundo, sofrendo a cada dia, escrevendo no caderno da vida as duras páginas do seu destino.&lt;br /&gt;Até aquele dia, ao momento em que sorri e olhando para a minha garrafa de água lhe perguntei: Se esta garrafa fosse uma varinha mágica que transformasse todos os teus sonhos em realidade, que pedirias?&lt;br /&gt;No ar pairou a magia dos meninos, daqueles que teriam pedido mundos...bonecos, carrinhos, cromos de jogadores de futebol, berlindes...mas ele não, ele, fazendo face ao meu sorriso repleto de alegria disse secamente: A morte.&lt;br /&gt;Pedira-me a morte, e eu olhava-o com comoção, apetecia-me abraçá-lo, dizer-lhe que ficaria tudo bem, que o levaria para minha casa e juntos construiríamos um novo mundo para si, um espaço onde só a vida pudesse permanecer, uma alegria em que a tristeza da morte fosse meramente passageira.&lt;br /&gt;Mas, permaneci calada, prisioneira de mim mesma, acorrentada ao sentimento de pena, rancor, ódio e raiva. Mas porquê? Porquê? Porque não crescera aquele menino como crescem tantos outros, no seio de uma família feliz, acarinhado por todos, amado , respeitado, educado pelas duras leis da vida...Porquê? Porque me pedia ele a morte com toda uma vida repleta de sonhos por viver?&lt;br /&gt;Ou será que nesta vida insuportável a morte seria o alívio para todo o sofrimento? Não sei.&lt;br /&gt;Mas ele pediu a morte, um menino de tenra idade pediu o final da vida ainda no seu início.&lt;br /&gt;Apeteceu-me gritar ao mundo, gritar amargamente com a voz daquele menino, gritar ao “Papá” e à “Mamã” que há um filho para criar, uma semente a crescer no jardim da vida, uma semente na qual é preciso fomentar alegria, carinho, orgulho, uma semente forte que um dia será o tronco da árvore do futuro.&lt;br /&gt;E porque não crescera ele como todas as sementinhas do jardim da vida? Porque houve ódio, incompreensão, desprezo, houve alguém que trocou o próprio fruto que gerou pelo desejo de amar e ser amada, alguém que preferiu sorrir ao invés de ver sorrir aqueles que são grande parte de si, alguém que enquando deveria ter-lhe passado a mão pela cabeça e dizer-lhe que ficaria tudo bem, vagueava perdida e vagabunda pelas estradas errantes da vida.&lt;br /&gt;E agora, ali estava o fruto da dor, da dor que mata e fere os corações dos inocentes, e esse fruto era o menino de pele escura e olhos profundos, o menino que perante tanto sonho desejou apenas morrer. Ouviram? Morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-115083816302320426?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/115083816302320426/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=115083816302320426' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/115083816302320426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/115083816302320426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/06/grito.html' title='Grito'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-114988836519992039</id><published>2006-06-09T22:25:00.000+01:00</published><updated>2006-06-09T22:26:05.216+01:00</updated><title type='text'>Ninguém</title><content type='html'>Já não há nomes nesta nossa terra gasta do tempo. Agora apenas a flauta a tocar canções, as mesmas canções que sem precisar de palavras dizem tudo o que há para dizer. Apenas a flauta para me anunciar que ainda estás aí, que o meu vento ainda é o tempo e que o meu olhar ainda é o arco-iris do teu frágil corpo.&lt;br /&gt;Mas também eu já não tenho nome, está gasto...do tempo, do uso, do tanto chamar pelos corredores infinitos da vida, gasto como as palavras, inútil como trapos velhos arruínados pelo tempo.&lt;br /&gt;Por isso, se me quiseres chamar, chama-me com tudo aquilo que tens dentro desse peito, ouvir-te-ei. Não precisamos das palavras que nos definem, que nos rotulam, que nos identificam, por que nós somos a essência, o perfume, o sentir que transportamos connosco.&lt;br /&gt;Por isso, ainda que eu seja ninguém, chama-me, chama-me como se chamasses o tempo, a vida ou a felicidade.&lt;br /&gt;Perdémos os nomes pela rua...Sim, eu sei que os perdémos mas não deixámos de ser quem somos, de amar, de viver... E hoje não faria diferente daquela noite, hoje, deixá-los-ia exactamente onde ficaram...no tempo que os levou pelo imenso céu da vida.&lt;br /&gt;Não chamas por mim. mas ouço-te, do fundo da montanha do meu ser é a tua voz que ecoa nos vales da minha solidão, nas planícies douradas da saudade. È a tua voz que me chama, e eu vou. Não conheço os caminhos, perco-me, torno-me vagabunda e entrego-me ao mundo, mas vou, sigo a tua voz e vou onde ela me levar.&lt;br /&gt;Chamam-me. Esqueço. Quem sou eu? Quem julgaste que eu era? Sou pena levada pelo vento, sou sorriso no teu rosto, sou poesia dentro de ti, sou luz na tua imensa escuridão, sou.&lt;br /&gt;Sou apenas eu, sem um nome, sem um destino, sem uma vida. Sou. Será que isso não basta? Houve tantos que nem souberam ser, que hoje entendo que há mundo dentro de mim, há avenidas iluminadas e luzes ao final da estrada, há algo que me mantêm viva e me afasta da loucura desses dias que te consomem.&lt;br /&gt;Não preciso de nome, cresci naquilo que sou, com os erros, com as loucuras, também com as escolhas acertadas pela vida fora. Talvez outros digam que consegui ser alguém, mas eu hei-de ser sempre apenas a menina que baila com os sonhos, que sorri, que também chora... E quando me perguntares o meu nome, hei-de permanecer no silêncio, o silêncio de quem não tem nome, o silêncio que te dirá quem sou.&lt;br /&gt;Ninguém.&lt;br /&gt;Quem sabe seja isso mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-114988836519992039?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/114988836519992039/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=114988836519992039' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/114988836519992039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/114988836519992039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/06/ningum.html' title='Ninguém'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-114928223911309426</id><published>2006-06-02T22:02:00.000+01:00</published><updated>2006-06-02T22:03:59.126+01:00</updated><title type='text'>Alma Nua</title><content type='html'>Talvez tivesses razão... Perdi a alma, perdi a roupa da alma que me vestia de sentimentos e me deixava tão nua perante o teu olhar. &lt;br /&gt;Na vida é assim, perdemos tudo, perdemos os abraços, os beijos, o carinho, o amor, perdemos o ódio e a revolta, perdemos, perdemos...E tu sabes que perdemos. &lt;br /&gt;Porém, hoje sigo nua pela estrada como uma vagabunda, não tenho roupas nem amor, não te tenho a ti, afinal apenas isto diria tudo. &lt;br /&gt;Caminho rumo à vida, aquela que não escolhi, a que tu me indicaste com o dedinho frágil da tua mão trémula e eu simplesmente segui, confiante, decidida, apenas tua. Como costumavas dizer: Para sempre tua. &lt;br /&gt;E perdi o rumo da minha própria vida...anulei as minhas escolhas para ceder às tuas, odiei o outrora amado, sorri ao invés de chorar, amei-te, amei-te e morri. &lt;br /&gt;Morri no fundo do meu ser, despi a minha alma e deixei-a abandonada no cais das nossas vidas, embarquei no teu navio que prometia mundos e no final não me levou além do que já conhecia. &lt;br /&gt;Sonhei coisas bonitas, como sonham as meninas, porque a teu lado eu seria eternamente uma menina. &lt;br /&gt;Os nossos caminhos distanciaram-se, dissémos um ao outro que o amor morreu e ambos baixámos as nossas cabeças por sabermos que isso nunca seria possível. &lt;br /&gt;Mas eu fui, eu fui e tu foste. Fomos aos nossos mundos, descobrimos a essência da vida, tocámos suavemente a liberdade e ganhámos asas de seda para voar no plano infinito dos nossos brilhantes olhos.&lt;br /&gt;Mas, hoje, sozinha desço e subo a avenida, a nossa avenida. Sozinha, como na primeira vez, quando nos conhecemos, quando me disseste o teu nome que nunca mais esqueci. Continuo perdida, com asas, mas perdida por não saber para onde voar, porque a minha alma já não voa, plana. &lt;br /&gt;Diz-me que nunca mais voltas, então dir-te-ei que venhas esta noite, que aqueças o meu coração com os sentimentos que te atravessam, perdir-te-ei que me vistas a alma. Quando vens? Vens?&lt;br /&gt;Traz a última réstia de sol do dia para a escuridão da minha noite, traz o calor do teu quarto para as minhas noites frias e vazias, traz a alegria do teu peito e enche a minha casa, pinta as paredes de luz porque elas só já sabem chorar. &lt;br /&gt;Por fim, traz sentimentos, porque talvez eu os tenha perdido com a dureza da vida.&lt;br /&gt; Quem sabe se ainda será possível sonhar neste labirinto perdido de sonhos? Eu sei e tu sabes, por isso, vem. &lt;br /&gt;Vem com aquilo que és, com o que transportas para o palco da vida, vem e não digas mais nada, sorri apenas. &lt;br /&gt;O teu sorriso será o renascer,  será abrigo para as tempestades e roupa para a alma nua. Ouviste? Nua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-114928223911309426?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/114928223911309426/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=114928223911309426' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/114928223911309426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/114928223911309426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/06/alma-nua.html' title='Alma Nua'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-114885026085956692</id><published>2006-05-28T22:04:00.000+01:00</published><updated>2006-05-28T22:04:20.876+01:00</updated><title type='text'>Feliz Inocência</title><content type='html'>Eu era feliz e não sabia.&lt;br /&gt;Quando o céu se pintava eternamente de azul e a vida parecia estar em cada uma das estrelas que me acompanhavam pelo mundo, quando os pássaros traziam nos seus bicos a magia de mais um dia, quando eu sorria e não sabia ao certo porque sorria…eu era feliz.&lt;br /&gt;Todas as coisas chamavam por mim e eu sorria…vagabunda, sonhadora, menina… sorria e via nas coisas tristes alguma felicidade, nas pétalas de cada flor a essência do meu próprio ser.&lt;br /&gt;E dizia que a felicidade não se atinge, dizia que ser feliz é sorrir, apenas isso. Na verdade, era apenas isso, sorrir e transportar o mundo na palma da mão.&lt;br /&gt;Por vezes as pessoas ganhavam dimensões dentro de mim, tornavam-se pesadas de mais para que as transportasse nos meus braços, então, levava-as no coração.&lt;br /&gt;E ainda que eu não fosse feliz todos os dias, tinha em mim uma réstia de todos aqueles que pela vida fora conheceram a felicidade. Era um pouco do seu sorriso, da sua gargalhada, do seu ânimo, da sua força de viver.&lt;br /&gt;Na planta da felicidade fui raiz, caule e flor, também dei os meus frutos, os nossos frutos.&lt;br /&gt;Porém, a felicidade esteve perto de mais e quando isso acontece revelamo-nos quase sempre incapazes de agarrá-la, de compreendê-la, de conseguir dizer que somos felizes, sem medo de o fazer.&lt;br /&gt;Mas, é nesses breves instantes que a nossa inocência de meninos que buscam toda a vida um ideal se cobre do nevoeiro das manhãs frias e nos mostra que há dias felizes e horas inesquecíveis.&lt;br /&gt;Hoje sei.&lt;br /&gt;Quando a felicidade parte sabemos que a tivemos nas mãos e deixamo-la escapar, porque fica apenas o seu rasto, a sua marca profunda naquilo que somos, o seu cheiro entranhado nas nossas roupas, a sua tatuagem nos nossos corpos e o desenho inesquecível nos corações.&lt;br /&gt;Então, abrimos a janela e chamamos por ela.&lt;br /&gt;Mas ela não vem, ela nunca vem.&lt;br /&gt;Buscamo-la nos sítios errados quando, afinal, a temos tão perto, abrimos a janela e gritamos, quando basta apenas abrir a porta dos nossos corações e deixá-la entrar.&lt;br /&gt;Hoje, ficou em mim.&lt;br /&gt;Ficou o seu sorriso que é o meu, o sorriso que não esqueci.&lt;br /&gt;Deixou-me ainda as palavras, as que me guiam pelo mundo e são a estrela que me permite alcançar o horizonte. Onde eu não estou as palavras encontram-me, recriam-me, fazem-me mulher, porque as mulheres fazem-se aos poucos.&lt;br /&gt;Por isso, acredito que com tudo aquilo que ficou ainda é possível encontrar dentro de mim a pessoa que sonhou, que sorriu, que lutou e que venceu. Talvez eu ainda seja feliz e continue sem sabê-lo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-114885026085956692?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/114885026085956692/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=114885026085956692' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/114885026085956692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/114885026085956692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/05/feliz-inocncia.html' title='Feliz Inocência'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-114701486208047735</id><published>2006-05-07T16:13:00.000+01:00</published><updated>2006-05-28T21:52:36.090+01:00</updated><title type='text'>Fiquei</title><content type='html'>Não chorei. Saíste a correr e eu fiquei, perdida, triste, magoada, fiquei apenas mulher sentada à mesa onde conversámos. Fiquei com os sonhos, com os planos do nosso futuro, com as palavras que me deixaste, com a mágoa que semeaste no meu coração.&lt;br /&gt;Permaneci calada enquanto a dor escreveu dentro de mim a nossa história, depois, abri esse livro e li as suas páginas, uma a uma, como quem vê o final se aproximar e deseja que para além daquelas páginas existam outras escondidas algures sobre o imenso dossier da vida. Esperei encontrar as desejadas páginas, busquei-as por toda a parte, toquei infinitas vezes nas palavras escritas esperando que se multiplicassem, que escrevessem novas histórias em que voltássemos a ser os protagonistas, esperei, esperei e morri.&lt;br /&gt;Morri nessas páginas em que o nosso amor foi sepultado. Mas não chorei, não te pedi que voltasses, não te liguei, não te procurei. Fiquei apenas eu, eu e a dor que se sepultou no meu peito.&lt;br /&gt;Quando a manhã se estendeu perante o meu olhar estiquei o braço na esperança de voltar a encontrar-te no espaço vazio, na ténue alegria de poder voltar a tocar-te e a sentir-te, na terna ilusão de voltar a ter-te a meu lado. Procurei-te nos objectos que ainda restaram da tua presença, porque as pessoas partem, os objectos não.&lt;br /&gt;Mas não chorei. Contive as lágrimas e guardei as palavras que poderia ter-te dito nessa manhã de Setembro, guardei-as na caixinha do nosso amor, por isso, se ainda tiveres a chave e quiseres abri-la, fá-lo com cuidado para que não as deixes escapar por entre os teus dedos fugidios e vagabundos.&lt;br /&gt;Quando a noite se aproximou, abri o guarda-fatos e olhei-me ao espelho, imaginei-te olhando-me também e na minha imagem surgiu o teu reflexo, a tua luz, a tua beleza dentro daquilo que sou. E vi-te uma vez mais. Estavas vestido de forma informal, tinhas nos olhos um brilho especial, como duas candeias na escuridão da minha noite. Chamaste-me. Eu fiquei, sentada na minha cama, como uma pobre menina que devaneia constantemente e já não distingue a recordação da realidade.&lt;br /&gt;Chamaste-me e eu fiquei. Ouviste?&lt;br /&gt;Não fingi que já não precisava de ti, mentiria se o dissesse, não disse que não me fazias falta, não afiancei que os meus olhos já não te procuravam na imensidão desta casa vazia. Não! Apenas fiquei. Fiquei porque não tinha o direito de ir e magoar-me uma vez mais, fiquei porque o meu amor é demasiado para tão pouco carinho, fiquei porque o coração me disse que a recordação é a mais bela coisa da vida, fiquei para não construir outros mundos e vê-los ruir diante dos meus olhos.&lt;br /&gt;Enquanto vagueaste como um louco eu fiquei sentada na escuridão do meu quarto e ouvi-me, ouvi a voz que há dentro de mim, a voz que me disse que erguesse a cabeça e guardasse no coração o melhor de nós.&lt;br /&gt;Fi-lo, fá-lo-ei para sempre, mas recuso-me a chorar e a procurar-te por aí quando afinal a recordação do nosso amor é tudo aquilo que resta de ti em mim.&lt;br /&gt;Por isso, saíste e eu fiquei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-114701486208047735?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/114701486208047735/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=114701486208047735' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/114701486208047735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/114701486208047735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/05/fiquei.html' title='Fiquei'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-114522877666024046</id><published>2006-04-16T23:59:00.000+01:00</published><updated>2006-04-17T00:06:16.663+01:00</updated><title type='text'>Diz-me tu</title><content type='html'>Errei. Fi-lo inocentemente, levando o teu coração na minha mão sem saber ao certo que rumo seguir. Agora, queria pedir-te desculpa, mas as palavras são poucas e sobram-me coisas para te dizer, os sentimentos espalhados pelo meu coração anseiam saltitar para os teus sentidos e cantar-te belas canções, de amizade, de amor, de alegria.&lt;br /&gt;Mas, o teu rosto magoado impede-me de sorrir, de fazer as loucuras de sempre…Porquê? Porque partiste deste nosso mundo e me deixaste sozinha pelas ruas do sentimento? Vem ter comigo, diz-me onde errei, guia-me pelo mundo, sê a minha bússola enquanto eu te guio pelo mapa da vida.&lt;br /&gt;Deixa-me chegar até ti…ao coração distante, ao menino doce que descobri por detrás da faceta de vilão, à amizade que julguei eterna. Vamos…deixa-me entrar suavemente em ti, como na primeira vez, deixa-me entrelaçar os teus dedos nos meus e mostrar-te um pouco do mundo. Ou será que não me queres mais? A nossa amizade ter-se-á perdido no sentimento magoado que persiste?&lt;br /&gt;Desculpa se errei, se julguei erradamente aqueles que mais amas, se estive longe quando deveria estar perto, se te repreendi quando deveria ter-te passado a mão pela cabeça…&lt;br /&gt;Porém isso jamais poderia mudar algo…Será que não entendes que serás para sempre o miúdo mimado que eu detesto mas sem o qual não consigo viver? Será que não percebes que devo mostrar-te o caminho certo quando segues pela estrada errada? Fá-lo-ei sempre por amor, por carinho, por respeito.&lt;br /&gt;Ou queres perder-te neste deserto de vida? Queres seguir as tabuletas erradas e vagueares como um louco pelo caminho que te resta percorrer?&lt;br /&gt;A escolha é tua, porque independentemente de tudo eu estarei sempre a teu lado, para te amar, te proteger, te sorrir mesmo quando o teu rosto sisudo se recusa a devolver-me a alegria com que ouso enfrentar-te.&lt;br /&gt;Perdoa-me pelas vezes que julgo tudo saber, pelos meus erros de menina, pelo egoísmo… Mas ao menos perdoa-me, fala, sorri, chora, inova…Não permaneças escravo da dor que se encerra no peito e se espelha nas faces…extravasa o sentir, o viver, o amar… Abre as tuas páginas soltas e agastadas do tempo, feridas pela vida…deixa-me ler esse bonito livro que és.&lt;br /&gt;Peço-te apenas que não permitas que o ressentimento vença esta batalha, porque eu estarei na fileira da frente a lutar pelo amor, levarei nas faces a alegria dos bonitos dias que passámos e junto ao peito a nossa fotografia… a imagem de loucos que sorriram, que venceram, que amaram, que jamais permitirão que se perca aquilo que de melhor a vida lhes proporcionou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-114522877666024046?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/114522877666024046/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=114522877666024046' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/114522877666024046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/114522877666024046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/04/diz-me-tu.html' title='Diz-me tu'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-114522829212499497</id><published>2006-04-16T23:57:00.000+01:00</published><updated>2006-04-16T23:58:12.136+01:00</updated><title type='text'>Não esqueci</title><content type='html'>Não mentirei.&lt;br /&gt;Porquê enganar-me? Sei que quando olhar adiante ninguém vai lá estar, serei apenas eu. Eu e o que restou de vós em mim. Eu e as minhas recordações tolas de quem um dia disse que não esqueceria, eu e as minhas loucuras que agora me transformaram numa louca perdida longe da dimensão desse nosso viver, eu e os sentimentos que me acompanham, eu e os rostos que ainda não se perderam na minha memória.&lt;br /&gt;E recordarei as nossas conversas, os nossos medos e as nossas incertezas, voltarei a gritar como uma menina que chama por vós, a sentir medo como sentimos, a duvidar e a procurar resposta para as minhas dúvidas tal como procurámos. E voltarei a ver-vos diante dos meus olhinhos radiantes, como se eu fosse novamente a criança e pudesse abraçar-vos a todos. Mas, são minutos efémeros, perdidos, tristes e desamparados na minha memória fria arrastada por um sopro do coração. Apenas minutos repletos daquele amor e daquela inocência que julguei eternos. Porém, a eternidade perdeu-se quando a vida nos cortou os caminhos, nos guiou por diferentes rotas.&lt;br /&gt;E eu deixei que ela vos levasse sem lhe fazer frente, deixei-a vencer, tal como um doente incapaz de enfrentar a própria doença. Resignei-me acreditando que seria possível esquecer a saudade, o amor, os laços que nos uniam. Na verdade, tudo não passou de uma ilusão. Menti. A mim mesma e a todos vós.&lt;br /&gt;Porque, na verdade, não esqueci nada, nem a saudade, nem as alegrias que partilhámos, nem os momentos em que desejei ter-vos novamente a meu lado. Não esqueci que o amor se perde, que também cai em esquecimento. Não esqueci o momento em que partimos; devagar porque aqueles minutos pareceram anos, ridículos porque o amor torna-nos simplesmente ridículos.&lt;br /&gt;Saímos a correr por entre a neblina da manhã que nos cobriu os rostos de um nevoeiro de saudade e nostalgia, partimos e dissemos: «Esperemos que nos voltemos a encontrar» e todos baixámos a cabeça por sabermos que esse momento não existiria. Despedimo-nos, os nossos passos levaram-nos pelos caminhos da vida e os nossos corações ficaram para sempre presos aquele momento, aquela mentira, ao engano cego a que a alma se propôs.&lt;br /&gt;E hoje eu estou aqui…sozinha recordando-nos, revivendo-nos no meu imenso mar de solidão e vazio, no meu pássaro que perdeu as asas para voar, as asas do sonho, do nosso sonho… Talvez ainda estejam perdidas por aqui, nos cantos que percorremos, nas palavras que dissemos, nos papéis que escrevemos, talvez não seja tarde ainda para buscá-las e reaprender a voar, talvez não seja demasiado tarde para voltar a acreditar na nossa mentira, talvez possa ouvir novamente as nossas músicas e buscar a terra distante em que existimos, em que nos despedimos sem sequer imaginar que jamais voltaríamos a ver-nos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-114522829212499497?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/114522829212499497/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=114522829212499497' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/114522829212499497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/114522829212499497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/04/no-esqueci.html' title='Não esqueci'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-114409790088484933</id><published>2006-04-03T21:55:00.000+01:00</published><updated>2006-04-03T21:58:22.363+01:00</updated><title type='text'>Espiga</title><content type='html'>Não quero que pares, que te sintas perdido, que o teu corpo repouse tristemente sem saber para que lugar ir.&lt;br /&gt;Não quero que deixes de sonhar nunca, ouviste? Não quero.&lt;br /&gt;Por isso não te retiro as asas do sonho quando eu sei que ainda podes voar tão alto, não te digo que não há infinito quando também os meus olhos o alcançam ávidos de atingi-lo, não te digo que a estrada acabará quando a minha vontade de persegui-la continua firme contrariando as nossas fraquezas.&lt;br /&gt;Prometo. Não deixarei que a tua estrada se acabe, tal como uma folha de papel quando chega ao fim… Prometo-te que correrei ao armário mais próximo para buscar a próxima antes que a imaginação se perca nas ruas da minha incerteza, correrei para buscar outra estrada para ti, para o teu destino, para os caminhos do mundo que tantas vezes se cruzam com os nossos.&lt;br /&gt;Encarregar-me-ei que o final da estrada te pareça sempre eternamente distante e que exista sempre na tua alma ânimo para prosseguir até ao fim.&lt;br /&gt;Lutando para sorrir, lutando para enfrentar as tempestades da vida, lutando para te tornares mais forte, tal como o tronco de um castanheiro.&lt;br /&gt;Lutando para que as tuas pernas tenham sempre forças para desbravar o caminho adiante e sublimar os obstáculos que se avizinham, lutando para que as tuas mãos possam agarrar o mundo e não mais deixá-lo escapar, lutando para que os teus olhos vejam coisas bonitas e o teu coração sinta o que é amar, lutando para afastar-te da miséria, da guerra, do ódio, da dor.&lt;br /&gt;Primeiramente, aprenderás o quanto é belo o mundo, trabalharás arduamente com a tua inteligência, depois, o teu corpo ainda franzino enfrentará as coisas ás quais nos habituámos a chamar de “coisas más” e as tuas mãos abraçarão a espada do futuro, não a espada que mata, mas a espada que luta, que defende, que espalha talento pelo mundo. Mas, antes terás de aprender a usar a inteligência para que a tua espada não fira outros corpos magoados pela tua ambição desmedida.&lt;br /&gt;Farás as tuas lutas, travarás as tuas batalhas, e eu estarei aqui para te ver, sempre… Como naquele dia no teatro, como quando pensavas que eu não estava lá e me escondia afinal atrás da cortina para que não ficasses nervoso.&lt;br /&gt;Lembra-te sempre, por mais batalhas que traves, quer as venças ou saias derrotado, as mais importantes travam-se interiormente, entre nós e aquilo que somos.&lt;br /&gt;Não magoes, meu amor, não faças uso daquilo que jamais quis que aprendesses a usar. Sê feliz longe de todas aquelas coisas que julgam tornar o homem feliz mas afinal o tornam cada vez mais pequeno e inútil.&lt;br /&gt;Cresce…nunca te recuses a crescer, nunca o encares como uma crítica, nem nunca penses já ter crescido o suficiente porque crescerás até morrer.&lt;br /&gt;Eu ainda cresço todos os dias, porque não crescerias tu minha pequena semente dourada que despontou do meu campo de trigo?&lt;br /&gt;Cresce contigo, cresce com as asneiras, com as críticas, cresce com a vida porque se não for ela mesma ninguém mais poderá ensinar-te a tornares-te grande, dia após dia.&lt;br /&gt;Vamos! Leva contigo os dias, as noites, os sorrisos, a meninice que te engrandece…leva contigo aquilo que sou, pois para onde quer que vá levar-te-ei no coração e ver-te-ei colher as plantas que um dia eu semeei quando te trazia no leito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-114409790088484933?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/114409790088484933/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=114409790088484933' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/114409790088484933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/114409790088484933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/04/espiga.html' title='Espiga'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-114297895564725700</id><published>2006-03-21T21:50:00.000Z</published><updated>2006-03-21T22:09:15.666Z</updated><title type='text'>Nas pisadas da noite</title><content type='html'>Nas pisadas da noite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas pisadas da noite encontraram o dia.&lt;br /&gt;Eram robustos, lutadores, aguerridos, orgulhosos, ambiciosos, eram a ponta da lança pronta a atacar o inimigo, a estrela a despontar nos céus, o sorriso no rosto dos mais sisudos. Vestiam-se humildemente e no coração levavam o amor e o respeito que lhes fora incutido desde crianças. Muitos quiseram impedi-los de ir além, de atingir o caminho que os grandes percorreram, quiseram cortar-lhes as asas quando eles ainda tinham tanto espaço livre para voar. Mas eles continuaram a perseguir os seus sonhos, como fiéis heróis em busca de um ideal, como trepadores de montanhas que esboçam um tímido sorriso ao chegar ao cume. Como eles próprios, como vieram ao mundo, com a mesma pureza, inocência e bondade com que respiraram a primeira lufada de ar fresco.&lt;br /&gt;Porém, o caminho revelou-se sinuoso, o mundo insistiu em mostrar-lhes a sua pequeneza perante a imensidão.&lt;br /&gt;Inconformados choraram. Porque as suas roupas esfarrapadas jamais revelariam o conteúdo dos sentimentos que lhes enchiam o coração, choraram porque as lágrimas jamais seriam sinal de fraqueza, afinal fora com elas que aprenderam a crescer e a seguir novos rumos.&lt;br /&gt;E nas pisadas da noite encontraram o dia.&lt;br /&gt;Ainda que a luz fosse fraca souberam encontrá-la na dura escuridão, ainda que os sentimentos de pouco valessem eles souberam sentir, ousaram sentir.&lt;br /&gt;As suas roupas continuaram pobres, tristes, sujas porém os seus corações limpos conseguiram ensinar ao mundo a lição do verdadeiro amor. Muitos lhes chamaram vagabundos ao passar pelas ruas, no entanto, outros tantos  olharam-nos como heróis oferecendo-lhes o seu próprio sentir. E as janelas dos seus rostos abriram-se para o mundo, abraçaram-no sem pudor, sorriram, porque do sorriso nasce a alegria patente em cada gesto.&lt;br /&gt;A lua iluminou as suas noites mais frias em busca de um mundo diferente… não um mundo melhor (tornara-se banal pedi-lo), porém um mundo diferente, um mundo com os mesmos homens de hoje mas capazes de construir um amanhã diferente. Talvez um mundo sem dor, sem ódio, sem raiva, sem luxo, sem injustiça, talvez…&lt;br /&gt;E o sol acolheu os seus sorrisos perdidos no horizonte, os sorrisos de quem despertou mais um dia e ambicionou torná-lo maior que todos os outros, mais repleto de vida, de cor, de magia.&lt;br /&gt;Por isso, hoje não seremos apenas nós, mas também estas duas estrelinhas perdidas na imensidão do Universo que cantam connosco o hino da nossa alegria de viver.&lt;br /&gt;Na verdade, afinal também nós encontrámos nas suas pisadas da noite o rumo do nosso dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-114297895564725700?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/114297895564725700/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=114297895564725700' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/114297895564725700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/114297895564725700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/03/nas-pisadas-da-noite.html' title='Nas pisadas da noite'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-114194458536549462</id><published>2006-03-09T22:39:00.000Z</published><updated>2006-03-09T22:49:45.386Z</updated><title type='text'>No aeroporto da minha alma</title><content type='html'>No aeroporto da minha alma aterram as alegrias e as tristezas, os sonhos e as desilusões, a loucura e a falta dela.&lt;br /&gt;E as luzes do meu espírito continuam a brilhar, para que o próximo avião carregado de sonhos e repleto de coragem não perca a sua rota, não desvie o seu caminho nem por um segundo. Em terra, os sentimentos gesticulam, gritam, desesperam por vezes, mas, na aterragem tudo é serenidade, paz, alívio, apenas o barulho ensurdecedor dos motores, símbolo da força dos meus sonhos que continua a preencher as horas vazias deste coração. Os passageiros entram e saem, como vagabundos, como viajantes da última carruagem desse comboio da vida. Alguns perdem-se na complexidade das coisas, outros seguem perdidos e acabam por encontrar o seu destino final.&lt;br /&gt;Por isso, as minhas bagagens estão feitas, estou pronta para partir.&lt;br /&gt;Comigo levo as folhas de papel e a caneta, levo tudo aquilo que me basta para ser feliz!&lt;br /&gt;Aceno lá do fundo àqueles que me conduzem até aos sonhos mas optam por ficar na porta de embarque esperando que a minha alma volte.&lt;br /&gt;O aeroporto cheio de gente saúda aqueles que embarcam para o novo sonho, a nova aventura de viver, com as lágrimas nos olhos, tocam-lhes pela última vez e dizem… Até um dia…&lt;br /&gt;Até ao dia em que o aeroporto da minha alma for pequeno demais para tanto sonho, até ao dia em que voltarei a brilhar, até ao dia em que voltarei a abraçar esses corpos cansados da expectativa, enquanto que o meu continua a procurá-la por todos os lugares.&lt;br /&gt;Mas vocês continuam a acompanhar-me em todas as viagens da minha alma, ainda que vos faltem as forças e vos sobeje a experiência, conduzem-me até ao destino, como se de uma menina frágil me tratasse, como se com o derradeiro olhar me dissessem: «Vai correr tudo bem».&lt;br /&gt;Depois, eu vou por aí, por esse mundo fora, descobrir aquilo que vocês já descobriram, cometer os erros que cometeram, sorrir tal como sorriram… Regressar tal como regressaram, com a alegria nos braços, transportando-a cuidadosamente como se de um bebé se tratasse.&lt;br /&gt;E no regresso o meu rosto extenuado esboça o sorriso de sempre, então caminham até mim, beijam-me e abraçam-me, depois voltamos ao nosso mundo, à realidade que nos abraça a cada lufada de ar fresco…&lt;br /&gt;O aeroporto da minha alma fica novamente vazio, desprovido de ânsia, de nervosismo, de cor, de luz, de magia…até ao próximo voo, até ao próximo sorriso nas asas do vento…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-114194458536549462?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/114194458536549462/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=114194458536549462' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/114194458536549462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/114194458536549462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/03/no-aeroporto-da-minha-alma.html' title='No aeroporto da minha alma'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-114021964101578126</id><published>2006-02-17T23:34:00.000Z</published><updated>2006-02-17T23:40:41.100Z</updated><title type='text'>Algo em alguém</title><content type='html'>Dentro de mim a noite parece escrever palavras confusas nas folhas soltas e velhas do meu coração. Mas essas, são palavras invisíveis, palavras que apenas tu entendes, que apenas tu lês. São sentimentos perdidos de quem já nem sabe o que é sentir.              &lt;br /&gt;Diz-me … será que ainda sinto? Ou abandonei por completo o meu corpo por não poder mais tocar o teu? Agora sou uma analfabeta incapaz de ler o teu pensamento, o teu corpo, o teu olhar, o teu sonho que morreu na minha face manchada pela derrota. E a noite volta a trazer-te para dentro de mim quando ainda nem sequer partiste… traz a tua face ingénua e pura, os teus olhinhos brilhantes fitando o Universo de magia e cor, os teus braços hábeis que agarram todas as coisas e as transformam nos mais bonitos momentos… Eu insisto que ainda é possível, mesmo que saiba que não, os teus olhos continuam a dizer-me que em ti existirá sempre um sim, o teu coração será eternamente o poço fechado onde me afogarei. E quando o mundo morrer eu ficarei viva para saber que ainda estás aqui: no meu peito, nas letrinhas que desenho na folha de papel, nos pedaços de madeira que ardem estridentemente na lareira da nossa juventude.&lt;br /&gt;A minha saudade queima as tuas cartas, deseja tê-las longe, mas, ainda que as tuas palavras pareçam morrer no fogo, ainda que eu as mate, sei que elas jamais poderão extinguir-se dentro de mim.&lt;br /&gt;Mesmo que as minhas roupas estejam perfumadas hei-de sempre sentir o odor do teu tabaco contagiando todas as partes do meu corpo, mesmo que não estejas, imaginar-te-ei sentado junto da lareira contando-me pequenas histórias da vida.&lt;br /&gt;Permanecerás. Sobre o tempo, sobre as coisas mórbidas, sobre os olhares, sobre as crianças que brincam no jardim… Ainda bem que falamos nelas…&lt;br /&gt;Sabes quem são?&lt;br /&gt;São teus filhos…filhos do amor, da compreensão, da luta, da força, do orgulho, da convicção, da loucura, da magia que transportaste para dentro de mim.&lt;br /&gt;Olha por eles…dá-lhes a mão já que serás incapaz de voltar a entrelaçar os teus dedos nos meus.&lt;br /&gt;Vamos…vai vê-los sorrir… afinal, têm o teu sorriso, o abrir do mundo naqueles dentinhos de leite que se escondem por detrás da boca pequenina de lábios encarnados. Sorriem como tu, como sorriste nas noites de amor, nos dias perfeitos em que julgámos contornar a imperfeição. Mas, foi impossível, sabe-lo como eu… e eles que brincam no jardim são um símbolo disso mesmo, da nossa imperfeição. Da nossa incapacidade de amar, de sonhar, de sorrir mesmo quando nos apeteceu chorar.&lt;br /&gt;Mas não me arrependo, porque eles são aquilo que sou, aquilo que somos, o que tu também és…são as palavras invisíveis dessa folha de papel que insisto em queimar todos os dias, são os laços inquebráveis que ainda nos unem, são os sentimentos que jamais morrerão…eles, amor, eles são o mundo…toca-lhes e voarás…ama-os e voltarás a sentir o que o amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-114021964101578126?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/114021964101578126/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=114021964101578126' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/114021964101578126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/114021964101578126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/02/algo-em-algum.html' title='Algo em alguém'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-113987048254746162</id><published>2006-02-13T22:06:00.000Z</published><updated>2006-02-13T22:41:22.740Z</updated><title type='text'>Força</title><content type='html'>Que tens nessa alma?&lt;br /&gt;Uma força imensa, uma capacidade de superar todos os obstáculos, de sorrir mesmo quando apetece chorar…&lt;br /&gt;Enfrentaste sozinha as maiores tempestades e o teu barco continua firme sobre as imperiosas ondas da vida. No silêncio e na solidão do teu quarto encontras soluções, caminhos para delinear a tua vida, caminhos certos, caminhos de quem ousa sentir e não vive apenas por viver.&lt;br /&gt;Porque essa força que impera no teu sorriso é o espelho do que vai nesse coração cintilante, nessas palavras que sem nada transmitir poderiam conter o mundo apenas na tua expressão apaixonada.&lt;br /&gt;Tu és a flor… A que sofre devido à maldade dos humanos e continua a perfumar a mão que lhe retira vida, a que perdida na imensidão do espaço se destaca pelo seu brilho, pelas suas fortes raízes, pelo seu sorrir, pelo seu olhar…&lt;br /&gt;Mas que força exubera desse nobre coração? Esse coração que sente, que vive, que sorri e que chora.&lt;br /&gt;A vida ensinou-te a crescer, independente, feliz, sozinha na imensidão do mundo que parecia querer devorar-te…e tu cresceste, lutaste pela tua independência e venceste, ensinaste ao mundo que bastava força para vingar, para ser feliz. E quando a vida te impôs obstáculos, tu sorriste novamente, agarraste essa força que transportas no peito e seguiste adiante.&lt;br /&gt;Caíste mas ergueste-te, tal como um anjo que perdeu as asas e anseia voltar a voar.&lt;br /&gt;Sofreste. Mas nunca deixaste que o sofrimento manchasse os bonitos sentimentos da alma, esses mantiveste-os fiéis e intactos perante a ameaça da dor que nos mata os sentidos.&lt;br /&gt; Quando todos esperaríamos a teimosa lágrima que teimava em descer-te das faces ofereceste-nos a força que nos faltou em momentos cruciais. Nós que tínhamos todos os motivos para sorrir, permanecemos quietos e calados, tristes e inconformados perante a tua dor, mas tu voltaste, repleta de forças e ensinaste-nos mais uma vez a sorrir, mesmo quando as forças te faltavam e a alegria não sobejava no humilde coração.&lt;br /&gt;Mas a tua força levou-nos além…Mostrou-nos que tínhamos de ser capazes em todos os momentos, fossem eles de alegria ou dor.&lt;br /&gt;E com os teus sorrisos foste-nos ensinando a crescer… Com a tua força guiaste-nos para a difícil guerra da vida e lutaste connosco lado a lado, como se de irmãos nos tratássemos….&lt;br /&gt;Curaste as nossas feridas e com convicção prosseguimos a luta…. A sorrir, sempre a sorrir. Força no coração, humildade nas faces e um imenso caminho a preencher.&lt;br /&gt;Depois… o caminho para casa, o doloroso destino que tivemos de percorrer sozinhos, porque tu, tu já lá não estavas, apenas a tua força nos guiou pelo mundo fora como bússola que orientou as coordenadas dos nossos frágeis corpos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-113987048254746162?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/113987048254746162/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=113987048254746162' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/113987048254746162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/113987048254746162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/02/fora.html' title='Força'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-113915047910263620</id><published>2006-02-05T14:39:00.000Z</published><updated>2006-02-05T14:44:19.223Z</updated><title type='text'>Antes de Partir</title><content type='html'>Beijo-te antes de partires.&lt;br /&gt;Não sei se voltarei a ver-te, se os meus olhos se cruzarão com os teus no atribulado cais da vida, se a minha alma se juntará à tua para mais uma divagação, se o meu coração se partirá antes que venhas consertá-lo. Não sei.&lt;br /&gt;Mas, não choro, não sofro, apenas vivo nessa recordação que parece guiar os meus passos pela noite escura.&lt;br /&gt;Talvez seja a última…Talvez…Ou quem sabe não será?&lt;br /&gt;Lá vens tu com a tua voz penetrante, acusando-me de tristeza, de semear no teu coração a ansiedade da perda, da morte, do fim de todas as coisas… Trazes nas mãos a alegria de viver, nos olhos o brilho da vida, pois tu sabes o que isso é, eu talvez não o saiba, por isso falo tantas vezes de morte.&lt;br /&gt;Porque tenho medo de perder-te, que os meus olhos não contemplem mais essa figura que me habituei a amar, tenho receio que vás para longe e te esqueças da menina que ensinaste a crescer.&lt;br /&gt;Trazes os livros amontoados nas mãos calejadas pela caneta, um lápis na mão direita disposto a assinalar os meus erros na senda da vida, um sorriso nos lábios, uma alegria no coração que apenas com palavras jamais conseguirei expressar.&lt;br /&gt;Convido-te a ficares comigo mais alguns instantes, mas insistes em partir, outros precisam de ti. Tenho de aprender a deixar de lado o egoísmo, tenho de aprender que a tua grandeza não morre na minha alma pequenina, tenho de aprender que vives atarefado e eu sou apenas mais uma pequena tarefa do teu dia. Sou apenas o momento em que me olhas, me elogias, me criticas, me beijas, me tocas nas faces, me sorris, e depois...o resto da vida é composto de nadas.&lt;br /&gt;Mas, quero sempre beijar-te, como se fosse a última vez, quero dizer-te que te adoro, que és a pessoa mais importante da minha vida, agradecer-te por tudo, mas tu…permaneces calado, tapas-me a boca e impedes-me de fazer-te sorrir.&lt;br /&gt;Mas eu quero dize-lo! Deixa-me falar! Amanhã pode ser tarde demais! «Guarda as palavras no coração, ele saberá como transmiti-las sob a forma de sentimentos».&lt;br /&gt;Sim, eu sei. E tu também sabes porque sentes o quanto te amo, o quanto te admiro. Apenas um olhar diria tudo, pois o amor é criminoso e transporta nas faces o maior símbolo da sua presença.&lt;br /&gt;Eu sorrio-te, sabes como adoro sorrir, tu…devolves-me o sorriso, aquelas nossas expressões são amo-tes largados pela rua, são folhas caídas da grande árvore dos afectos.&lt;br /&gt;Não precisamos dizer mais nada, sabes como somos, falamos apenas com os olhares e quando parto sei tudo sobre ti e tu tudo sobre mim, apesar do silêncio sinto-me como se tivéssemos falado horas e horas.&lt;br /&gt;Tu vais sem pudor, sabes que amanhã me encontrarás no mesmo sítio, porém eu anseio que o amanhã não chegue, que a vida me corte as asas que me permitem voar…&lt;br /&gt;Mas, sossego a minha inquietação…como se os teus olhos azuis fossem o mar calmo perante uma noite de luar, e eu a estrela perdida que sonha contigo.&lt;br /&gt;Afinal no dia seguinte a tua figura serena surge novamente ao final da rua…tinhas razão velhote…mas quem me diz que hoje não será o último? Quem me diz que as minhas raízes querem ficar para sempre presas a este solo? Quem me diz que amanhã na tua eterna convicção de me encontrares não mais me encontrarás? Quem me diz que os momentos são infinitos quando o próprio mundo um dia se esgotará? Por isso, beijo-te antes de partires, deposito os meus lábios nas faces rosadas do frio, na barba fustigada pela chuva que cai sobre as nossas cabeças…é o último, eu sei disso, mas não me impede que aja como se fosse o primeiro…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-113915047910263620?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/113915047910263620/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=113915047910263620' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/113915047910263620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/113915047910263620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/02/antes-de-partir.html' title='Antes de Partir'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-113857399521896893</id><published>2006-01-29T22:30:00.000Z</published><updated>2006-01-29T22:33:15.236Z</updated><title type='text'>Bruno</title><content type='html'>Se a saudade tivesse um nome chamar-se-ia Bruno.&lt;br /&gt;Bruno, a palavra de cinco letrinhas que me fez voar sobre as suas asas, o sentido da vida reunido naquele momento, naquele nome, naquela expressão, naquele olhar…&lt;br /&gt;A noite chora, chama por ti, os barcos trazem inscrições na sua proa, os pássaros levam a minha saudade nas suas frágeis asas, o vento leva-a no peito, enquanto a minha voz sumida chama por ti…Bruno, Bruno, Bruno…&lt;br /&gt;Será que te perdeste por aí? Será que posso ir buscar-te com as minhas mãozinhas delicadas, ou ter-te-ei deixado fugir para sempre? Será que há amanhã? Será que o momento se resume à efemeridade? Será Bruno?&lt;br /&gt;Porque não voltas mais? A este cais atribulado das nossas vidas, a esta rotina estonteante que apenas tu sabias quebrar da melhor forma…&lt;br /&gt;Aquilo que foste desvanece-se aos poucos na nossa memória, os teus contornos perdem precisão e os sentimentos ganham força neste coração que anseia abraçar-te.&lt;br /&gt;Mas tu, tu já lá não estás.&lt;br /&gt;Oxalá pudesse chamar por ti, como fiz tantas vezes quando brincávamos como criancinhas pequenas…mas agora a minha voz trémula perde-se no infinito sem atingir o teu coração, agora as estrelas ficam quietas, são testemunhas caladas da minha dor.&lt;br /&gt;Agora a areia da praia insiste em apagar o teu nome, apenas poderemos escrevê-lo juntos, sei disso.&lt;br /&gt;Queimo folhas, rasgo palavras, oxalá pudesse eu matar a dor que me atravessa a alma.&lt;br /&gt;Não espero mais, Bruno. A cada barco que passa a minha esperança de ver-te voltar morre nas profundas águas do oceano, restam-me as palavras, as que me deixaste, as que ficaram de herança deste amor tão bonito que nem o tempo conseguiu apagar.&lt;br /&gt;E essas não as sepulto junto do teu túmulo que não existe, guardo-as comigo para sempre, na caixinha do meu coração, no sorriso da minha alma.&lt;br /&gt;Porque por mais que eu abra o mapa, o teu nome está em todas as partes, as coordenadas do meu peito serão eternamente tuas, ainda que não exista esse dia, esse momento, esse amar, os meus caminhos serão sempre os nossos caminhos.&lt;br /&gt;Os meus pezinhos percorrem a casa, as minhas roupas espalham-se pelo chão, os meus livros abrem-se perante o atento olhar da vida, mas faltas tu…o teu cheiro, o caminhar decidido, a excentricidade da tua música, a loucura do teu ser. Falta o livro fora do sítio, a camisa desarrumada, o tapete sujo dos teus passos enlameados pela casa, falta a rosa nessa jarra vazia que a minha saudade foi incapaz de preencher. Falta o teu perfume espalhado pela rua, o teu sorriso reflectido nas montras da cidade, o teu flash que captava todas as emoções…&lt;br /&gt;Todas as coisas chamam por ti…mas o meu coração, esse cansou-se de esperar e gravou o teu nome para sempre junto das mais bonitas coisas da vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-113857399521896893?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/113857399521896893/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=113857399521896893' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/113857399521896893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/113857399521896893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/01/bruno.html' title='Bruno'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-113831586016903379</id><published>2006-01-26T22:45:00.000Z</published><updated>2006-01-26T22:51:00.196Z</updated><title type='text'>Canção</title><content type='html'>Invade-me uma sensação de liberdade e de alegria, quer expandir-se por todos os poros da minha alma… então sorrio, canto canções.&lt;br /&gt;Subitamente vem-me à imaginação as melodias de meninos, recordo as músicas da nossa adolescência conturbada, depois…depois as notas dessa nossa canção saltam-me para o coração e os meus lábios desenham pela casa a música que tantas vezes ouvimos. Eu canto-a, como na primeira vez, com a mesma emoção, como se as minhas cordas vocais ainda permanecessem idênticas, como se a maturidade não se tivesse apoderado do meu corpo.&lt;br /&gt;È a canção da morte…da tua morte. Porque enquanto a canto e recordo os momentos vividos, tu agonizas do outro lado do planeta, tentas despedir-te do mundo, das pessoas, das palavras… na tua cabeça ecoa essa mesma canção, aquela que eu canto com um sorriso nos lábios e alegria na alma.&lt;br /&gt;Não sei de nada, não sei que naquele preciso momento estás a dizer-me adeus, não sei que as horas jamais poderão prolongar a tua estada neste mundo, não sei se devo cantá-la, ou se devo ceder ao silêncio desta casa.&lt;br /&gt;A alegria esvai-se em instantes, volta o vazio, perde-se a alegria, regressa a madrasta tristeza ao meu rosto pueril.&lt;br /&gt;De repente, tento cantar, mas os sons ficam presos nesta garganta ferida de tanto chamar o teu nome, as palavras não saem, as notas perdem-se na minha cabeça sem conseguir atingir o coração.&lt;br /&gt;És tu quem me tira esta canção da alma, és tu que respiras a última lufada de ar da vida, e eu perdida e triste nem me apercebo que apesar da distância estás a morrer nos meus braços.&lt;br /&gt;Então calo-me. Deixo-te ir sem fazer frente à morte, sem lutar com a minha espada de ouro, sem dizer que te amo antes que seja tarde demais…Deixo-te partir, para sempre…&lt;br /&gt;Vejo a tua vida escapar-me por entre os dedos e não consigo detê-la, quero agarrar essa canção, esse som, essa alegria que cultivámos durante anos, mas tu, afastas-me as mãos, guardas a letra da nossa canção junto do teu peito, sorris-me e vais-te.&lt;br /&gt;Vou inocentemente à tua procura, julgo ainda poder segurar-te a mão e prender-te à vida, mas os meus dedos pequeninos revelam-se incapazes de salvar-te da dor e da morte.&lt;br /&gt;Então a alegria foge-me do rosto, a canção junta-se a ti e abandona o meu corpo, a minha alma, a minha vida. Sei que jamais poderei cantá-la sozinha, porque agora tu já não estará do outro lado do Planeta para completar os versos em branco que a minha distracção deixou escapar, porque esses sons parecerão cemitérios daquilo que fomos e que vivemos…&lt;br /&gt;Por isso, se queres que cante, vem! Empresta-me esse coração que ainda é meu, dá-me essa alma que me pertence, junta a tua voz à minha e cantarolemos como loucos a nossa canção, a canção da vida, a canção que te levou nos braços da morte…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-113831586016903379?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/113831586016903379/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=113831586016903379' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/113831586016903379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/113831586016903379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/01/cano.html' title='Canção'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-113762544865448013</id><published>2006-01-18T22:49:00.000Z</published><updated>2006-01-20T21:21:11.680Z</updated><title type='text'>Obrigada!</title><content type='html'>Há momentos em que o horizonte pára e eu penso... Penso em mim, penso em vós, penso em todos aqueles que de alguma forma ou de outra me ajudam diariamente a poder fazer aquilo que amo. Para vós um obrigada não basta, nunca existirão palavras capazes de expressar o que sinto. Mas, há nomes que nunca se esquecem, há pessoas que ficarão para sempre em nós, naquilo que fazemos e naquilo que somos pela vida fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Agradecimentos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre todas as pessoas que diariamente me ajudam quero muito especialmente agradecer à Professora &lt;strong&gt;Fernanda Lima&lt;/strong&gt;, grande amiga que desde sempre me apoiou e me iluminou o caminho, tal como uma candeia na noite. Ensinou-me muito daquilo que sei hoje, a si lhe devo a força que me deu em todos os momentos e as alegrias que partilhámos juntas. Obrigada pela paciência , pelos erros que corrigimos, pelas vezes que reescrevemos... Obrigada por tudo. Sempre no meu coração...&lt;br /&gt;Ainda um agradecimento especial à minha Professora de Literatura, &lt;strong&gt;Eduarda,&lt;/strong&gt; pela compreensão e ajuda e por nos ensinar não apenas a Literatura mas também um pouco da vida.&lt;br /&gt;Muito Obrigada!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-113762544865448013?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/113762544865448013/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=113762544865448013' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/113762544865448013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/113762544865448013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/01/obrigada.html' title='Obrigada!'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-113762420510826963</id><published>2006-01-18T22:40:00.000Z</published><updated>2006-01-18T22:43:25.110Z</updated><title type='text'>Na alegria do teu sorriso</title><content type='html'>Na alegria do teu sorriso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe mas perto. Não quero mais ouvir essa voz magoada, esses sons frágeis que me enganam, que me traem, que se perdem nos palácios da minha recordação infinita. Não és tu. Não a pessoa que eu conheci. A mulher forte e lutadora, a que me ensinou a ver em cada obstáculo um pretexto para ganhar forças e sorrir pela vida fora, não a que me ensinou a vencer e me demonstrou vivamente como faze-lo.&lt;br /&gt;A vida jamais poderá derrubar aquilo que és e o que transportas para o mundo, por isso, esconde as tuas lágrimas, mata-as na rua criminosa da dor, altera o tom de voz, ganha coragem, força, alento.&lt;br /&gt;Vou ter contigo, prometo-te. Para te abraçar e te dizer que te adoro, para te beijar as faces e dar-te forças para prosseguir, ou quem sabe para ficarmos apenas no silencio dos sentimentos que nos unem? Mas eu vou. Vou procurar o rosto risonho que me fez crescer, a expressão bonita que me acolheu tantas vezes as tempestades da minha vida.&lt;br /&gt;Não chores mais, querida, não suporto saber que sofres, mereces o mundo e não o que ele tem de pior. Vamos, segue comigo essa estrela, coloca o teu braço sobre o meu ombro e vamos sonhar um pouco, como nos velhos tempos, como quando íamos à boleia das palavras e parávamos ao abrigo de um pensamento qualquer. Vamos lá, ainda és capaz de me ensinar isto e muito mais, mostra-me como se sorri verdadeiramente, com alma, com coração.&lt;br /&gt;Pega na folha de papel e risca as minhas palavras, obriga-me a pensar, a pôr em causa o que faço, a rescrever, a sorrir para ti, a admirar-te como sempre o fiz. Eu acenarei com a cabeça. Dir-te-ei alguns disparates, afinal a minha juventude não me permite muito mais…Tu voltarás a devolver-me o sorriso nobre, pousas a tua caneta sobre o papel e escreves palavras, palavras que nos ouvem, palavras que nos lêem, palavras que nos libertam, palavras que sentem, palavras que se perdem nas avenidas da nossa vida e se encontram mais além.&lt;br /&gt;Precisas de mim e eu preciso de ti. Hoje e sempre. Será eternamente igual, nada mudará, e eu agradeço ao mundo por isso.&lt;br /&gt;Estou aqui, amiga. Para os bons e para os maus momentos, para a festa e para a tragédia, para sorrir e para chorar, para abraçar e para ficar quieta no meu canto, para falar e ficar calada.&lt;br /&gt;Por isso, caminho até ti, sei que a tua força move o mundo, o teu coração seria capaz de acolher o sofrimento que vive no mundo, sei que sorris, sei que voltarás a sorrir, a tua força nunca mais se acabará, o teu espírito será sempre o teu espírito, o que admiro, o que amo, o que respeito.&lt;br /&gt;E no sorriso dos teus lábios o mundo espelha a alegria que é viver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-113762420510826963?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/113762420510826963/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=113762420510826963' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/113762420510826963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/113762420510826963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/01/na-alegria-do-teu-sorriso.html' title='Na alegria do teu sorriso'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-113762395399329822</id><published>2006-01-18T22:36:00.000Z</published><updated>2006-01-18T22:39:14.033Z</updated><title type='text'>Bilhete Perdido</title><content type='html'>Foge agora… é tempo de saíres pela porta fora, vai, vai depressa para que não possa deter-te.&lt;br /&gt;Precisas do teu mundo, do teu espaço, porque eu por te amar julguei que poderia construir um mundo novo. Liberta-te de mim. Não quero mais causar-te sofrimento, dor, tristeza. Chega!&lt;br /&gt;Não vou mais cortar-te as asas e pedir-te desculpa no momento seguinte. Vai e não tenhas medo, coragem! Porque eu serei sempre a mesma, a que ama mas magoa, a que quer liberdade mas te aprisiona nos seus braços.&lt;br /&gt;Desculpa. Mais uma vez, desculpa. Mas desta feita é para sempre, não voltes, não quero ver-te chorar!&lt;br /&gt;Verás que o mundo lá fora é bem mais bonito. Sem o meu amor que insiste em prender-te, em sufocar-te com o calor da possessão, em manter-te eternamente junto a mim.&lt;br /&gt;Vai, querido.&lt;br /&gt;Não tenhas medo do meu sofrimento, sai por essa porta, descobre o novo mundo que um dia desbravaste com todo o teu nobre coração.&lt;br /&gt;Eu continuarei por aqui, com as minhas manias, com as minhas ideias, com as chatices habituais, gesticulando, discutindo com os objectos, sorrindo com as folhas de papel.&lt;br /&gt;Os  meus olhos cansados buscar-te-ão ao final do dia, quando a minha astúcia precisar dos teus lábios para repousar a alma, mas, tu já não vais lá estar.&lt;br /&gt;Tanto as minhas mãos quiseram prender-te que chegou o dia em que decidiram que seria melhor deixar-te ir, tanto os meus lábios quiseram os teus que hoje o nosso beijo perdeu-se na memória do nosso amor, tanto te amei que acabei com as lágrimas salgadas beijando-me os lábios e pedindo-te que fosses.&lt;br /&gt;Não me perguntes porquê? Olha para dentro de ti. As respostas estão sempre dentro de nós.&lt;br /&gt;O mundo espera-te. O universo está repleto de pessoas fantásticas, não te prendas a quem não te merece ou não faz por te merecer. Vai embora!&lt;br /&gt;Não digas mais nada, vai simplesmente.&lt;br /&gt;Deixa a aliança morrer sozinha no fundo da rua, na esquina onde a tua dor e revolta a depositar, no frio chão coberto pelas tuas lágrimas de cetim. Não olhes para trás. Olha adiante, as tuas asas já podem voar, bate-as, inova, grita, sorri!&lt;br /&gt;Eu vejo-te da janela, com os olhos brilhantes de emoção, quero dizer-te adeus. Não! Não consigo! Desviarei o olhar como faço sempre que a dor se insere no meu peito.&lt;br /&gt;Mas, pelo canto do olho ainda te verei chorar, como um anjinho de coração magoado, mas um anjo que voa, que vai mais além sem que nenhuma mão possa tolher o seu voo.&lt;br /&gt;Volta um dia mais tarde… se eu não estiver deixa um bilhete na porta, vem dizer-me que me amas, vem sorrir porque agora já podes sonhar, porque as minhas vagarosas mãos já não possuem o corpo domesticado, porque agora és apenas tu e não aquele que nasceu para ser apenas meu. Entendes?&lt;br /&gt;Dir-me-ás que está tudo bem, que voltaste a amar, a ser feliz, que fizeste todas aquelas coisas que apenas imaginavas serem possíveis ao meu lado. Eu, perdida no meu mundo, sorrirei. Aprendi que pelo facto de estarmos presos ao mundo nada nos dá o direito de prender os outros a nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-113762395399329822?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/113762395399329822/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=113762395399329822' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/113762395399329822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/113762395399329822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/01/bilhete-perdido.html' title='Bilhete Perdido'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-113701647071549245</id><published>2006-01-11T21:46:00.000Z</published><updated>2006-01-11T21:54:30.790Z</updated><title type='text'>Dá-me a tua mão</title><content type='html'>De olhos vendados enfrento o mundo. A loucura cegou-me, o nevoeiro é forte demais e impede-me de seguir em frente.&lt;br /&gt;Parece que as forças se acabaram, os pés recusam-se a tocar o solo, os meus olhos cobertos de lágrimas enfrentam os dias tristes e solitários passados entre uma e outra espera. Espera de quê? Espera de quem? Talvez da morte, quem sabe? Porque pior que morrer é sentir que a morte está perto. &lt;br /&gt;Ela espreita pela janela, eu encubro a cara por entre os lençóis da vida, julgo poder esconder-me para sempre. Ela entreolha-me e vai embora uma vez mais, garante-me que voltará, que da próxima vez será para sempre, que virá buscar-me do meu leito e me levará nos seus braços negros e traiçoeiros.&lt;br /&gt;Baixo a cabeça, caio resignado e choro, tenho medo! Tal como um menino que se esconde por detrás dos armários quando a tempestade está por perto…&lt;br /&gt;Que anjo virá arrancar-me dos braços da morte?&lt;br /&gt;A minha fala está entorpecida pela crueldade de perder os que mais amo, agora, nada mais importa, por isso, se quereis levar-me, vinde, vinde devagarinho, sem barulho, sem dor, sem sofrimento. Leva-me para o céu, ensina-me a voar sobre as nuvens, mostra-me aqueles que retiraste dos meus braços e devolve-me o amor que nos unia.&lt;br /&gt;Mas, antes, deixa-me dizer adeus a este mundo louco, deixa-me dizer “Amo-te” àqueles que sempre mereceram ouvi-lo, deixa-me voltar a olhar para esta imensidão e perceber que tudo isto não me pertence, deixa-me sorrir, deixa-me chorar, deixa-me sonhar uma vez mais… Depois, leva-me… Para o mundo que julgamos existir, para o sítio onde não se sente, não se sofre, simplesmente vive-se.&lt;br /&gt;A nossa presença aqui torna-se insustentável quando tudo o que precisamos para viver já partiu. È mentira quando dizemos que tudo passa, é mentira quando tentamos enganar a dor no jogo vão de lhe dar limites. O mundo não é mais que uma ilusão que criámos para nos sentirmos bem connosco, para julgarmos que seríamos mais fortes que a natureza, que a lei da vida.&lt;br /&gt;Vou com a morte, dar-lhe-ei a mão, chamar-me-ão cobarde porque não consegui suportar a dor e optei pelo caminho mais fácil, mas eu sentir-me-ei feliz pois a minha existência resumia-se a respirar, comer, beber e dormir. Há determinadas fases na vida em que é necessário viver, eu sei que jamais seria capaz de voltar a fazê-lo. Por isso, sou um fugitivo da dor, um vagabundo da noite que deu a mão à morte e a convidou a entrar nos seus sonhos. Um homem que voltou a ser menino, caminhou pela estrada escura e encontrou a luz num país perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-113701647071549245?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/113701647071549245/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=113701647071549245' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/113701647071549245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/113701647071549245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2006/01/d-me-tua-mo.html' title='Dá-me a tua mão'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-113338894912057275</id><published>2005-11-30T22:13:00.000Z</published><updated>2005-11-30T22:15:56.210Z</updated><title type='text'>Gota de Orvalho</title><content type='html'>Desculpa porque me tornei num monstro. Numa obsessão poderosa por tudo o que impedia de amar. Trabalho, desporto, obrigações, tudo me impediu de amar os outros, de dispensar-lhes um pouco do meu tempo e voltar a ser alguém.&lt;br /&gt;Quando vocês mais precisaram de mim eu estive distante, em compromissos inadiáveis que adiaram o meu encontro com o amor. Hoje sinto-me estúpida, indefesa perante a vulgaridade da vida, tanto tempo perdido, estupidamente perdido. E vocês precisaram das minhas mãos, dos meus abraços, das minhas palavras, e eu estava longe, no egoísmo dos meus dias, na loucura e na consumição de tornar-me feliz. Como poderia ser mais feliz do que aquilo que me tornavam? Segui nessa correria louca e nem me preocupei em saber quem ficava para trás e quem estava ali do meu lado dizendo-me que estava errada.&lt;br /&gt;Uns perderam-se, outros morreram e eu continuei no meu mundo rancoroso e cruel de quem tem necessidade de refugiar-se na falta de tempo para esquecer os falhanços da vida. Hoje houve tanta coisa que ficou por fazer, por dizer… Tanta gente que quis abraçar, dizer-lhes o quanto os amava e agora, agora é tarde demais. O tempo levou as palavras, levou-vos a vós, eu tornei-me numa vagabunda que percorre toda a casa e se revela incapaz de encontrar algo ou alguém que lhe devolva vida.&lt;br /&gt;A vossa luz perdeu-se no final desse corredor da vida, as papeladas tornaram-me velha e agora as minhas mãos buscam no vazio as expressões que quero abraçar.&lt;br /&gt;Oxalá pudesse voltar atrás no tempo, viver convosco o que não vivi, abraçar-vos antes que fosse tarde demais e a vida vos tirasse da minha rota.&lt;br /&gt;Ter-vos juntos de mim, nessa nossa fogueira de carinho, nas hastas de alegria que atiçavam o fogo do calor que nos unia.&lt;br /&gt;Os meus dedos buscam as vossas figuras nos sítios onde tantas vezes estivemos, hoje tudo não passa de névoa, eu permaneço sentada, canto canções, conto histórias, sorrio para vocês como se o tempo parasse nos breves instantes em que sinto que tinha de ter estado do vosso lado.&lt;br /&gt;Perdoem-me por favor, afinal, era apenas uma flor na idade de nascer, queria desbravar o mundo e mostrar que seria maior, mais forte, imbatível, que as minhas raízes jamais seriam arrancadas. Inocentemente fui colhida pelas hábeis mãos da vida que me mostraram que sem vós não poderia ir mais além.&lt;br /&gt;Tornei-me numa planta perdida na imensidão do jardim da vida, distante e infeliz, sem capacidade para crescer e tornar-me mais forte, dar filhos, alegrar as pessoas à sua passagem. Quis ser maior e tornei-me cada dia mais frágil, tal como uma gota de orvalho que desliza até ao solo onde acaba por morrer, sozinha, perdida, triste.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-113338894912057275?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/113338894912057275/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=113338894912057275' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/113338894912057275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/113338894912057275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2005/11/gota-de-orvalho.html' title='Gota de Orvalho'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-113338807557190039</id><published>2005-11-30T21:56:00.000Z</published><updated>2005-11-30T22:01:18.203Z</updated><title type='text'>Reencontro</title><content type='html'>Voltei. Voltei para te ver. Porque nem a distância que separa os oceanos pode separar-nos a nós.&lt;br /&gt;Entrei nessa nave de ilusão e então senti que não havia nada certo, todos os sentimentos se encontravam numa amálgama e eu, só me apetecia abraçar-te para sempre. Tinha vergonha de voltar a ver-te, que te diria, como agiria, o que acharias de mim?&lt;br /&gt;Caminhei pela terra solta como uma heroína que pisa a passadeira vermelha. Conhecia aquele caminho, tantas as vezes que o percorrera que parecia que as pedras, as covas e as bermas ainda eram as mesmas. As mesmas das manhãs frias, das tardes abrasadoras, dos dias bons e também dos maus.&lt;br /&gt;Todos os dias pensava em ti, sentia saudades daqueles momentos que partilhávamos, das conversas, daquilo que me oferecias com o teu carinho. Então tive medo, que já não te recordasses de mim, que agisses com firmeza e me mostrasses o caminho de regresso.&lt;br /&gt;Na verdade, nada mais sabia. Recordava apenas o antigamente, o passado risonho em que eu era ainda uma menina bonita e imatura. No entanto, recordava-me de ti como se pudesse ver-te diante dos meus olhos todos os dias, com a tua voz meiga e suave, com as palavras sábias, com a presença serena.&lt;br /&gt;Cheguei perto do teu local, o único sítio onde tinha a certeza de poder encontrar-te. Os anos passaram e eu senti-me usada pelo mundo e distante dos sítios e das pessoas que outrora tanto amara. Prometi que voltaria, sempre. Afinal, não passei de uma covarde que pela suposta falta de tempo, ou até de coragem se deixou acomodar com tudo aquilo que a vida colocou no seu caminho.&lt;br /&gt;Tudo estava agora mudado, o sítio que tivera aquele brilho incandescente era agora um mar de desilusões. Os vidros estilhaçados, o pouco ruído que se fazia sentir, as flores sepultadas, as faces revoltadas. Antigamente parece que tudo tinha vida, os vidros limpos, a barulheira constante, as flores saltitantes que queriam deixar a sua raiz e saltar-nos para as mãos.&lt;br /&gt;Contive o desespero, olhei em volta e decidi prosseguir.&lt;br /&gt;Não sabia onde estavas mas, recordando os velhos tempos deixei-me guiar por este coração louco que por vezes é farol, bússola e candeeiro.&lt;br /&gt;Lá estavas tu. Como antes, nas quartas à tarde, no entrelaçar dos nossos sorrisos contínuos. Estava tão feliz por voltar a ver-te, ainda que fosse de longe, que nem tivesses reparado na minha presença. Sabia que apenas por isso já teria sido um bom motivo para estar ali.&lt;br /&gt;Esses mesmos cabelos claros, a pele tingida de neve, os olhos penetrantes que se fixavam por momentos no livro que lias. A literatura, a nossa grande paixão. Quem ama nunca esquece, ouviste? Todos os dias antes de adormecer eu lia, apontava, vociferava para mim como se pudesse dizer-te todas aquelas coisas que me saltavam do pensamento. Em cada frase estavas tu, aquilo que me mostraste, o teu sentido que buscou sempre o melhor caminho no meu próprio mundo.&lt;br /&gt;« Psst! Psst! », que saudades tinha deste som com que te chamava normalmente. Ali, naquele momento, alguns anos depois eu estava a chamar-te novamente, parecia irreal e patético, mas estava feliz com isso. Podia ter-te esquecido para sempre mas isso seria impossível.&lt;br /&gt;Levantaste a cabeça do livro e antes de me olhares tive a certeza de que sabias que era eu quem te chamava, que te pedia que me abraçasses.&lt;br /&gt;Corria até ti, como uma menina ansiosa, queria poder contar-te tudo, dizer-te que o tempo foi traiçoeiro, pedir-te desculpa pela longa ausência.&lt;br /&gt;Mas, tu, não me deixaste falar, abraçaste-me nesses teus braços aconchegantes, beijaste-me a testa e apertaste-me contra ti. Chorámos como duas crianças. Voltei a ver esse brilho nos teus olhos, essa luz, o orgulho com que me olhavas.  As tuas palavras foram únicas e inesquecíveis, como se eu as pudesse guardar para sempre nesse livro de memórias que há em mim, disseste-me baixinho: «Querida, bom filho à casa torna». E eu voltei a ser a garota que lia e brincava a teu lado, que por ti seria capaz de dar a própria vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-113338807557190039?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/113338807557190039/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=113338807557190039' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/113338807557190039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/113338807557190039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2005/11/reencontro.html' title='Reencontro'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-113278468310426500</id><published>2005-11-23T22:22:00.000Z</published><updated>2005-11-23T22:24:43.106Z</updated><title type='text'>Os Cavaleiros da Noite</title><content type='html'>Os Cavaleiros da Noite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cavaleiros da noite têm medo do dia. São fortes, poderosos, heróis quando colocados à prova perante apostas miseráveis e patéticas.&lt;br /&gt;São rapazes e raparigas, homens e mulheres, que buscam na noite o consolo para os seus dias menos bons, para os falhanços, para as tristezas. Eis que os vemos alegres, imponentes segurando as garrafas de bebida que prometem fazer esquecer o mundo. Sentem-se felizes, então saltam, pulam, bebem uns copos, parecem loucos vagueando no seu mundo de perdição e exibicionismo. Os outros, os sóbrios que se divertem e buscam alegria riem-se dos seus actos, das suas quedas, das suas palavras embriagadas pela crueldade da vida.&lt;br /&gt;De noite em noite, de bar em bar, tudo é para esquecer.&lt;br /&gt;Bebe-se para esquecer, fumam-se “charros”, cometem-se erros graves julgando que essa é a única saída para um Universo de desespero.&lt;br /&gt;Mas, mesmo sendo os mais fracos, os cavaleiros da noite julgam-se temíveis e indestrutíveis enquanto a escuridão consome a sua vontade de viver.&lt;br /&gt;Depois, vem o dia.&lt;br /&gt;O terrível dia em que a luz toma o lugar da escuridão e o mundo volta a ser de todos e não apenas deles. A ressaca apodera-se-lhes do corpo e leva-lhes a alma. Nesse momento, os imbatíveis tornam-se novamente nos meninos de outrora, suplicam para que a dor se vá e em seu lugar venha a paz dos dias felizes. Porque os cavaleiros da noite são os vagabundos do dia. Os frágeis que se escondem por detrás da faceta de heróis, os que são pessoas diferentes sob efeitos de álcool e narcóticos.&lt;br /&gt;Os cavaleiros da noite, perdem de dia os seus cavalos e caminham a pé, desprovidos de forças, descalços tal como mendigos que buscam uma razão para viver. Caminham sem rumo, sem futuro, sem sonhos, afinal no terminar de cada tarde o sol cede gentilmente o seu lugar à lua e então voltam a ser os senhores do mundo.&lt;br /&gt;Que haja luz capaz de iluminar as vidas sem rumo, carinho capaz de colmatar a falta que vive nos seus espíritos, mãos capazes de guiá-los pelo mundo fora, sem as luzes ofuscantes e o nevoeiro constante das noites de solidão e euforia perdidas entre uma e outra esquina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-113278468310426500?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/113278468310426500/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=113278468310426500' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/113278468310426500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/113278468310426500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2005/11/os-cavaleiros-da-noite.html' title='Os Cavaleiros da Noite'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-113278450862521985</id><published>2005-11-23T22:18:00.000Z</published><updated>2005-11-23T22:21:48.640Z</updated><title type='text'>Asas Partidas</title><content type='html'>Vivemos nas entranhas daquilo que somos, no nosso mundo, nas nossas restrições desse jogo de poder e inocência que controlamos na perfeição.&lt;br /&gt;O mundo não faria o menor sentido se não fossemos nós. Sempre nós, os nossos problemas, as nossas alegrias, tristezas, os gritos de dor abafados pela voz rancorosa do mundo.&lt;br /&gt;E tu, serias capazes de deixar de voar para nos oferecer asas de cetim, inquebráveis, invencíveis tal como as tuas?&lt;br /&gt; Voas, voas, voas e as tuas asas jamais se partem.&lt;br /&gt;Voas sozinho pelo mundo, com o coração magoado, como se morresses a cada segundo e no minuto seguinte as tuas asas estivessem lá em cima outra vez, como um pássaro que voa sem fim, rumo aos sonhos, rumo ás fronteiras do nosso ser.&lt;br /&gt;E vais por aí, duvidas da verdade, enganas a mentira, fazes-nos acreditar que ter-te do nosso lado é ter o mundo na palma da mão.&lt;br /&gt;A multidão passa por ti, olha-te como um estranho, chama-te louco, comentam segredando que és diferente, riem-se de ti, troçam dos teus passos determinados.&lt;br /&gt;Tu, sereno e feliz, envolto na nuvem azul do teu ser, respondes sorrindo: Riem-se de mim por ser diferente, eu, rio-me por vocês serem todos iguais.&lt;br /&gt;A multidão toca-te, olha no teu rosto agudizado pelo terror dos dias tristes, querem magoar-te, porque a sociedade vive na fome da vingança, na inveja daqueles que encontram tudo aquilo que os faz felizes.&lt;br /&gt;Tentam derrubar-te a todo o custo, um a seguir do outro, cospem-te na cara, tu sorris para eles, sorris para o mundo, limpas o rosto, segues de cabeça erguida. Querem matar-te, és incómodo para o mundo, denuncias a verdade, o teu talento seria capaz de alimentar os podres e insaciáveis deste mundo.&lt;br /&gt;Perseguem-te, levam punhais escondidos, serão capazes dos actos mais baixos para ferir-te. Mas tu não sentes, os punhais trespassam-te a pele e tu continuas a sorrir como um menino. As armas dos homens jamais poderão retirar-te a vida, porque no teu mundo apenas a caneta é arma de arremesso. Nas folhas brancas a mancha de sangue denuncia a dor em que a sociedade vive.&lt;br /&gt;Ès anjo? Ès escritor? Ès sábio? Ès louco?&lt;br /&gt;Não sei, mas és alguém e isso torna-te mais “pessoa” do que todos nós.&lt;br /&gt;Alguém que vive, que pensa, que é livre, nós, há muito desistimos de crescer, de viver, de sonhar, agora combatemos invejosamente aqueles que continuam a tentar fazê-lo.&lt;br /&gt;Deixámos de ser alguém e passámos a ser algo, como os objectos, como os animais, sem racionalidade, sem coração, sem asas que nos permitam voar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-113278450862521985?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/113278450862521985/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=113278450862521985' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/113278450862521985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/113278450862521985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2005/11/asas-partidas.html' title='Asas Partidas'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-113217563829089257</id><published>2005-11-16T21:12:00.000Z</published><updated>2005-11-16T21:13:58.310Z</updated><title type='text'>Falso Rebanho</title><content type='html'>Num ápice roubaram o que é nosso, invadiram a terra que pisámos, o espaço que nos pertence, o passado que vivemos em comum, as alegrias e as tristezas.&lt;br /&gt;E vocês seguiram, como um rebanho guiado por uma ovelha enganada que em falso foi traída pelas armadilhas maliciosas da vida.&lt;br /&gt;Aos poucos perdemos o que era nosso, os sentimentos que nos ligavam uns aos outros, as brincadeiras, os sorrisos, a felicidade da qual outrora tanto nos orgulhámos. Porque vocês precisavam agradar aos outros, aos que surgiram na vossa vida em melhor momento, os que se mostraram mais alegres e mais divertidos, talvez mais falsos e carregados de sentimentos contraditórios, mas isso não interessa. Porque os laços que nos ligavam foram esquecidos em prol da imagem que transparecia do outro lado do espelho, no lugar onde estavam os outros, os que julgariam ou idolatrariam os vossos actos, os que definiriam se se tratavam de boas ou más pessoas.&lt;br /&gt;Então os nossos rostos ficaram encerrados nas gavetas do vosso pensamento, no álbum de recordações da vida, e agora as forças e amor que nos ligam já não são suficientes para sorrir.&lt;br /&gt;Na vida ganham-se umas coisas, perdem-se outras.&lt;br /&gt;A tela da nossa amizade foi borrada pelos próprios artistas, foram usadas cores cinzentas, o dia chorou, nós chorámos, gritámos ao mundo que tudo estava ao contrário.&lt;br /&gt;Porque não ficámos? Digam-me. Porque não ficámos pelo nosso mundo e fomos felizes da mesma forma que éramos? Porque precisamos sempre de agradar ao que vem, ao que pretende invadir aquilo que somos e deturpar o que existe entre nós? Será que a força que nos unia não era suficiente para nos suportarmos e precisámos de ir mais além? Não sei. Não encontro respostas,o meu céu está cinzento e a minha garganta inflamada pelos gritos de dor proferidos na escuridão da noite.&lt;br /&gt;Como facas que se espetaram no meu peito e feriram gravemente, imagens de dor que jamais esquecerei, como se fosse trocada por algo maior, mais forte, mais digno.&lt;br /&gt;Porque não deixaram que a nossa amizade crescesse ao abrigo daquilo que somos?&lt;br /&gt;Então, seguiram as ovelhas enganadas, ultrajadas, seguiram pela mão do pastor , a mão que separou os nossos caminhos, que vos conduziu por aí, pela estrada do erro, da infâmia, do medo daqueles que erram e temem perder o que anteriormente parecia pertencer-lhes para sempre.&lt;br /&gt; Agora esse espelho já não reflecte as duas faces, porque apenas nós continuamos atónitos e desejosos de voltar a ver-vos, ansiosos que os nossos braços se unam aos vossos numa dança de sentimento. A outra face do espelho escureceu, as figuras que vos olhavam com interesse desvaneceram-se no horizonte e agora a imagem reflectida caiu no vazio do esquecimento.&lt;br /&gt;Nós, continuamos aqui, porque os fiéis e os verdadeiros amigos não partem , continuam à espera , de braços abertos, de coração repleto de amor. Então o rebanho volta, para o bem e para o mal, para as noites frias e para o calor do nosso sentimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-113217563829089257?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/113217563829089257/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=113217563829089257' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/113217563829089257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/113217563829089257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2005/11/falso-rebanho.html' title='Falso Rebanho'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-113114324042631142</id><published>2005-11-04T22:20:00.000Z</published><updated>2005-11-04T22:27:20.446Z</updated><title type='text'>Na escuridão da noite</title><content type='html'>Evitas o dia, como se a sua luz pudesse corroer os pedaços de solidão e de tristeza que te invadem a alma.&lt;br /&gt;Pedes que te fechem as janelas, que te cerrem as portas que te podem ligar a este nosso mundo louco.&lt;br /&gt;Queres a solidão, pede-la tal como os poetas desesperados pedem a morte.&lt;br /&gt;A campainha toca, as nossas mãos estão cansadas de tanto esbracejar e pedir-te que abras a porta do teu mundo para que possamos entrar, as nossas gargantas estão inflamadas pelo rancor e pelo ódio que expressas nas palavras amargas e solitárias.&lt;br /&gt;«Desapareçam», gritas-nos com voz autoritária e feroz, ages como um louco que teme falhar e desiludir a solidão. Queríamos um tractor para lavrar o teu sofrimento e semear nesse coração o amor que outrora nos aproximou de ti. Até quando pensas sobreviver sozinho? Na escuridão da noite, nos passos incertos e indeterminados por esse quarto negro, nesse trepar pelas paredes que nos separam de ti.&lt;br /&gt;Escondes-te…Continuas a agir como um cobarde, como um ladrão que roubou a nossa felicidade e teme ser apanhado, como um egocêntrico que o mundo abandonou à beira mar.&lt;br /&gt;Olha para a humanidade, julgas que somos todos felizes? Cada um faz pela sua felicidade, pelo que é, pelo que será amanhã. E tu continuas de braços cruzados à espera que a morte te colha no teu berço abandonado. Luta!&lt;br /&gt;Abandona a escuridão, deixa a solidão para aqueles que, infelizmente, já não podem viver na companhia dos outros.&lt;br /&gt;Vive a vida e não te preocupes com o amanhã. O mundo de lá pode ser bonito, mas aqui também o é.&lt;br /&gt;Deixa que as cortinas dos teus olhos se encantem com aquilo que acontece lá fora, por detrás das paredes obscuras e sólidas que te rodeiam.&lt;br /&gt;Serás um homem completo quando permitires aos outros que te possam completar, encher os teus talentos, preencher os teus dias com a sua alegria.&lt;br /&gt;Abandona a tua capa negra e vêm para o nosso País Azul, onde as pessoas, tal como os pássaros podem voar, voar e voar, sem rumo, sem fim, sem barreiras.&lt;br /&gt;Abre os teus braços e acolhe o mundo que outrora te abraçou aquando da tua primeira lufada de ar fresco. Sê feliz longe dos demónios que te perseguem, deixa-nos entrar no teu mundo, connosco levamos o sol, o brilho das coisas bonitas, o éden do presente, o perfume da alegria que paira no ar.&lt;br /&gt;Não há tristezas, ouviste?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-113114324042631142?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/113114324042631142/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=113114324042631142' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/113114324042631142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/113114324042631142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2005/11/na-escurido-da-noite.html' title='Na escuridão da noite'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-113114280543981220</id><published>2005-11-04T22:15:00.000Z</published><updated>2005-11-04T22:20:05.456Z</updated><title type='text'>Voz Perdida</title><content type='html'>Deixo-te na timidez dos teus dias.&lt;br /&gt;Na clareza da luz dos teus olhos, na folha de papel que acolhe as tuas palavras solitárias e perdidas. Ès uma voz perdida. Um cristal que se esconde por aqui e por ali, impedindo que alguém te acolha nos braços e possa lapidar-te. Ès uma rocha fora do rochedo, igualmente forte, mas sozinha.&lt;br /&gt;E vejo-te sorrir, com as paredes, com as esquinas, com os pássaros, com a alegria que as personagens dos livros conseguem transmitir-te. Será que o teu mundo é real? Ou valerá mais essa timidez que te esconde por detrás dos olhares inquietos e distraídos da humanidade.  Também quero olhar-te, mais uma vez, sentir essa emoção que já não cabe no peito e transborda pelos olhos, mas, quando olho já não estás, partiste e nem disseste um adeus. Adeus, não! Até logo…Adeus é para sempre e sei que voltarás.&lt;br /&gt;Ao nosso olhar esfuma-se na escuridão da noite, desapareces por entre os barcos e a neblina dos nossos passos. És tímido, perdes-te onde os outros se encontram, dizes o que não há para dizer, sentes o que não se sente, sonhas quando o mundo parece pequeno demais para tantas quimeras.&lt;br /&gt;Tenho medo de magoar o teu coração sensível, o que jamais foi amado, o que nunca amou, o que se poderá partir ao toque grosseiro e sentido de alguém. &lt;br /&gt;Não quero que percas essa inocência, a vulnerabilidade louca que têm as criancinhas amáveis e ternas do mundo perfeito.&lt;br /&gt;As tuas mãos são como as pétalas de uma flor nas quais bailam as abelhas numa dança de harmonia e prazer.&lt;br /&gt;O mundo parece girar à tua volta, nesses breves instantes em que a tua voz perdida se solta para o mundo e lhe mostra o talento que vive em ti. Depois volta o silêncio, a timidez dos teus dias, o teu corpo imóvel entregue a uma parede solitária, os olhos que se movimentam como duas esferas brilhantes, como dois berlindes valiosos, observam o mundo e retiram dele a sua melhor parte.&lt;br /&gt;Então cumpres-te, vais com as nuvens e acenas lá de cima, vais até onde a tua força chegar. Vais longe, porque és apenas uma voz perdida que deposita palavras no vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-113114280543981220?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/113114280543981220/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=113114280543981220' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/113114280543981220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/113114280543981220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2005/11/voz-perdida.html' title='Voz Perdida'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-113053647071617410</id><published>2005-10-28T22:48:00.000+01:00</published><updated>2005-10-28T22:54:30.733+01:00</updated><title type='text'>A sua carta</title><content type='html'>Queridos Pais,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje senti que é hora de partir. Durante anos criaram-me com carinho e ofereceram-me tudo aquilo que desejei, hoje, sinto que preciso libertar-me e ir mais além. Preciso conhecer o mundo que durante anos me esconderam com medo que a realidade pudesse magoar-me.&lt;br /&gt;Tornei-me frágil ao abrigo da vossa protecção, nunca soube o que era sofrer e talvez por isso sinta necessidade de o fazer.&lt;br /&gt;Não quero ser um parasita nas vossas vidas, apenas pretendo aprender a voar pelas minhas próprias asas. Não significa que não precise mais de vós, mas, apenas vos quero dizer-vos que já não sou a vossa bébe.&lt;br /&gt;Cresci. Será que são capazes de entender?&lt;br /&gt;Agora já não faço birras nas idas ao supermercado nem preciso do leite quente a tempo e horas. Apenas o vosso carinho continua a ser necessário em mim.&lt;br /&gt;Não significa que tenha deixado de amar-vos mas, tudo na vida tem o seu tempo e neste momento algo se encarregou de me mostrar que este é o meu momento de acção.&lt;br /&gt;Preciso de errar, de fugir dessa teia de perfeição, de desaparecer por momentos indefinidos e abstrair-me do mundo. Preciso saber quem sou!&lt;br /&gt;Até aqui fui aquilo que vocês quiseram que eu fosse. Basta!&lt;br /&gt;Esta é a minha vida, os meus amigos, os meus dias, as minhas paixões.&lt;br /&gt;Talvez devesse calcular os riscos que este acto pode implicar, mas prefiro não fazê-lo porque então tenho a absoluta certeza que desistira agora mesmo.&lt;br /&gt;Peço-vos que não encarem esta carta como um símbolo de ingratidão, porque vos amo cada dia mais e estarei eternamente agradecida por tudo aquilo que fizeram por mim.&lt;br /&gt;Apenas preciso de voar um bocadinho, está bem? Apenas vou conhecer um pouco do mundo e da sua crueldade. Depois, voltarei.&lt;br /&gt;Sei que os vossos braços estarão sempre abertos para mim, ainda que digam que não, sei que sim.&lt;br /&gt; Não se preocupem comigo pois preciso de sofrer, de aprender a viver e a ser independente para além das vossas asas protectoras.&lt;br /&gt;Prometo-vos que correrá tudo bem. Confiem em mim.&lt;br /&gt;Sou uma adolescente como tantas outras e ainda estou a aprender a viver, por isso, optei por tomar esta decisão neste momento, afinal, é na aprendizagem que devemos modificar aquilo que acreditamos estar mal connosco.&lt;br /&gt;Não vou fugir. Seria um acto cobarde demais. Quero apenas libertar-me um pouco do nosso mundo partilhado.&lt;br /&gt;Deixem-me viver.&lt;br /&gt;Sem me gritarem aos ouvidos o que devo ou não fazer, sem palavras meigas que possam atenuar a minha dor, sem redomas que possam afastar-me dos perigos da vida.&lt;br /&gt;Nunca se esqueçam que vos amo. Ouviram? Nunca!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-113053647071617410?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/113053647071617410/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=113053647071617410' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/113053647071617410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/113053647071617410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2005/10/sua-carta.html' title='A sua carta'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-112949168737065132</id><published>2005-10-16T20:23:00.000+01:00</published><updated>2005-10-16T20:41:27.380+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>PRÉMIO REVELAÇÃO DO CONCURSO LITERÁRIO DO ELOS CLUBE DE FARO JOVENS AUTORES 2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SER PORTUGÛES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foste português, foste herói, foste um sábio que vagueou pelo mundo e nos deixou um pouco de si.&lt;br /&gt;Tinhas olhos castanhos e cabelos negros, aspecto de velhinho e um visual pouco cuidado.&lt;br /&gt;Conheci-te num aeroporto estrangeiro, quando eu, ainda frágil e insegura menina tentava encontrar a porta de embarque.&lt;br /&gt;Estava perdida, apetecia-me chorar tal como uma criancinha. Que fariaagora?Sozinha, num país estrangeiro, com uma língua desconhecida. Certamente experimentaria o sabor do desconhecido naquela tarde. Subitamente uma voz entrou no meu ouvido, uma voz suave, que entoou não apenas no meu aparelho auditivo mas também no meu coração. Alguém falara português. Ali naquele lugar desconhecido, no aeroporto onde já derramara algumas da minhas lágrimas, subitamente alguém falara português. Foste uma luz que iluminou o meu dia, uma alegria que com palavras seria impossível de explicar.Enquanto milhares e milhares de pessoas se dirigiam às portas de embarque entoando as mais diversas línguas, para ti parecia que o mundo havia parado à tua volta.&lt;br /&gt;Falavas sozinho, na nossa bonita língua , com um atabalhoado mas, no entanto mais sábio do alguma vez imaginara.&lt;br /&gt;Aproximei-me de ti. Parecias brincar com as palavras, parecias feliz,sorrias, sorrias, sorrias, havias de sorrir até que a morte te levasse.Reparei que falavas com um grupo de jovens estrangeiros, mas, como poderia ser? Afinal estavas a falar português... Pois, lá estavas tu, sempre asorrir, a exibir a nossa língua a mostrar-lhe o orgulho de ser português.&lt;br /&gt;Eles, atónitos, olhavam-te com admiração e incerteza, na verdade,daquilo que dizias nada compreendiam mas o teu olhar e a tua forma de falar cativaram-nos e mesmo sem saber nada de ti continuaram a olhar-te atenciosamente.&lt;br /&gt;Fitaste-me com alegria, falaste também para mim. Tinhas uma voz doce,contavas a um par de jovens algumas histórias típicas do nosso país.&lt;br /&gt;Falavas de literatura, de história, de arte. E naquela imensidão de pessoas,apenas eu poderia entender-te.&lt;br /&gt;No teu rosto levemente desenhado havia o português dos nossos dias.&lt;br /&gt;Havia o sábio, o sonhador, o herói que partiu em busca do desconhecido conquistando tudo e todos.&lt;br /&gt;Tu não eras como os outros. Não tinhas vergonha, não tinhas medo de ser português... Enquanto eles escondiam a sua língua por detrás de um inglês vergonhoso tu exibiste-a sem pudor, mostrando ao mundo que neste pequeno cantinho vive um povo de imensa dignidade.&lt;br /&gt;Ouvi-te durante horas, ouvi-te perante o barulho que misteriosamente se transformara em silêncio para ouvir as bonitas palavras que te saíam dos encarnados lábios.&lt;br /&gt;« Nós, os portugueses, somos seres bonitos. Na nossa terra acolhemos todos aqueles que queiram visitá-la, do nosso alimento faremos o dos outros e com a nossa água mataremos a sede alheia. Somos um pequeno pontinha perdido no imenso mapa do mundo, mas somos um pontinho mais importante do que muitas manchas que cobrem esse atlas universal. Nós, portugueses, estamos em todas as partes do mundo. A viagem sempre fez parte do nosso espírito, da nossa alma enquanto cidadãos lusos. Aprendemos a viajar e a conquistar , a sonhar ir mais além. Ser português é motivo de honra. Porque somos nós que corremos mesmo quando todos decidem ficar parados, porque nos molhamos quando todos buscam um abrigo, porque nós ousamos viver mesmo quando a iminência da morte está perto demais.».&lt;br /&gt;Tinhas razão, meu velho. Eu tenho orgulho por ser das tuas gentes,partilhar as alegrias do nosso povo, as nossas tradições, as nossas loucuras,os traços característicos da nossa espécie.&lt;br /&gt;A espera tornara-se longa nesse aeroporto algures na Europa, os outros abandonaram-te mas eu não. Precisava de ti.Partilhámos ambos a alegria de termos nascido nesse tão lindo país daPenínsula Ibérica, e tu, como farol sempre pronto a iluminar-me mostraste-me a porta de embarque, e como se isso não bastasse, viajaste comigo para este cantinho do mundo - Portugal.&lt;br /&gt;Afinal era tão bom ser português...&lt;br /&gt;Recordámos Luso , o brilhante Deus do Olimpo que deu nome às nossas gentes, viajámos com Luís de Camões e a sua poesia única, pousamos pormomentos nossos olhos nos heróis portugueses que um dia nos fizeram orgulharmo-nos deles.&lt;br /&gt;Também eu me orgulho de ti , meu velho. Da sabedoria que transmitias ao mundo, da abertura e alegria com que deste a conhecer o nosso país am ilhares de pessoas que conheceste.&lt;br /&gt;Orgulho-me de teres sido o bom português: O que deixa tudo para oúltimo momento, o que brilha, o que sorri, o que chora e o que transporta todo o seu talento para o palco da vida.&lt;br /&gt;O Português que tal como dizias está em todas as partes do mundo.A mensagem que nos deixaste ainda persiste, ainda vive nos nossos corações, nos olhares daqueles que escutaram atenciosamente tudo o que lhes disseste. Obrigado, meu velho. Porque tu foste português, porque lutaste na guerra e venceste, porque te encarregaste sempre de limpar o nome do nosso país enquanto outros o mancharam. Obrigado por nunca, em nenhuma parte do mundo, teres tido vergonha de seres português.&lt;br /&gt;Honraste-nos, fizeste-nos unirmo-nos em defesa daquilo que amamos ehoje cantamos juntos a nossa glória. A glória de uma país que jamais morrerá, a glória dos brilhantes antepassados e a alegria do meninos que construirão neste cantinho inigualável um futuro risonho.&lt;br /&gt;Autora: Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-112949168737065132?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/112949168737065132/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=112949168737065132' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/112949168737065132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/112949168737065132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2005/10/prmio-revelao-do-concurso-literrio-do.html' title=''/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-112931616911402068</id><published>2005-10-14T19:53:00.000+01:00</published><updated>2005-10-14T19:56:09.123+01:00</updated><title type='text'>Adeus não! Até logo.</title><content type='html'>Sinto a tua falta.&lt;br /&gt;Das palavras carinhosas, dos gestos que apenas tu conseguias fazer na perfeição, do teu toque, do beijo que nos depositavas na faces sempre com o mesmo carinho, do adeus sempre tão sentido, sinto falta de partir olhar para trás e ter a certeza de que tu estás lá para me acenares da varanda.&lt;br /&gt;E quando os outros nos rejeitavam os desejos de criança, tu estavas sempre lá, confortando-nos, fazendo algo para que pudéssemos ser felizes. Acariciavas-nos a cabeça, adormecias-nos no teu colo como se isso pudesse ser resolução para todas as nossas brigas. E era-o realmente. Obrigado, avó.&lt;br /&gt;Dói muito.&lt;br /&gt;Pensar que da próxima vez que algo não correr bem tu já não vais estar presente para amparar as nossas lágrimas.&lt;br /&gt;Oxalá pudesse ter-te dito o quanto te amava...&lt;br /&gt;Desculpa. Se algumas vezes as palavras estavam demasiado verdes para serem ditas, agora só me apetece dizer-te: Amo-te, amo-te muito.&lt;br /&gt;No entanto, agora, as minhas palavras já não passam de ecos, de sons que se perdem ao final do corredor da vida.&lt;br /&gt;Lembrarei sempre esse sorriso nobre, a expressão doce, o amor que tinhas para oferecer ao mundo. Por isso, continuarei a sorrir, tal como tu o fazias, sorrirei até que a morte me leve.&lt;br /&gt;Jamais te esquecerei.&lt;br /&gt;Estarei sempre aqui, serei sempre um pouco daquilo que me deste, do que me ensinaste, do que me levaste a descobrir pelos caminhos da vida.&lt;br /&gt;Foi pelas tuas mãos que tantas vezes caminhei, impediste-me de cair pois o teu carinho amparava-me nessa correria louca, própria da minha meninice.&lt;br /&gt;Escrevo-te, avó, porque tenho a certeza que podes ouvir-me, que me sentes, que me beijas de noite como tantas vezes o fizeste, e que me acordas de manhã da forma única como apenas tu o fazias.&lt;br /&gt;Continuo a ouvir-te, no seio do meu coração, na lágrima que me corre das faces, na alegria que foi ter partilhado a minha vida contigo.&lt;br /&gt;Partiste, mas para mim estarás sempre aqui, cada vez mais perto, num sítio onde podemos caminhar e partilhar os nossos sentimentos.&lt;br /&gt;Disseste-me “até logo”, avó. Depois partiste, jamais regressaste desse mundo de lá, mas, sei que um dia te encontrarei, afinal foi apenas como se nos despedíssemos para uma ida às compras.&lt;br /&gt;Por isso, até logo.&lt;br /&gt;Nunca te esqueças que te amo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-112931616911402068?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/112931616911402068/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=112931616911402068' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/112931616911402068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/112931616911402068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2005/10/adeus-no-at-logo.html' title='Adeus não! Até logo.'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-112886316945002625</id><published>2005-10-09T14:04:00.000+01:00</published><updated>2005-10-09T14:09:21.573+01:00</updated><title type='text'>Deixa-me só</title><content type='html'>Sem o olhar do mundo, sem as crateras de dor e sofrimento que despontam do meu coração, sem pressas, sem sentimentos, sem pressão, sem sentir as palavras dos outros perseguindo-me a cada passo, sem ouvir essa voz que me guia.&lt;br /&gt;Deixa-me apenas só. Não me digas aquilo que quero ouvir, deixa-me na solidão dos meus dias e liberta-me para que possa pedir ao mundo um tempo de paragem.&lt;br /&gt;Deixa-me sonhar, ir ao topo das montanhas, ao fundo do mar, à superfície terrestre e ao interior do mundo.&lt;br /&gt;Deixa-me explorar os lugares que nunca vi, acordar ao amanhecer e adormecer ao entardecer, sonhar, saltar, pular, gritar, ser feliz, quem sabe... Mas, deixa-me só.&lt;br /&gt;Como uma espiga levada pelo vento ou uma pétala de uma flor qualquer.&lt;br /&gt;Preciso de conhecer a solidão, sentir a falta de alguém, dos conselhos, das críticas, das expectativas e dos falhanços de cada um.&lt;br /&gt;Não tenhas medo, não estou a enlouquecer, nem deixei de amar o mundo como dantes, apenas preciso do meu mundo, no meu lugar, com o meu pôr-do-sol, com a minha alegria.&lt;br /&gt;Apenas poderei ser completa para os outros quando o conseguir ser em relação a mim mesma.&lt;br /&gt;Não te percas por entre os corredores que nos levam mais além, não abandones o teu caminho porque em breve voltarás a contar com a minha presença do teu lado.&lt;br /&gt;Por agora, abandona-me, deixa-me à deriva, como se deixam os barcos velhos e apodrecidos. Irei ao sabor das ondas, embalada pela doce canção da vida, encontrarei o meu porto e o meu abrigo, porque não há horas erradas para os momentos certos.&lt;br /&gt;O meu corpo deslizará levemente sobre as delicadas mãos da vida, que naquele precioso e breve instante me agarrarão com pujança devolvendo-me ao meu mundo.&lt;br /&gt;Por isso, segue o teu caminho, acena-me lá do fundo fazendo-me caretas e gestos de carinho enquanto a minha imagem se torna cada vez mais pequena até se perder finalmente na linha do horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isa Mestre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-112886316945002625?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/112886316945002625/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=112886316945002625' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/112886316945002625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/112886316945002625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2005/10/deixa-me-s.html' title='Deixa-me só'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-112886304874210211</id><published>2005-10-09T14:00:00.000+01:00</published><updated>2005-10-13T21:32:03.646+01:00</updated><title type='text'>Apenas tu</title><content type='html'>Apenas tu, irmão.&lt;br /&gt;Apenas por ti nasce o orgulho dentro deste meu pequeno coração, apenas tu me fazes vibrar, apenas tu me fazes sentir saudade das coisas que julgava perdidas para sempre.&lt;br /&gt;Foste tu que me ensinaste a ser uma “menina” forte e humilde, sempre humilde.&lt;br /&gt;Foste tu que estiveste do meu lado na minha infância, que me mostraste muitas vezes o melhor caminho a seguir. Nas minhas teimosias, nas minhas birras, nas minhas decisões mais difíceis estiveste sempre pronto a ouvir-me tal como um pai ouve um filho.&lt;br /&gt;Trouxeste para dentro do meu coração de menina um enorme respeito e admiração.&lt;br /&gt;Foste sempre o meu ídolo, e, hoje ainda o és. Nunca permitirei que te façam mal, de forma alguma, e, se por alguma razão ferirem o teu nome eu estarei lá para limpá-lo com a maior dignidade possível, como sempre me ensinaste a fazer.&lt;br /&gt;E, desejo que esse sorriso lindo nunca saia do teu rosto, que possas sempre alimentá-lo tal como alimentas a tua humildade que a pouco e pouco te levará à vitória.&lt;br /&gt;Pois para mim, serás sempre essa estrela, que distante ou próxima saberá iluminar-me da mesma forma. Espero que um dia, possas orgulhar-te de mim como me orgulho de ti hoje, que possas sorrir como eu sorrio agora. Não importa se a distância e a saudade fazem com que a lágrima teime em cair do meu rosto, se aquilo que tenho aqui dentro só sorrindo posso exprimir.&lt;br /&gt;Peço que esses teus olhos continuem sempre brilhantes e carregados de ambição, peço que consigas vencer...&lt;br /&gt;Que o mundo que por vezes é tão cruel, com quem menos merece possa sorrir para ti e retribuir o amor, a dedicação e o carinho que sempre me deste.&lt;br /&gt;Todas as noites te envio um beijo pelas estrelas, e, tenho a certeza que o recebes, seja nas quentes noites de Verão ou nas frias noites de Inverno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-112886304874210211?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/112886304874210211/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=112886304874210211' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/112886304874210211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/112886304874210211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2005/10/apenas-tu.html' title='Apenas tu'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-112792184125682478</id><published>2005-09-28T16:34:00.000+01:00</published><updated>2005-09-28T16:37:21.263+01:00</updated><title type='text'>Sozinhos</title><content type='html'>Abandonaste-os quando eles mais precisaram de ti, deixaste de sorrir-lhe no momento em que o teu sorriso seria o abrir das portas do seu mundo, os teus braços fecharam-se quando eles te quiseram abraçar, quando te quiseram contar as novidades, quando fizeram aquilo que todos os miúdos fazem.&lt;br /&gt;Chamaram incessantemente por ti e tu não estavas lá, julgaste que havia outros valores, outros interesses, outras pessoas que mereceriam mais atenção.&lt;br /&gt;Esqueceste os seus rostos cintilantes e o carinho que te deram durante tanto tempo, ignoraste que eles te amaram, que deixaram de fazer muitas coisas para estar contigo, que discutiram muitas vezes com o intuito de te proteger.&lt;br /&gt; Choraram por ti, por não estares do seu lado com a tua presença aconchegante, o teu olhar sincero, as palavras premeditadas, a ética e os valores que colocavas em cada acção.&lt;br /&gt;Ensinaste-lhes a viver com dignidade, fizeste com que respeitassem os outros e a si mesmos, no entanto, quando eles cresceram surgiu-lhe diante dos olhos a realidade fria e cruel de quem se vê obrigado a lutar com as suas armas, a viver sozinho sem o carinho e sem o amor que lhes dispensaste em determinadas alturas.&lt;br /&gt;Fizeste-os acreditar que estarias eternamente do seu lado, tal como escudo protector, que os levarias para a guerra da vida e lhes mostrarias como vencer os maiores e os mais fortes. No entanto, os mais fortes apareceram e eles agiram como inocentes deixando-se ferir e magoar até que as forças se acabassem por completo. Caíram na lama suja, foram pisados e ultrajados, enquanto tu estiveste distante sem te preocupares onde e como estariam. Foram fortes e corajosos, seguiram os princípios que lhes ensinaste e provaram aos outros que eram capazes.&lt;br /&gt;Cresceram e aprenderam a sobreviver às tempestades da vida, à tua ausência, à dor do abandono.&lt;br /&gt;Não guardaram rancor, pois nos corações nobres não há espaço para sentimentos cruéis.&lt;br /&gt;Eles continuam a sorrir longe dos teus olhos, sorriem como antigamente, com alegria, com ânimo, tal como se os seus sorrisos fossem os passaportes para o mundo da glória.&lt;br /&gt;O mundo que é apenas deles, aquele que deixaste para trás quando as tuas decisões incalculadas causaram o sofrimento de dois seres inocentes.&lt;br /&gt;No entanto, jamais te apontariam o dedo, e quando esperasses receber desprezo da sua parte eles seriam os primeiros a dar-te a mão.&lt;br /&gt;Afinal, por muitos erros que tenhas cometido és a mulher que eles mais amam na vida, a que mais admiram, a que mais alegria poderia proporcionar-lhes, a que mais gozo lhes daria ver sorrir. Foste tu que os ensinaste a andar, a falar, a comer, a brincar, a ler e a escrever, foram os teus braços que os aconchegaram durante anos, foi a tua face que beijaram todas as noites antes de adormecer. E isso, nada deste mundo poderá mudar.&lt;br /&gt;Fizeste as tuas escolhas, não devo criticar-te por isso, respeito-te e este sentimento não mudará. Desejo apenas que sejas feliz, independentemente do sítio onde estás espero que a última réstia de sol possa iluminar todos os teus dias.&lt;br /&gt;Talvez um dia voltes, um dia que não seja tarde demais, um dia que os nossos olhos se encham de brilho por ver-te chegar, um dia de sol e de alegria como hoje…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-112792184125682478?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/112792184125682478/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=112792184125682478' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/112792184125682478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/112792184125682478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2005/09/sozinhos.html' title='Sozinhos'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-112622113790639540</id><published>2005-09-09T00:09:00.000+01:00</published><updated>2005-09-09T00:12:17.913+01:00</updated><title type='text'>João</title><content type='html'>O que te vai na alma? Diz-me. Não tenhas vergonha de admitir que dói, que dói muito aí dentro desse peito. Não negues que amas, afinal todos amamos, cada uns mais que outros. Não me digas que queres estar sozinho. È mentira.&lt;br /&gt;Nesse teu coração nobre, os sentimentos valiosos que agora estão perdidos pelos recantos desorganizados desse teu mundo cinzento. Julgas que tudo caiu e tu continuas de pé, esperando o próximo dia, o próximo sentimento, a próxima palavra de carinho e de apoio.&lt;br /&gt;No teu rosto as marcas da tristeza denunciadas, a distância que agora te separa daqueles de quem um dia te aproximaste. Não tenhas medo de chorar. Vem. Chora no meu ombro até que as lágrimas se esgotem, até que a tristeza se vá, até que a dor seja eliminada dessa alma presa aos pequenos pormenores da vida.&lt;br /&gt;Segue de cabeça erguida e nunca te esqueças que os que ficaram para trás podem um dia reconquistar o seu lugar no jogo da vida, no monopólio do teu coração magoado.&lt;br /&gt;Não deixes que o rancor vença pois num coração nobre não há lugar para sentimentos odiosos.&lt;br /&gt;Sorri, sorri e volta a sorrir. Como nos velhos tempos, como no dia em que te conheci, como nos bons momentos. As palavras jamais serão capazes de expressar aquilo que vivemos e o que sentimos mas, por vezes, elas são o antídoto para a dor, o medicamento para a ferida aberta, são uma réstia de calor num mundo eternamente gelado.&lt;br /&gt;As palavras banais jamais poderão ensinar-te a viver, porém os momentos, sejam eles de dor ou de alegria serão para sempre puras lições de vida.&lt;br /&gt;Não desistas, nunca. Acredita na tua força. Eu acredito.&lt;br /&gt;Na vida há obstáculos e por vezes, ainda que não queiramos, acabamos por ser injuriados por eles, por isso, quando cais na lama é preciso que saibas levantar-te e erguer a tua cabeça seguindo em frente. Não interessa se estás sujo, se estás magoado, se as feridas parecem impedir-te de viver, porque tu tens de recuperar e tens de atingir a meta que se segue. Entendes?&lt;br /&gt;Não fiques no chão, porque neste mundo há muitos capazes de estender-te a mão mas haverá certamente outros tantos que farão questão de pisar-te.&lt;br /&gt;Não permitas que te subestimem. Tens o teu valor e sabes disso. Tens qualidades, tens defeitos, enfim, todos os temos e cabe-nos a nós mesmo respeitar cada um sendo ele da forma que é.&lt;br /&gt;Por isso, João, encontra o teu sol no meio do dia nublado, levanta-te da lama suja, olha-me nos olhos e diz-me que és capaz, que vais vencer, que vais sorrir, que não guardarás sentimentos dolorosos nessa “caixinha” que há em ti!&lt;br /&gt;As palavras serão sempre poucas mas nas entrelinhas fica aquilo que ficou por dizer, nos corações ficam as palavras invisíveis, os rostos impossíveis de esquecer.&lt;br /&gt;Força!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-112622113790639540?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/112622113790639540/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=112622113790639540' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/112622113790639540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/112622113790639540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2005/09/joo.html' title='João'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9227395.post-112610232328207167</id><published>2005-09-07T15:11:00.000+01:00</published><updated>2005-09-07T15:12:03.283+01:00</updated><title type='text'>Deixa-me só.</title><content type='html'>Sem o olhar do mundo, sem as crateras de dor e sofrimento que despontam do meu coração, sem pressas, sem sentimentos, sem pressão, sem sentir as palavras dos outros perseguindo-me a cada passo, sem ouvir essa voz que me guia.&lt;br /&gt;Deixa-me apenas só. Não me digas aquilo que quero ouvir, deixa-me na solidão dos meus dias e liberta-me para que possa pedir ao mundo um tempo de paragem.&lt;br /&gt;Deixa-me sonhar, ir ao topo das montanhas, ao fundo do mar, à superfície terrestre e ao interior do mundo.&lt;br /&gt;Deixa-me explorar os lugares que nunca vi, acordar ao amanhecer e adormecer ao entardecer, sonhar, saltar, pular, gritar, ser feliz, quem sabe... Mas, deixa-me só.&lt;br /&gt;Como uma espiga levada pelo vento ou uma pétala de uma flor qualquer.&lt;br /&gt;Preciso de conhecer a solidão, sentir a falta de alguém, dos conselhos, das críticas, das expectativas e dos falhanços de cada um.&lt;br /&gt;Não tenhas medo, não estou a enlouquecer, nem deixei de amar o mundo como dantes, apenas preciso do meu mundo, no meu lugar, com o meu pôr-do-sol, com a minha alegria.&lt;br /&gt;Apenas poderei ser completa para os outros quando o conseguir ser em relação a mim mesma.&lt;br /&gt;Não te percas por entre os corredores que nos levam mais além, não abandones o teu caminho porque em breve voltarás a contar com a minha presença do teu lado.&lt;br /&gt;Por agora, abandona-me, deixa-me à deriva, como se deixam os barcos velhos e apodrecidos. Irei ao sabor das ondas, embalada pela doce canção da vida, encontrarei o meu porto e o meu abrigo, porque não há horas erradas para os momentos certos.&lt;br /&gt;O meu corpo deslizará levemente sobre as delicadas mãos da vida, que naquele precioso e breve instante me agarrarão com pujança devolvendo-me ao meu mundo.&lt;br /&gt;Por isso, segue o teu caminho, acena-me lá do fundo fazendo-me caretas e gestos de carinho enquanto a minha imagem se torna cada vez mais pequena até se perder finalmente na linha do horizonte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9227395-112610232328207167?l=isamestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isamestre.blogspot.com/feeds/112610232328207167/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9227395&amp;postID=112610232328207167' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/112610232328207167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9227395/posts/default/112610232328207167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isamestre.blogspot.com/2005/09/deixa-me-s.html' title='Deixa-me só.'/><author><name>Isa Mestre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02149775844325128267</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_P_svTYBK0R8/TR-ooMPWwhI/AAAAAAAAAF0/zPc-E2aQLMM/S220/Isa_Mestre%2BPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
